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    Home»Notícias»Estimativas do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 29 milhões de mulheres podem estar na menopausa
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    Estimativas do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 29 milhões de mulheres podem estar na menopausa

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio6 de agosto de 2024Nenhum comentário4 Mins Read
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    O problema pode trazer uma série de alterações físicas e emocionais, além de se tornar uma questão desafiadora para o público feminino

    Segundo a ginecologista Helena Lapa, a menopausa é o nome dado à última menstruação da mulher, quando ela fica um período de 12 meses ininterruptos sem menstruar. Geralmente acontece entre 45 e 55 anos, marcando o fim da fase reprodutiva. Hoje, já se sabe que os primeiros sintomas costumam iniciar cerca de 5 a 10 anos antes do aparecimento da menopausa. Já a menopausa precoce é o fim permanente da menstruação antes dos 40 anos. Embora possa ocorrer naturalmente por questões genéticas e hereditárias, diversos fatores podem contribuir, como infecções virais, doenças na tireoide, remoção de um ou ambos os ovários, doenças autoimunes, desnutrição e tratamentos contra câncer, como quimioterapia e radioterapia.

    A menopausa traz alterações de comportamento que podem ser difíceis de lidar. A médica diz que os hormônios, de forma geral, regem nossos comportamentos, humor, sono, energia, disposição, participam de todo o equilíbrio do corpo. “Na menopausa, a mulher pode sofrer intensas alterações hormonais que vão impactar na sua qualidade de vida e bem-estar, algumas vezes sem motivo aparente. Elas podem ficar mais irritadas, estressadas, chorosas, deprimidas, desanimadas e com grandes flutuações do humor”, aponta.

    Vida sexual

    A ginecologista comenta que a vida sexual é afetada. Ela diz que é um dos primeiros sintomas da menopausa, além das famosas ondas de calor, conhecidos como “fogachos”, é a diminuição da libido, do desejo sexual. Helena explica que devido à diminuição do estímulo hormonal nos tecidos vaginais e da vulva, a mulher pode sentir mais dor e desconforto no ato sexual, além de ressecamento vaginal e pouca lubrificação, que pioram com o passar dos anos se não for tratado. “Por conta disso, ela acaba evitando ter relações sexuais para não sofrer. Sem uma comunicação adequada, falta de ajuda profissional e de informações, o cônjuge começa a associar essa perda do interesse a algo pessoal e do relacionamento conjugal, culminando em conflitos amorosos, inseguranças e até separações. É muito triste quando atinge esse ponto”, pontua.

    Qualidade do sono

    A especialista conta que os distúrbios do sono são um dos incômodos mais relatados por quase metade das mulheres na menopausa. De acordo com Helena, a péssima qualidade do sono das mulheres na menopausa, devido à diminuição dos hormônios progesterona e estradiol, são agravados pelos fogachos que tendem a ser mais frequentes à noite e acabam fazendo a mulher despertar precocemente ou nem conseguir dormir. “A mulher naturalmente vai ficando cada vez mais cansada e fatigada, não conseguindo ter um sono profundo e reparador, capaz de repor as energias e ter um mínimo de qualidade de vida”, afirma.

    Reposição hormonal

    A ginecologista lembra que existem tratamentos eficazes para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dessas mulheres, de forma que elas consigam viver igual ou próximo ao que era antes da menopausa, graças à terapia de reposição hormonal. Ela chama atenção que quanto mais precocemente for iniciada, sob supervisão médica adequada, a mulher vai conseguir ter mais saúde e qualidade de vida por muitos anos ainda, além de prevenir doenças. Com o aumento da expectativa de vida, torna-se primordial uma reposição hormonal para manutenção da saúde e longevidade. “Mas para ser iniciada, é necessária a realização de exames complementares, analisar o histórico clínico e de doenças prévias, com uma avaliação médica cuidadosa para avaliar se há contraindicações”, ressalta.

    Helena diz que a maioria das mulheres não apresenta contraindicações à terapia de reposição hormonal. Uma vez iniciada e na ausência de intercorrências que indiquem a interrupção da terapia, a mulher pode usar por muitos anos, sob supervisão médica, enquanto existirem benefícios com a terapia. “Infelizmente, por falta de informações atualizadas e de qualidade, muitas ainda não realizam, vivendo com má qualidade de vida, querendo resolver tudo, abraçar o mundo, cuidar de todos, quando, na verdade, quem mais precisa de cuidados, primeiramente, é ela mesma”, destaca.

    Dra Helena Lapa – Foto divulgação

    Para a ginecologista, é importante que a mulher converse abertamente com seu cônjuge e familiares sobre as dificuldades que está enfrentando nessa fase, pois ter uma rede de apoio é extremamente fundamental para motivá-la a buscar ajuda profissional o mais precocemente possível.

    Estilo de vida

    Na menopausa, como salienta a médica, os cuidados com o estilo de vida devem ser sempre reforçados. Tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, doces, frituras, alimentos condimentados, bebidas estimulantes, como café e refrigerantes, devem ser evitados. “A prática regular de exercícios físicos, ao menos quatro vezes na semana, durante uma hora, alimentação equilibrada e funcional, são primordiais nesta fase. Hábitos de vida saudáveis, além de auxiliarem no alívio dos sintomas da menopausa, ajudam na regulação hormonal de forma endógena, previnem doenças e promovem bem-estar”, finaliza.

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