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Mal começou e tendo atingido apenas 2% da população brasileira, o processo de vacinação contra a Covid-19 está ameaçado de interrupção e sem data certa para voltar.
O motivo do apagão? Faltam vacinas. Das poucas que chegaram e foram aplicadas, a maior parte teve origem na negociação entre o governo de SP, o Instituto Butantan e o laboratório Sinovac, e que foi combatida e sabotada em múltiplas declarações e ações por representantes do governo federal.
Evidentemente, temos que expressar gratidão a todos os que, de múltiplas formas, se empenharam para que pelo menos possam ter sido imunizados os profissionais de saúde que estão atuando na linha de frente do atendimento aos enfermos, bem como os idosos com idade avançada e outros grupos de risco.
Mas 98% dos brasileiros continuam vulneráveis ao terrível vírus e suas mutações que já vitimaram mais de 230 mil dos nossos entes queridos.
Não se pode alegar surpresa. Há mais de um ano, em fevereiro de 2020, o então Ministro da Saúde declarou emergência de saúde pública no país. Dias antes, a OMS fizera o mesmo em escala internacional. Desde então, o mundo civilizado dedicou-se a pesquisar a fabricação de vacinas eficazes na prevenção da doença, bem como a planejar a logística para aquisição e distribuição das vacinas.
A logística da vacinação não tem mistério para os brasileiros. Temos inúmeras experiências bem sucedidas de vacinação em massa contra a poliomielite, a gripe, o sarampo etc. Ao nascer, toda criança brasileira recebe um caderno de vacinação com orientações sobre as vacinas que…
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