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    Home»Eventos»Saúde mental, liderança e equidade de gênero ganham destaque no Summit Mulheres nas Profissões 2026
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    Saúde mental, liderança e equidade de gênero ganham destaque no Summit Mulheres nas Profissões 2026

    Diretora da ABQV defendeu que as organizações precisam ir além de ações pontuais e promover mudanças estruturais em sua cultura
    JoaoBy Joao6 de agosto de 2026Updated:6 de agosto de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    O Summit Mulheres nas Profissões 2026, cuja principal idealizadora e anfitriã é a empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, reuniu, nesta terça-feira (4), especialistas, executivos e lideranças para discutir os principais desafios da inclusão feminina no mercado de trabalho, em especial nos cargos de liderança.  

    No painel “Saúde Mental nas Empresas”, na arena laranja do evento, a relação entre liderança, saúde mental e equidade de gênero foi o centro dos debates. 

    Mediado por Fabiana Teixeira, o encontro reuniu a psicóloga, membro do Grupo Mulheres do Brasil e Diretora da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Fátima Macedo, o médico do trabalho João Silvestre e a especialista Roberta C. Almeida para discutir os desafios enfrentados pelas organizações na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, inclusivos e produtivos. 

    Ao longo da conversa, Fátima Macedo ressaltou que a saúde mental corporativa ainda é uma pauta relativamente recente, que ganhou evidência durante os anos de pandemia, mas que vem ganhando espaço à medida que empresas e profissionais compreendem seus impactos diretos sobre os resultados do negócio. Segundo ela, a liderança exerce papel determinante nesse processo, podendo atuar tanto como fator de adoecimento quanto como promotora da saúde mental. 

    “A saúde mental e a alta performance estão diretamente atreladas. Quando começamos a modificar a forma como a pressão é exercida, transformamos também a experiência das pessoas dentro das organizações”, afirmou. 

    A especialista destacou ainda que os trabalhadores estão cada vez mais informados sobre seus direitos e mais preparados para reconhecer situações prejudiciais à saúde emocional.

    “As pessoas estão se instrumentalizando cada vez mais e entendendo seus direitos. Por isso, a liderança precisa rever continuamente sua postura no dia a dia”, disse. 

    Outro tema abordado foi a diferença na forma como homens e mulheres lidam com a saúde mental. Segundo João Silvestre, as mulheres tendem a falar com mais abertura sobre questões emocionais, enquanto ainda existe uma resistência maior entre os homens em expor esse tipo de vulnerabilidade. 

     

    No debate sobre equidade de gênero, Dr. João Silvestre defendeu que a transformação das organizações começa pela mudança de perspectiva. “Olhe diferente”, resumiu ao abordar a necessidade de combater vieses e ampliar oportunidades para mulheres em posições de liderança. 

    A discussão também trouxe à tona a importância da interseccionalidade nas políticas de diversidade. Roberta C. Almeida reforçou que iniciativas voltadas às mulheres precisam considerar diferentes realidades e marcadores sociais. 

    “É preciso olhar para a mulher negra, para a mulher trans e para a mulher gestante. Não existe uma experiência única de ser mulher dentro das organizações”, destacou. 

    Fátima Macedo também chamou atenção para os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho em razão da sobrecarga de responsabilidades familiares. Segundo ela, ainda persiste a percepção de que os homens estariam mais disponíveis para o trabalho, enquanto muitas mulheres acumulam funções relacionadas ao cuidado com filhos e familiares. 

    Durante o painel, a especialista desmistifica ainda uma crença recorrente nas empresas: a de que profissionais que já enfrentaram episódios de adoecimento mental não podem assumir cargos de liderança ou ser promovidos. Para ela, essa visão não encontra respaldo e contribui para a perpetuação do estigma. 

    Encerrando sua participação, Fátima defendeu que as organizações precisam ir além de ações pontuais e promover mudanças estruturais em sua cultura.

    “A empresa precisa ter coragem de olhar para a própria cultura. Se a igualdade de gênero e a igualdade de oportunidades não forem tratadas como uma ação propositiva da organização, dificilmente acontecerão”, afirmou. 

    Como caminho para acelerar essa transformação, a especialista reforçou a necessidade de políticas efetivas para ampliar a presença feminina em cargos de liderança, aliando saúde mental, diversidade e desenvolvimento organizacional como pilares de uma gestão mais sustentável. 

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