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Foi divulgado na imprensa, dias atrás, situação de extrema gravidade envolvendo diversas histórias de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes.
Os fatos foram praticados por um poderoso empresário, que usava do seu poder econômico para praticar as explorações sexuais.
Morto em 2014, o mencionado empresário conseguia manter forte esquema de aliciamento, onde o dinheiro ‘garantia’ a ocorrência dessas histórias. Segundo narraram as meninas, hoje mulheres, era divulgado que determinado homem ofertava bens materiais e valor pecuniário para crianças e adolescentes em parcas condições financeiras, para aquelas que fossem com ele conversar reservadamente. Elas se dirigiam a uma de suas empresas, eram forçadas a atos sexuais, e ganhavam presentes dele.
Empregadas e empregados das companhias disseram que muitas meninas e mulheres compareciam às lojas com bilhetes do multimilionário, determinando que entregassem valores monetários e objetos a elas. Inclusive, muitas violências sexuais aconteceram dentro das próprias empresas. Muitos inquéritos policiais foram lavrados, com provas de orgias e festas utilizadas para assédios e estupros de meninas.
O capitalismo fez e faz vítimas todos os dias, sendo inegável a análise desses males quanto aos direitos humanos das mulheres. Afirma Silvia Federici, em ‘O Calibã e a Bruxa’, que no contexto dos anos 70 estávamos à frente da 2ª onda feminista. Na época, a bandeira feminista envidou esforços tratando da liberdade sexual da mulher e o direito ao corpo. Debates como aborto e sexualidade foram pautas importantes no movimento, com a participação e envolvimento da corrente crítica do feminismo.
Ficou visível que as segundas e terceiras ondas …
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