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Já são 164 anos de luta por direitos das mulheres e ainda temos que lutar por igualdade. E isso parece desolador quando encaramos a realidade que enfrentamos no dia a dia. Estamos longe de alcançar metas que foram estabelecidas em escala global como a paridade de gênero, de salários, de vida com dignidade para todas e todos. Para se ter um parâmetro, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu em 2015 os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Dentre essas metas acordadas entre 193 países, a de nº 5 dispõe: alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. A meta é ousada, mas o percurso da humanidade parece não ter evoluído muito para alcançar esses objetivos. Basta visualizar um breve panorama em alguns indicadores, que chegaremos a uma conclusão pouco esperançosa.
A meta é ousada, mas o percurso da humanidade parece não ter evoluído muito para alcançar esses objetivos
De acordo com o Banco Mundial, no ritmo em que estamos ainda vamos levar 150 anos para conseguir atingir a paridade de gênero em salários. Dados do Censo de 2010 apontam, por exemplo, que os homens brasileiros possuíam rendimento médio mensal de R$ 1.547, enquanto que as mulheres em igual condição recebiam R$ 473 menos, sendo uma média de R$ 1.074. A igualdade ainda também é uma utopia em relação à educação. Dados da Unesco apontam que no mundo, as meninas têm duas vezes menos chances de ingressar em uma escola, do que os meninos. As mulheres ainda são subjugadas em relação aos seus direitos de liberdade, dignidade e a uma vida feliz. Segundo a Plataforma Violência Contra as Mulheres em Dados, 97% das mulheres brasileiras que dependem do tra…
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