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    Home»Comunicação»Mercado da moda amplia exigências e passa a valorizar habilidades além da passarela
    Comunicação

    Mercado da moda amplia exigências e passa a valorizar habilidades além da passarela

    Comunicação, inteligência emocional e adaptação cultural ganham peso na formação de novos modelos, conforme aponta a CEO da Model Club Agency, Mônica Mota.
    JoaoBy Joao16 de julho de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    A imagem de um modelo desfilando em grandes fashion weeks ainda faz parte do imaginário de muitos jovens. Entretanto, nos bastidores do mundo da moda a realidade tem exigido uma preparação cada vez mais ampla. Além das técnicas de passarela e fotografia, profissionais do setor apontam que competências como inteligência emocional, construção de imagem pessoal e adaptação a diferentes culturas passam a fazer parte da formação necessária para quem deseja construir uma carreira duradoura.

    Em um campo que busca profissionais capazes de representar marcas, participar de campanhas digitais, atuar em produções audiovisuais e circular em ambientes multiculturais, a mudança acompanha a transformação do próprio mercado da moda. Com isso, o desenvolvimento comportamental tem ganhado espaço ao lado das habilidades técnicas tradicionalmente associadas à profissão.

    Responsável pela formação e o agenciamento de modelos há mais de três décadas, a empresária e CEO da Model Club Agency, Mônica Mota, observou de perto essa mudança no perfil exigido pelo mercado. A partir desse olhar atento, a experiência a levou ao desenvolvimento de uma metodologia própria de formação no College da Model Club, integrando capacitação técnica e preparação para oportunidades nacionais e internacionais às new faces há mais de três décadas no mercado.

    Segundo Mônica, muitos jovens chegam ao setor motivados pelo sonho da carreira, mas sem o preparo necessário para lidar com as exigências profissionais que surgem ao longo do percurso, a exemplo do que ocorreu com as modelos Josefa Santos e Beatriz Santos.

    “A carreira de modelo envolve disciplina, responsabilidade e comunicação. O mercado busca profissionais preparados para lidar com diferentes contextos e desafios, não apenas para desfilar ou fotografar”, afirma.

    A proposta de criar o College surgiu a partir de uma realidade observada com frequência por Mônica: muitos jovens chegam ao mercado carregando dúvidas sobre os critérios de seleção, as oportunidades de crescimento e as exigências da carreira. Entre as principais dúvidas de quem pretende ingressar na área, estão questões relacionadas a padrões estéticos, altura e oportunidades profissionais. Embora alguns segmentos da moda ainda mantenham exigências específicas, o crescimento da publicidade e da produção de conteúdo ampliou o espaço para perfis diversos. Em um ambiente marcado por mudanças constantes, compreender essas transformações tornou-se tão importante quanto habilidades técnicas.

    Em resposta a essas demandas, o College estruturou uma formação inspirada no conceito de um verdadeiro colégio, voltado para modelos e o seu desenvolvimento pessoal, direcionando mais de 100 modelos para alcançar carreiras sustentáveis dentro da indústria. Ao longo da jornada, os alunos têm contato com disciplinas que combinam técnica e construção de carreira, incluindo passarela, expressão corporal, fotografia e produções audiovisuais, além de conteúdos voltados para comportamento profissional, comunicação e posicionamento de imagem

    “Nosso objetivo é preparar jovens para que eles entendam o mercado de forma ampla e estejam prontos para aproveitar as oportunidades que surgirem. Trabalhamos não apenas a técnica, mas também aspectos ligados à comunicação, comportamento, postura profissional e desenvolvimento pessoal. Queremos formar pessoas seguras, conscientes do próprio potencial e capazes de construir uma trajetória consistente dentro e fora da moda”, destaca Mônica.

    Nesse processo, ao reunir diferentes áreas de conhecimento em uma mesma formação, o College propõe uma experiência que vai além do aprendizado técnico. A iniciativa busca incentivar o desenvolvimento de competências que acompanham os alunos em qualquer caminho profissional com um perfil completo e versátil em um cenário marcado pela influência das redes sociais, pela expansão do mercado publicitário e pela conexão cada vez maior entre diferentes países e culturas.

    Em sintonia com as novas demandas do setor, a metodologia foi desenvolvida para ampliar a preparação dos jovens para além das exigências tradicionais da moda, estimulando habilidades ligadas à liderança, repertório cultural e autoconhecimento. A proposta parte do entendimento de que a construção de uma trajetória sólida depende não apenas do talento ou da imagem, mas também da capacidade de comunicar e se adaptar a diferentes contextos profissionais.

    Desta forma, a preparação busca desenvolver competências que passaram a ser cada vez mais exigidas em processos seletivos e oportunidades profissionais, dialogando com agências de moda internacionais e as principais maisons do mundo da moda, que atentamente direcionam os olhares para as modelos brasileiras. Para Mônica, o futuro da profissão está diretamente ligado à formação integral dos novos talentos.

    “Mais do que formar modelos para o mercado, queremos formar pessoas conscientes do seu potencial e preparadas para aproveitar as oportunidades que surgirem. A moda pode abrir portas importantes, mas é o conhecimento e a capacidade de se posicionar diante do mundo que permitem transformar essas oportunidades em uma trajetória consistente e duradoura”, conclui.

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