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    Startup aposta no “corretor do comprador” e traz ao Brasil modelo inédito difundido nos EUA

    Com projeção de intermediar R$ 37,5 milhões em imóveis no primeiro ano, a House Hunter terá profissionais dedicados exclusivamente aos compradores de imóveis. Em vez de oferecer uma carteira própria com imóveis anunciados, a startup fará busca no mercado, através de IA, curadoria, análise jurídica e negociação em nome do cliente.
    JoaoBy Joao3 de setembro de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    Theo Girolamo, fundador da House Hunter
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    O mercado imobiliário brasileiro comercializou 110.722 unidades residenciais no primeiro trimestre de 2026, alta de 4,1% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo os Indicadores Imobiliários Nacionais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Em um setor que mantém ritmo elevado de negócios, uma startup catarinense aposta em mudar a lógica da jornada de compra. Em vez de procurar diferentes imobiliárias, receber inúmeras ofertas e negociar diretamente com profissionais que representam os imóveis disponíveis, o comprador passa a ter um corretor dedicado exclusivamente aos seus interesses. Essa é a proposta da House Hunter, inédito no Brasil e inspirada no modelo conhecido nos Estados Unidos como “buyer’s agent”, no qual comprador e vendedor podem contar com profissionais distintos durante uma negociação.

    Fundada por Theo Girolamo, jovem corretor imobiliário de apenas 21 anos nascido e criado dentro de uma imobiliária ”tradicional”, criou a startup que terá como público inicial compradores de imóveis de médio e alto padrão no litoral de Santa Catarina. Ao contrário do modelo tradicional de imobiliária, a empresa não pretende manter uma carteira própria de imóveis nem representar proprietários na venda. A operação partirá da demanda do comprador, com definição prévia de critérios como localização, finalidade, orçamento e características do imóvel antes do início da busca no mercado. Para o primeiro ano, a projeção é atingir R$ 37,5 milhões em Valor Geral de Venda (VGV) em intermediações.

    O planejamento prevê iniciar a operação em Santa Catarina e avançar, em uma segunda fase, para São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. O plano de negócios inclui ainda o atendimento a estrangeiros interessados em adquirir imóveis no Brasil.

    “O mercado imobiliário brasileiro foi estruturado a partir de quem tem um imóvel para vender. A nossa proposta é começar pelo outro lado: entender exatamente o que o comprador procura e buscar no mercado as opções mais adequadas ao seu perfil, sem um estoque próprio que precise ser comercializado. O vendedor continua com seu corretor e o comprador passa a ter um profissional dedicado totalmente aos seus interesses. Na imobiliária tradicional a busca é pela comissão total de 6% e no nosso caso trabalhamos somente pelos 3% e o comprador não paga nada a mais por isso”, explica Girolamo.

    O processo previsto pela startup começa por uma entrevista para identificar objetivo da aquisição, faixa de investimento, região desejada e características do imóvel. A partir daí, o comprador recebe um código e sua identidade permanece preservada até a visita do imóvel. O perfil é levado à rede de parceiros e as ofertas recebidas passam por uma filtragem antes de chegar ao cliente. A previsão é apresentar uma seleção de três a cinco imóveis considerados mais aderentes ao perfil.

    Segundo o CEO, a curadoria será feita por profissionais, com análise humana e apoio de sistemas de CRM para gestão dos clientes e dos mandatos. Em uma etapa posterior, o plano de negócios prevê transformar a busca ativa em um marketplace reverso, no qual perfis anônimos de compradores seriam disponibilizados para que o mercado vendedor apresentasse ofertas compatíveis.

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