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    Home»Produtos»Por que especialistas consideram pescados em conserva um superalimento?
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    Por que especialistas consideram pescados em conserva um superalimento?

    Nutróloga explica como funciona o processo de conservação e porque devem fazer parte de uma alimentação equilibrada
    JoaoBy Joao28 de julho de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Atum e sardinha em conserva estão entre os alimentos mais práticos da rotina, mas continuam cercados por dúvidas. É comum ouvir que o processo de conservação elimina nutrientes, que os pescados enlatados contêm grandes quantidades de conservantes ou oferecem menos benefícios do que o peixe fresco. No entanto, essas percepções nem sempre correspondem à realidade.

    O consumo de pescado é incentivado por organizações internacionais de saúde devido ao seu perfil nutricional, especialmente pela presença de proteínas de alto valor biológico e de ácidos graxos ômega-3. Ainda assim, muitas pessoas deixam de incluir as versões em conserva na alimentação por acreditarem que elas sejam menos saudáveis ou excessivamente processadas.

    Embora “superalimento” não seja uma classificação científica, o termo é frequentemente utilizado para descrever alimentos com alta densidade nutricional. Nesse contexto, os pescados em conserva vêm ganhando espaço entre especialistas por reunirem proteínas de alto valor biológico, ômega-3, vitaminas e minerais, além de oferecerem praticidade para o consumo no dia a dia.

    Segundo a nutróloga Dra. Karla Confessor, especialista em emagrecimento sustentável e reposição hormonal, os pescados enlatados podem ser excelentes aliados quando inseridos em uma alimentação equilibrada.

    “As conservas de peixe preservam nutrientes importantes, como proteínas de alto valor biológico e quantidades relevantes de ômega-3. Muitas pessoas acreditam que o processamento compromete completamente o valor nutricional do alimento, mas isso não acontece. Trata-se de uma opção prática para quem busca ter uma alimentação equilibrada sem abrir mão da conveniência”, comenta.

    Outro equívoco frequente, segundo a médica, é acreditar que o alimento perde completamente seus benefícios nutricionais por passar por aquecimento durante o processo de fabricação.

    “Embora todo alimento submetido ao calor sofra pequenas alterações, não há perda significativa da sua qualidade nutricional. As proteínas permanecem preservadas e o ômega-3 continua presente em quantidades importantes. Assim, os pescados em conserva seguem sendo uma opção nutritiva, prática e versátil para incluir na rotina alimentar”, explica.

    Além da composição nutricional, Karla destaca que outro mito bastante comum é imaginar que todo alimento enlatado contém grandes quantidades de conservantes artificiais ou deve ser evitado por quem busca uma alimentação saudável.

    “É importante diferenciar alimentos ultraprocessados daqueles que passam por um processo de conservação. No caso dos pescados em conserva, estamos falando de segurança relacionada, principalmente, ao processamento industrial e ao acondicionamento adequado, e não necessariamente ao uso de conservantes químicos”, diz.

    Para Manuel Ramirez, presidente do Conselho de Administração da Ramirez e representante da quinta geração da família à frente da empresa, considerada a fábrica de conservas de peixe mais antiga do mundo ainda em atividade, muitas dúvidas surgem porque poucas pessoas conhecem como funciona o processo de conservação.

    “É comum associar a longa validade das conservas ao uso de conservantes químicos, mas o que garante a segurança do alimento é um rigoroso processo de esterilização térmica, realizado após o fechamento hermético da embalagem. Essa tecnologia elimina micro-organismos que poderiam comprometer o produto e permite preservar sua qualidade por um longo período, sem a necessidade de conservantes artificiais”, esclarece.

    Segundo Manuel, outro mito recorrente é a ideia de que alimentos com prazo de validade prolongado são, necessariamente, menos seguros ou menos nutritivos.

    “A durabilidade das conservas está diretamente ligada à tecnologia empregada na produção e ao controle de qualidade em todas as etapas do processo. O objetivo é preservar as características do pescado, garantindo segurança alimentar e praticidade para o consumidor”, assegura.

    A Dra. Karla lembra ainda que o consumidor deve observar a procedência da marca, a integridade da embalagem e a composição nutricional do produto, em vez de avaliar apenas o fato de o alimento estar acondicionado em uma lata.

    “Quando provenientes de fabricantes confiáveis e inseridos em uma alimentação equilibrada, os pescados enlatados representam uma alternativa prática para aumentar a ingestão de proteínas de alto valor biológico e de ômega-3 no dia a dia. O mais importante é analisar o conjunto da alimentação, e não excluir um alimento com base em mitos ou desinformação”, conclui Karla.

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