Márcio Xavier, diretor-geral da Huniq Health — empresa pioneira no país quando se fala na difusão de conhecimento e democratização do alcance aos medicamentos derivados da Cannabis — acredita que o Brasil tem grande potencial para o desenvolvimento na indústria da Cannabis Medicinal
O empresário Márcio Xavier comenta que nos Estados Unidos a legalização da Cannabis, tanto para uso medicinal quanto recreativo, contribui significativamente para o elevado número de empregos na indústria. “É importante destacar que não estou sugerindo a legalização do uso recreativo no Brasil, mas apenas fazendo uma comparação para explicar por que os Estados Unidos têm uma quantidade muito maior de empregos no setor”, ressalta.
Márcio salienta que por meio de regulamentações favoráveis, investimentos em pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura adequada, o Brasil pode aumentar substancialmente a quantidade de empregos na indústria da Cannabis Medicinal, embora ainda fique longe dos números gerados pelos estadunidenses.
Trabalho com a Cannabis Medicinal nos Estados Unidos e no Brasil
De acordo com Márcio, a regulamentação da Cannabis Medicinal no território americano é variada. Ele explica que, em muitos estados, é permitido o cultivo, processamento e venda de Cannabis para uso medicinal, dentro de um sistema regulamentado por autoridades estaduais. “Há um forte foco em pesquisa e educação, com universidades e instituições de pesquisa estudando os benefícios terapêuticos da Cannabis. Além disso, existe um mercado robusto de produtos à base de Cannabis, variando de óleos e cápsulas a comestíveis e produtos tópicos”, aponta.
No Brasil, a regulamentação é feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A produção local é limitada e muitos produtos são importados. Segundo o empresário, a Anvisa permite a prescrição de Cannabis Medicinal por médicos, e os produtos podem ser adquiridos em farmácias autorizadas mediante receita. “Pacientes brasileiros podem importar diretamente produtos à base de Cannabis para uso medicinal, conforme a regulamentação da Anvisa, mesmo que esses produtos não estejam disponíveis nas prateleiras das farmácias. O Brasil ainda enfrenta desafios significativos em termos de aceitação social e regulação, além da necessidade de maior esclarecimento sobre os benefícios terapêuticos da Cannabis”, finaliza.
