- Resultado representa alta de 5,1% sobre o 2T25
- Após primeiros meses de operação da Retroárea Penedo, TVV alcança maior EBITDA da história, com R$ 70 milhões
- Cabotagem movimenta o maior volume para um segundo trimestre, com crescimento acima do mercado
A Log-In Logística Integrada, Grupo de soluções logísticas, movimentação portuária, navegação de Cabotagem, Mercosul e Feeder, além de operações rodoviárias, encerrou o segundo trimestre de 2026 com Receita Operacional Líquida de R$ 777,1 milhões, alta de 5,1% em relação ao mesmo período de 2025. O EBITDA ajustado somou R$ 113,9 milhões, com margem de 14,7%.
O trimestre concentrou marcas operacionais nas duas principais torres de negócio. O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) registrou o maior EBITDA de sua história e movimentou o maior volume de contêineres já operado pelo terminal, além de iniciar as operações da Retroárea Penedo em maio. Na Navegação Costeira, a Cabotagem transportou o maior volume para um segundo trimestre e cresceu acima do mercado, registrando, ainda, uma melhora significativa no nível de serviço. Já a Tecmar Transporte & Logística manteve o avanço do plano de turnaround e ampliou o volume de rodo-cabotagem, movimento que aproxima a operação rodoviária da malha de navegação.
De acordo com o Presidente da Log-In, Marcus Voloch, o trimestre confirmou a direção definida para os ativos do grupo.
“A Cabotagem e o TVV são duas frentes que respondem por boa parte da nossa capacidade de gerar caixa e que evoluíram ao mesmo tempo, de modo que os resultados do período refletem a consistência da estratégia de crescimento integrado com foco na excelência operacional adotada pela companhia”, afirma.
Navegação Costeira e Soluções Integradas
A Navegação Costeira encerrou o trimestre com Receita Operacional Líquida de R$ 500,8 milhões, em linha com o 2T25, e EBITDA ajustado de R$ 86,4 milhões, com margem de 17,3%. O volume total transportado chegou a 193,4 mil TEUs, alta de 6,6%, puxado pela Cabotagem e pelo Mercosul.
Na Cabotagem, a Companhia movimentou o maior volume e registrou a maior receita já alcançados para um segundo trimestre. Segundo a Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC), o mercado cresceu 4,2% no período, favorecido pela fiscalização da tabela de frete mínimo da ANTT, que ampliou a competitividade do modal. Acima dessa média, o crescimento da Log-In é resultado do esforço comercial para ampliar a base de clientes. No Mercosul, o avanço do volume acompanhou a intensificação das exportações argentinas.
A torre também evoluiu na percepção dos clientes, com o NPS alcançando a Zona de Qualidade no trimestre. Na frente de integração, o crescimento do volume de rodo-cabotagem ampliou a conexão entre a Tecmar e a Navegação Costeira, com mais cargas fracionadas usando o trecho marítimo em substituição à estrada.
Para o executivo, a evolução da Cabotagem tem relação direta com a agenda de nível dos serviços oferecidos neste modal. “Crescer acima do mercado e melhorar o NPS ao mesmo tempo mostra que o ganho de volume veio da qualidade da operação, o que é visto positivamente e valorizado pelos clientes. Migrar carga para a cabotagem é um processo que exige previsibilidade, e é isso que estamos entregando”, explica Voloch.
Terminal Portuário de Vila Velha (TVV)
O TVV registrou no 2T26 a maior Receita Operacional Líquida e o maior EBITDA de sua história para o período, somando R$ 134,3 milhões e R$ 70,0 milhões, respectivamente, altas de 35,5% e 70,5% na comparação anual. A margem EBITDA chegou a 52,1%, avanço de 10,7 pontos percentuais sobre o 2T25.
A movimentação de contêineres alcançou 65,5 mil boxes, crescimento de 8,1% e maior marca já registrada pelo terminal. A exportação foi puxada por café e granito em chapa, com a recuperação das exportações após um segundo trimestre de 2025 desafiador. Na importação, o volume chegou ao recorde de 26,9 mil boxes, sustentado pela movimentação de veículos elétricos em contêineres flat rack. Na carga geral, o terminal acumula 415,1 mil toneladas no primeiro semestre, alta de 40% sobre os seis primeiros meses de 2025, com a demanda por veículos elétricos elevando também a movimentação de navios Ro-Ro.
Em maio, o TVV iniciou as operações da Retroárea Penedo, que adicionou 65.154 m² ao terminal, aumento de 60% em relação à área total anterior, e passou a atender às demandas de importação e exportação de contêineres, granito, produtos siderúrgicos e fertilizantes.
Segundo o Diretor de Terminais da Log-In, Gustavo Paixão, a receita de armazenagem e serviços acessórios já refletiu a nova estrutura no trimestre.
“A Retroárea Penedo entrou em operação em maio e já contribuiu para o resultado do trimestre, com o crescimento das receitas de armazenagem. Ganhamos 60% de área em um terminal que vinha operando com alto nível de ocupação, o que nos permite receber mais carga e trabalhar com perfis diferentes de produto. O recorde de movimentação de contêineres no mesmo período mostra que a demanda estava lá esperando essa capacidade”, avalia o executivo.
Transporte Rodoviário de Cargas
O segundo trimestre de 2026 foi de continuidade do processo de turnaround da Tecmar Transporte & Logística, com a revisão da estrutura organizacional, o aprimoramento dos indicadores de desempenho e a seleção de contratos com maior potencial de retorno. A torre encerrou o período com Receita Operacional Líquida de R$ 142,0 milhões, alta de 4,3% em relação ao 2T25.
O crescimento é decorrente, sobretudo, da carga fracionada (Less than Truckload – LTL), especialidade da Tecmar, favorecida por um mix de cargas mais rentável, e da Tecmar Norte, que ampliou a receita com os serviços de armazenagem voltados às cargas de importação na região Norte do país. O volume de rodo-cabotagem também avançou no trimestre, com ganho de escala nas operações intermodais de curta distância que alimentam a Cabotagem na modalidade porta a porta.
O Diretor-Executivo da Tecmar, Clóvis Severino, aponta que a Companhia segue em fase de ajuste com foco na integração com os demais ativos do grupo. “O plano de reestruturação segue em curso e passa por rever a carteira de contratos, ajustar a estrutura de gestão e ampliar a integração com a cabotagem. O crescimento da receita e o avanço do volume de rodo-cabotagem indicam que o caminho de transformar a Tecmar em um operador multimodal está funcionando”, destaca.
