Já ouviu falar em fibermaxxing? A tendência de aumentar o consumo de fibras ganhou as redes — e, no Brasil, não foi diferente: o nutriente liderou as buscas online por alimentos que podem fornecê-lo. Um levantamento realizado pela Maximum Boxing, referência em equipamentos para esportes de combate, identificou mais de 1,1 milhão de pesquisas relacionadas a alimentos ricos em nutrientes no Google Brasil.
O estudo mapeou termos como “alimentos com” e suas pesquisas relacionadas, contemplando desde nutrientes específicos até finalidades associadas à alimentação. Entre os resultados, a fibra aparece no topo do ranking, seguida por vitamina B12 e proteínas — um retrato de como as pesquisas online refletem uma busca cada vez mais específica por informações sobre alimentação e suas possíveis relações com diferentes necessidades do organismo.
E não é só sobre descobrir o que colocar no prato, os brasileiros também demonstram interesse em entender como a alimentação pode contribuir para diferentes objetivos, como ganhar massa muscular, emagrecer, aumentar a imunidade ou lidar com necessidades específicas, como anemia e colesterol.
Quais nutrientes os brasileiros mais querem no prato?
O ranking mostra que a proteína, que por muito tempo foi uma das queridinhas quando o assunto era alimentação, agora divide espaço com uma nova protagonista.
Aveia, frutas, verduras, legumes e leguminosas têm algo em comum: são ótimas fontes de fibras e podem ajudar na saúde intestinal, no controle do colesterol e da glicemia. E, ao que tudo indica, os brasileiros estão de olho nesses benefícios: os alimentos ricos em fibra lideram o levantamento (247 mil).
Em seguida, vem a vitamina B12 (207 mil), presente em alimentos que fazem parte do dia a dia, como carnes, peixes, ovos, leite e derivados. As proteínas (149 mil) completam o pódio, podendo ser encontradas em carnes, ovos, peixes, laticínios, feijão e outras leguminosas.
Mas o ranking não para por aí: o ferro (143 mil) aparece em quarto lugar e pode ser encontrado em alimentos como carnes, feijão, lentilha e folhas verde-escuras. Logo depois vem a vitamina D (117 mil), presente em alguns alimentos, como peixes e produtos fortificados, e também relacionada à produção do nutriente pelo próprio organismo após a exposição solar.
O magnésio, com 81 mil buscas, também aparece entre os nutrientes mais procurados e ganhou espaço nas conversas sobre bem-estar, especialmente quando o assunto é sono e relaxamento. Na alimentação, está presente em castanhas, sementes, leguminosas e folhas verdes.
Fecham o ranking o zinco, o potássio, o cálcio e a vitamina A. O resultado mostra que, quando o assunto é alimentação, a curiosidade vai bem além da proteína do shake ou da salada do almoço: há interesse por uma verdadeira lista de vitaminas e minerais — e por onde encontrá-los no prato.
O padrão que salta aos olhos é que os quatro primeiros do ranking (fibra, B12, proteína e ferro) concentram 746 mil, ou seja, quase 70% de todo o interesse está em resolver quatro frentes específicas: digestão/saciedade, energia, força muscular e disposição. Os seis últimos itens do ranking dividem os 30% restantes, sugerindo que são nutrientes buscados de forma mais pontual, geralmente atrelados a um sintoma específico, e não a uma tendência ampla como a fibra.
Mas, afinal, por que esses nutrientes despertam tanto interesse?
Quando o assunto é a finalidade da busca, ganhar massa muscular lidera com 222 mil pesquisas, reforçando a relação cada vez mais próxima entre alimentação, desempenho físico e composição corporal. Não por acaso, as proteínas aparecem como um dos principais elementos associados a esse objetivo, por seu papel na manutenção e construção da massa muscular.
Na sequência, aparecem motivações mais diretamente ligadas à saúde, e boa parte delas estabelece uma conexão com os nutrientes que lideram o primeiro ranking. “Alimentos para anemia” soma 145 mil buscas, enquanto o ferro aparece entre os nutrientes mais pesquisados.
As buscas por “alimentos para baixar o colesterol” (128 mil) e “alimentos para soltar o intestino” (87 mil), por sua vez, dialogam com a fibra, líder isolada entre os nutrientes — que é diretamente associada ao funcionamento intestinal e também pode contribuir para a manutenção de níveis adequados de colesterol.
Emagrecer também aparece entre os principais objetivos, com 112 mil buscas, conectando-se tanto ao interesse por proteínas quanto à procura por alimentos ricos em fibras, que podem contribuir para a saciedade dentro de uma alimentação equilibrada. Já “alimentos para aumentar a imunidade” soma 100 mil pesquisas e dialoga com o interesse por nutrientes como vitamina D e zinco.
Completam o ranking as buscas por “alimentos para diarreia” (69 mil) e “alimentos para gastrite” (46 mil), mostrando que questões relacionadas ao sistema digestivo também levam os brasileiros a pesquisar alternativas alimentares. Já “alimentos para fortalecer os ossos” soma 27 mil buscas, objetivo que dialoga diretamente com o interesse por nutrientes como cálcio, vitamina D e magnésio.
O cruzamento dos dados mostra, portanto, que as buscas por alimentos não acontecem de forma isolada. Elas partem de objetivos concretos e levam os brasileiros a pesquisar quais nutrientes e alimentos podem estar relacionados a cada necessidade.
“Esses dados mostram que o brasileiro já não deseja apenas ‘comer melhor’ de forma genérica. Ele quer entender quais nutrientes estão presentes nos alimentos e como a alimentação se relaciona a objetivos específicos, seja para ganhar massa muscular, emagrecer, cuidar do intestino ou fortalecer os ossos. A alimentação passa a ser vista de forma mais estratégica, de acordo com as necessidades e objetivos de cada pessoa”, afirma William Ferraz, coordenador da Maximum Boxing.
Metodologia
Para identificar os principais interesses dos brasileiros relacionados à alimentação, a Maximum Boxing analisou pesquisas realizadas no Google Brasil nos últimos 12 meses, a partir de dois grupos de termos.
O primeiro considerou buscas iniciadas por “alimentos com”, contemplando nutrientes como fibras, proteínas, vitaminas e minerais. O segundo reuniu pesquisas iniciadas por “alimentos para”, relacionadas a diferentes objetivos, como ganhar massa muscular, emagrecer, aumentar a imunidade e fortalecer os ossos.
A partir dos volumes de busca registrados para os termos analisados, foram elaborados os rankings de nutrientes e finalidades alimentares mais pesquisados pelos brasileiros no período.


