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    Home»juridico»Omissão parcial em prestação de contas de convênio não gera inelegibilidade, diz TSE
    juridico

    Omissão parcial em prestação de contas de convênio não gera inelegibilidade, diz TSE

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio24 de fevereiro de 2021Nenhum comentário2 Mins Read
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    Para definir a inelegibilidade dos que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável, não basta que a conduta configure, em tese, ato de improbidade administrativa. É preciso também elementos que indiquem dolo, má-fé, enriquecimento ilícito ou lesão ao erário.
    Com esse entendimento, o Tribunal Superior Eleitoral negou provimento a recursos ajuizados por um vereador de Sete Barras (SP) e pelo Ministério Público Eleitoral contra a decisão do Tribunal Regional Federal que deferiu pedido de registro de candidatura de Dean Martins, reeleito prefeito do município na eleição de 2020.
    As partes defenderam a inelegibilidade do candidato porque as contas do balanço de 2017 de consórcio intermunicipal de conservação de vias públicas, que estava sob responsabilidade de Dean Martin, foram rejeitadas.
    O Tribunal de Contas de São Paulo rejeitou as contas por ausência de demonstrativos contábeis, o que impede o conhecimento da situação financeira e patrimonial do consórcio. O acórdão do órgão aponta que a prestação parcial de contas pode caracterizar ato de improbidade administrativa, pela violação aos deveres de legalidade e de lealdade as instituições.
    Por maioria, o TSE manteve a decisão do TRE-SP no sentido de que esse cenário de omissão parcial na prestação de contas não atrai a inelegibilidade do artigo 1º, inciso I, alínea ‘g’ da Lei Complementar 64/1990.
    Prevaleceu o voto divergente do ministro Tarcísio Vieira de Carvalho, seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Luís Felipe Salomão, Mauro Campbell, Sérgio Banhos e Luís Roberto Barro…

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