A indústria brasileira de tintas e vernizes deve manter o ritmo de crescimento no segundo semestre de 2026. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) projeta expansão próxima de 2% neste ano, impulsionada principalmente pelas reformas residenciais, pela manutenção de imóveis e pelos investimentos em infraestrutura.
A projeção acompanha um ano importante para o setor. Em 2025, o mercado brasileiro ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 2 bilhões de litros de tintas comercializadas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O resultado confirma a força da cadeia mesmo em um ambiente de custos elevados e juros ainda altos.
Para a Montana Química, fabricante especializada em preservação, proteção e acabamento para madeira, esse cenário reflete um consumidor mais criterioso e um mercado que valoriza desempenho, durabilidade e menor custo de manutenção ao longo da vida útil das edificações. Antes da compra, é cada vez mais comum que profissionais e consumidores pesquisem características técnicas, comparem avaliações e busquem informações em diferentes canais. Sendo assim, fatores como rendimento, resistência às intempéries, facilidade de aplicação e atributos relacionados à sustentabilidade passaram a ter peso crescente na decisão de compra, reduzindo a influência do preço como único critério de escolha.
“O mercado amadureceu. Hoje, o consumidor entende que a escolha de uma tinta ou de um verniz vai muito além da aparência. Durabilidade, proteção e menor necessidade de manutenção passaram a pesar na decisão de compra porque representa economia ao longo da vida útil da madeira e das construções. Essa mudança cria espaço para produtos de maior tecnologia e desempenho”, afirma Elaine Guedes, diretora comercial da Montana Química.
A construção civil continua contribuindo para esse cenário. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostram que o setor segue impulsionado pelas obras de infraestrutura, pelos programas habitacionais e pela recuperação gradual do mercado imobiliário ao criar, entre janeiro e abril deste ano, mais de 143 mil empregos formais.
Ao mesmo tempo, a indústria convive com desafios que seguem pressionando a rentabilidade. Oscilações nos preços das matérias-primas, energia e transporte continuam afetando os custos de produção, enquanto as exigências ambientais e regulatórias exigem investimentos constantes em tecnologia e desenvolvimento de produtos.
Segundo Elaine, o desafio das empresas deixou de ser apenas produzir mais: “Hoje, competir significa entregar um produto que dure mais, exija menos manutenção e ofereça desempenho consistente. Quem consegue reunir esses atributos ganha espaço no mercado, mesmo em um cenário de custos elevados”, reitera a executiva.
Para a Montana Química, essa mudança favorece empresas que investem em tecnologia e inovação para aumentar a vida útil dos acabamentos e reduzir a necessidade de manutenção da madeira. A tendência acompanha uma demanda cada vez maior por soluções que ofereçam melhor desempenho ao longo do tempo, tanto em obras novas quanto na conservação de edificações já existentes.

