Vacina contra a doença só está disponível na rede particular
Segundo o Ministério da Saúde, o herpes-zóster é causado pelo vírus Varicela- Zóster (VVZ), o mesmo que provoca a catapora. Ele permanece latente durante toda a vida da pessoa. A reativação ocorre na idade adulta ou em pessoas com comprometimento imunológico, como os portadores de doenças crônicas (hipertensão, diabetes), câncer, Aids e transplantados. Antes do aparecimento das lesões na pele, na maioria dos casos, ocorrem sintomas, como dores nos nervos, formigamento, agulhadas, adormecimento, sensação de pressão, ardor e coceira locais, febre, dor de cabeça e mal-estar. As erupções cutâneas são cheias de líquido que contêm o vírus. Elas aparecem de um lado só do corpo, abrangendo as costas ou o rosto. Quando acometem a face, atingem o nervo trigêmeo e, nos casos mais graves, podem provocar cegueira e surdez. “A principal complicação é a neurite pós-herpética. Quadro de dor de difícil tratamento que pode persistir por meses. Paralisia facial é outra complicação mais rara”, pontua o infectologista Munir Akar.
Para evitar a contaminação de outras pessoas, o Ministério da Saúde orienta tomar cuidado ao tocar as feridas. O paciente deve lavar as mãos com água e sabão antes e depois de lidar com elas. Se as bolhas estão estourando, deve- se cobrir a região. O importante é não deixar que o líquido contendo o vírus vaze. É essencial separar toalhas e objetos pessoais que entram em contato com a lesão.
Para o tratamento, de acordo com as explicações encontradas no site do Ministério da Saúde, depois do aparecimento das lesões, se a pessoa tiver boa saúde, em mais ou menos sete dias todas as bolhas terão criado crostas e a doença praticamente terá chegado ao fim. É sinal de que o vírus não está mais lá e que o sistema de defesa controlou a infecção. Existe tratamento precoce com o uso de medicamentos antivirais para diminuir a chance de surgirem as fortes dores, especialmente em pessoas acima de 40 anos de idade. Assim, ao notar o aparecimento das primeiras vesículas, é indicado que o paciente seja examinado pelo médico e receba as orientações necessárias, inclusive para o uso de remédios.

Vacina
Shingrix, a nova vacina contra o herpes-zoster, é recomendada para adultos acima de 50 anos e pessoas a partir de 18 anos que tenham risco aumentado para a doença, como os imunossuprimidos, além de oferecer proteção por 10 anos. O infectologista Munir Akar diz que são aplicadas duas doses com intervalo de dois meses entre elas. “A vacina anterior era vírus vivo atenuado e, portanto, com várias contraindicações. A atual não tem vírus vivo ou morto em sua composição. Sem nenhuma contraindicação”, destaca. No entanto, a vacina tem alto custo e não está no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS). Por enquanto, a vacinação é feita somente em clínicas particulares.
