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    Home»Negócios»7 em cada 10 brasileiros recorreram à IA no último ano para tirar dúvidas sobre sintomas e doenças; especialista alerta para riscos
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    7 em cada 10 brasileiros recorreram à IA no último ano para tirar dúvidas sobre sintomas e doenças; especialista alerta para riscos

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio25 de março de 2026Nenhum comentário6 Mins Read
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    Seguir orientações contrárias à recomendação médica, bem como maximizar ou minimizar sintomas, estão entre os perigos mais identificados no novo estudo da Olá Doutor

     

    Febre persistente, dores incomuns, mal-estar: diante de sinais que geram dúvida ou preocupação, cada vez mais brasileiros têm recorrido à inteligência artificial em busca de respostas rápidas. Um estudo recente aponta que 7 em cada 10 pessoas afirmaram ter utilizado a IA no último ano para tirar dúvidas sobre sintomas ou possíveis doenças, transformando tais plataformas em uma espécie de primeiro ponto de consulta para questões de saúde.

    Os dados são do novo levantamento da Olá Doutor, plataforma de consultas online via chat, que investigou como os brasileiros vêm utilizando tecnologias de inteligência artificial para esclarecer dúvidas sobre o próprio corpo e organismo. A pesquisa ouviu pessoas de diferentes regiões do país e analisou desde a frequência de uso dessas ferramentas até os temas de saúde mais buscados pelos usuários.

    Além das dúvidas sobre sintomas, quase metade dos entrevistados também relataram utilizar a IA para pesquisar sobre medicamentos ou compreender diagnósticos médicos — hábitos que, muitas vezes, trazem consigo efeitos indesejados: 30,4% deles afirmaram já ter interpretado sintomas como mais graves do que realmente eram, enquanto 22,4% disseram ter minimizado sinais que depois se mostraram mais sérios.

     

    Quais questões de saúde levam os brasileiros à IA todos os meses?

    Em um contexto marcado, ao mesmo tempo, pela busca por mais agilidade nos serviços de saúde e a popularização da IA no cotidiano, os dados recentes divulgados pela Olá Doutor apenas comprovam uma impressão geral: como, nos últimos anos, a tecnologia passou a ocupar um espaço cada vez mais presente na rotina dos pacientes brasileiros, antes ou após uma consulta médica.

    Ao serem questionados pela plataforma, por exemplo, 71% dos entrevistados afirmaram ter recorrido à IA no último ano para tirar dúvidas sobre sintomas ou doenças, prática que se mostrou ainda mais comum entre pessoas com doenças crônicas (81,4%) se comparadas àquelas que que não convivem com condições contínuas de saúde (61,6%).

    Outras diferenças também aparecem quando se observa o perfil dos usuários: as mulheres brasileiras tendem a utilizar mais a IA para questões médicas do que os homens (74,5% contra 66,2%), hábito também mais frequente entre entre os estudantes e pessoas com até 30 anos — grupos que mais recorreram à tecnologia no último ano.

    Na prática, de acordo com a Olá Doutor, canais como o ChatGPT e Gemini têm servido como uma espécie de ferramenta de apoio para compreender melhor certas orientações ou informações técnicas: metade dos entrevistados (49%) afirmaram ter usado a IA nos últimos meses para pesquisar sobre medicamentos, 41,6% recorreram à tecnologia para entender diagnósticos e 35,4% disseram usá-la para interpretar exames ou laudos.

    Mas, afinal, quais tópicos de saúde mais vêm levando a população até a Inteligência Artificial recentemente? Quando o assunto são os temas que mais despertam buscas na IA, sintomas gerais, como febre, dores e desconfortos lideram o ranking (59,6%), seguidos por nutrição e alimentação (54%) e questões de saúde mental, como ansiedade, estresse ou depressão (46,8%) — que evidenciam como a tecnologia tem sido utilizada tanto para dúvidas imediatas quanto para questões relacionadas ao bem-estar no dia a dia.

     

    O outro lado da tecnologia: os riscos de se recorrer à IA para fins de saúde

    Mais do que um recurso para esclarecer dúvidas rápidas, algo que a Olá Doutor descobriu é que, para o bem ou para o mal, o uso da IA também vem influenciando a forma como os brasileiros observam e interpretam a própria saúde, afetando a maneira como a população se informa e toma decisões relacionadas ao próprio corpo e organismo.

    Entre os efeitos positivos identificados pelos entrevistados, muitos relataram uma postura mais ativa em relação aos cuidados pessoais: cerca de 58,8% afirmaram ter passado a prestar mais atenção em sintomas e sinais do próprio corpo após utilizar ferramentas de IA, enquanto 52,4% disseram se informar com maior frequência sobre prevenção e cuidados de saúde. Além disso, uma parcela considerável destacou ter adotado mudanças de hábitos no dia a dia (45,4%), incluindo melhorias na alimentação ou rotina de atividades físicas.

    Por outro lado, o estudo também revela que o uso dessas ferramentas pode trazer uma série de riscos quando utilizado sem orientação médica adequada. Muitos respondentes, por exemplo, afirmaram ter passado a pesquisar de forma excessiva sobre possíveis doenças (20,2%) ou se tornar mais ansiosos em relação à saúde após recorrer à IA (16,8%).

     Em alguns casos, a interpretação das informações também gerou distorções: 3 em cada 10 deles relataram já ter interpretado um sintoma como mais grave do que realmente era, ao passo que 22,4% minimizaram sinais que depois se mostraram mais sérios.

    Para x, y da Olá Doutor, esse cenário reforça o papel da tecnologia como complemento, e não substituto, da avaliação médica. “Ferramentas podem, sim, ampliar o acesso à informação, mas não substituem a análise clínica feita por um profissional de saúde”, explica. “Com o avanço da telemedicina, ser atendido por um médico deixou de ser um processo demorado e burocrático: hoje, consultas online permitem que pacientes tenham acesso à orientação profissional em poucos cliques, reduzindo o risco de decisões baseadas apenas em informações encontradas na internet.”

     

    Intertítulo 3: Futuro da IA na saúde: o que pensam os brasileiros? 

    Embora o uso da IA para esclarecer dúvidas médicas já faça parte da rotina de muitos brasileiros, a relação com a tecnologia, segundo os respondentes, ainda é marcada por certo nível de cautela.

    De acordo com a Olá Doutor, mais da metade dos entrevistados (52,8%) afirmam ter algum grau de desconfiança em relação ao uso da IA em questões de saúde, seja porque confiam parcialmente nas respostas das ferramentas (33,8%), confiam pouco (12,6%) ou não confiam de forma alguma nesse tipo de tecnologia (6,4%).

    É um cenário que ajuda a explicar como a população enxerga o futuro da inteligência artificial no setor. Não por acaso, quando questionados sobre os próximos anos, a maior parte dos ouvidos pela empresa acreditam que a tecnologia deve avançar, mas com certas limitações e cuidados.

    Para 29,8% dos respondentes, a IA tende a impulsionar novas inovações na saúde, desde que acompanhada por regulamentações adequadas, enquanto 26,8% acreditam que seu uso será mais restrito — funcionando principalmente como uma ferramenta de apoio, e não como substituta da orientação médica.

     

    Metodologia

    Para entender o impacto da IA nos hábitos de saúde dos brasileiros, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

    Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que exploraram a frequência com que recorrem à IA para fins de saúde,  os tópicos mais levados às ferramentas e seus impactos no dia a dia. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados. 

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