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“Uma liminar ilegal.” Foi assim que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, classificou a decisão do presidente da Corte, Luiz Fux, que suspendeu a implantação do juiz das garantias monocraticamente há mais de um ano, sem encaminhar a medida ao Plenário.
“No caso da ação direta de inconstitucionalidade, a liminar precisa ser submetida ao Plenário do Supremo, e até agora não foi. Devemos evitar dar liminar sem submeter a matéria ao Plenário. Porque foi o Congresso que aprovou a lei”, defendeu o ministro.
“Se nós formos decidir pela suspensão, isso tem que ser feito pelo Supremo Tribunal Federal. Só em hipóteses raríssimas, como o período do recesso, se justificaria, muito excepcionalmente, uma liminar que suspendesse uma lei”, prosseguiu.
“Liminares, com relação a leis, tem que passar pelo Supremo. Nesse caso do juiz das garantias, é um escândalo.”
As declarações foram feitas nesta quinta-feira (18/3), durante o webinar “O papel do Legislativo na produção da Justiça”, promovido pela ConJur, no qual debatem o ministro e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.
Para Gilmar, o Supremo passou a adotar a prática de dar liminar e depois referendar no Plenário. Mas, como a pauta fica muito inchada, nem sempre isso acontece.
“Tenho a impressão de que esse episódio do juiz das garantias tem a ver com a ideia da soberania do lavajatismo”, analisou. “‘Ah, isso contraria a lava jato, então a gente deve agradar’. Isso subsistiu nesse contexto.”
Suspensão
A implantação do juiz das garantias tinha sido suspensa pela primeira vez em janeiro de 2020, no recesso judiciário, pelo então presidente da corte, ministro Dias Toffoli, mas apenas por seis meses, par…
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