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    Empresários ampliam busca por formação prática em 2026

    Gestão financeira lidera procura por cursos do Sebrae e dificuldade de execução desafia empresas enquanto escolas voltadas à aplicação no negócio expandem atuação
    JoaoBy Joao31 de agosto de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    A busca por capacitação ligada diretamente à gestão ganhou força entre os empresários brasileiros em 2026. No primeiro semestre, Gestão Financeira liderou o ranking de cursos mais procurados do Sebrae, com 84.459 matrículas, seguida por Marketing Digital e Redes Sociais, com 43.503, e Gestão de Pessoas, com 37.920. Os números reforçam uma mudança na educação executiva: cresce a procura por conteúdos capazes de apoiar decisões de caixa, vendas, liderança e produtividade dentro das empresas.

    É nesse movimento que Ravell Nava, empresário, estrategista de crescimento, fundador e dono do ecossistema da Brl Educação que faturou mais de 80 milhões e, vem ampliando a atuação da escola. A companhia aumentou o calendário de eventos, passou a atender novas cidades, fortaleceu sua comunidade de empresários e avançou no posicionamento da marca, hoje estruturada em torno de programas de marketing, vendas, gestão, inteligência artificial e crescimento empresarial.

    “Existe muito conteúdo disponível, mas o problema do empresário normalmente aparece na hora de transformar conhecimento em decisão e execução. A formação precisa chegar à empresa e mudar a forma como ela vende, acompanha indicadores, lidera pessoas e organiza o crescimento”, afirma Ravell.

    A expansão ocorre em um momento no qual a dificuldade de colocar a estratégia em prática segue entre os principais gargalos das empresas. A Pesquisa Panorama 2026, realizada pela Amcham Brasil em parceria com a Humanizadas e com participação de 629 executivos, aponta que 52% consideram a capacidade de execução da estratégia a principal barreira para melhorar o desempenho. O desenvolvimento das lideranças aparece entre as prioridades de 59% dos entrevistados, enquanto o uso da inteligência artificial é citado por 53% como uma das principais tendências para os negócios neste ano.

    Para acompanhar essa demanda, a Brl passou a ampliar não apenas a quantidade de formações, mas também os pontos de contato com os empresários. O avanço para novas cidades e o crescimento da programação presencial fazem parte de uma estratégia que combina capacitação, relacionamento e troca de experiências entre donos de negócios de diferentes setores e estágios de desenvolvimento.

    “A formação tem uma parte técnica, mas existe também uma troca muito importante entre empresários. Quem está crescendo costuma enfrentar problemas que outro empreendedor já viveu. Criar uma comunidade permite acelerar esse aprendizado e fazer com que boas decisões não dependam apenas de tentativa e erro”, diz o fundador.

    Segundo dados da própria companhia, mais de 20 mil empresários já participaram de seus programas e formações em diferentes regiões do país. A escola afirma ter realizado mais de 150 formações presenciais e sete expedições internacionais de negócios. A ampliação da agenda acompanha a evolução da própria marca, que passou de uma oferta concentrada em capacitação para uma atuação que busca conectar formação, eventos, networking e aplicação prática dentro das empresas.

    O movimento ocorre enquanto administrar um negócio também se tornou mais desafiador. A inadimplência empresarial atingiu novo recorde em junho, quando mais de 9,1 milhões de empresas estavam negativadas e acumulavam R$ 232,9 bilhões em dívidas, segundo a Serasa Experian. Micro e pequenas empresas formavam a maior parte desse grupo, com aproximadamente 8,6 milhões de CNPJs inadimplentes.

    “Quando a margem está pressionada, o empresário não pode se dar ao luxo de aprender apenas por tentativa e erro. Ele precisa entender o impacto de uma decisão sobre vendas, caixa, equipe e crescimento. É nesse ponto que uma formação mais prática ganha relevância”, afirma Ravell.

    Outra frente incorporada aos programas da Brl é o uso da inteligência artificial aplicado à rotina empresarial. A tecnologia passou a ser trabalhada como ferramenta de apoio a áreas como análise de dados, produtividade, marketing, vendas e gestão. Para Ravell, a discussão sobre IA precisa estar vinculada aos objetivos e indicadores do negócio.

    “Inteligência artificial sem capacidade de gestão não resolve uma empresa. Ela acelera processos e amplia possibilidades, mas o empresário ainda precisa saber quais problemas quer resolver, quais números acompanhar e quais decisões tomar a partir das informações que recebe”, ressalta o empresário.

    A abordagem acompanha uma demanda que já aparece nos indicadores de capacitação. Em 2025, o curso IA na Prática para Pequenos Negócios ficou entre os mais procurados do Sebrae, com mais de 81 mil participantes. No mesmo período, a instituição registrou crescimento de 12,8% na procura por cursos de finanças e inovação, reforçando a busca por conhecimentos que possam ser incorporados à operação.

    De acordo com a Brl, projetos conduzidos pela empresa contribuíram para mais de R$ 17 bilhões em faturamento gerado pelos negócios de alunos que passaram por seus programas. A companhia também informa ter acumulado mais de R$ 80 milhões em receitas próprias nos últimos anos. Os números, segundo Ravell, devem ser analisados dentro de uma proposta que coloca a execução como etapa central da aprendizagem.

    “O objetivo não é formar empresários que saibam repetir conceitos. É fazer com que eles consigam voltar para suas empresas, olhar os números, identificar os gargalos e tomar decisões melhores. Se o conhecimento não chega à operação, ele perde boa parte do valor”, conclui Ravell.

    A reta final de 2026 tende a exigir atenção redobrada à gestão. Com custos financeiros ainda elevados, pressão sobre o caixa e empresas já revisando metas e orçamento para 2027, decisões sobre produtividade, vendas, liderança e uso de tecnologia ganham peso na capacidade de sustentar o crescimento. Mais do que reagir às mudanças do ambiente econômico, o desafio passa a ser transformar planejamento em execução e manter controle sobre os indicadores que determinam a saúde do negócio.

    Brl Educação Educação Executiva empreendedorismo gestão negocios notícias
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