Lisandra Pereira começou a vender desde muito cedo. Aos 13 anos, já atuava comercializando produtos de beleza de porta em porta em sua cidade natal, em Minas Gerais. Anos depois, em 2007, atuou como consultora de vendas em uma loja de motos, e foi aí que teve a oportunidade de mudar sua história profissional, passando por diferentes experiências e negócios ao longo dos anos até embarcar em um mercado ainda nada convencional para as mulheres: o mercado financeiro.
Ele desde muito jovem assistia filmes
Com passagem por grandes empresas de investimentos como a XP Investimentos, onde atuou de 2019 até 2022 diretamente no processo de decisão de investimento de maneira personalizada, Lisandra sempre se destacou por sua metodologia de vendas com estratégia que focava em agregar valor para o cliente, conquistando por onde passou recordes de investimentos. Em seu primeiro mês, conseguiu realizar uma operação de R$ 200 milhões.
Especialista em câmbio e soluções de pagamentos para instituições financeiras e de pagamento, assessorando clientes de alta renda e empresas em transações internacionais e estruturas cross-border, foi entre 2022 e 2024, na Monte Bravo Investimentos, que conheceu Felipe Sabino, executivo de vendas com mais de dez anos de experiência em serviços financeiros e comércio internacional.
Na Monte Bravo, a executiva empreendedora gerou mais de BRL 10 milhões em receita anual, liderou operações recordes de câmbio e esteve consistentemente entre os maiores geradores de receita da Monte Bravo e da rede XP. Foi reconhecida 2 vezes entre os 20 Melhores Assessores de Investimentos (Prêmio A20), com destaque por performance excepcional e geração de receita.
Das mesas de câmbio tradicionais à criação de uma solução com IA e stablecoins para resolver desafios do câmbio empresarial.
Apaixonado por fintech, inovação e transformação digital, Sabino sempre teve como missão contribuir para o desenvolvimento do mercado financeiro brasileiro, oferecendo soluções ágeis, eficientes e acessíveis para todos. Foi assim que identificou, junto com Lisandra, uma dor e oportunidade de mercado: empresas globais ainda têm dificuldade de fazer câmbio, ao mesmo tempo, existe um oceano azul em relação à digitalização desse setor.
Em 2025, unindo a vasta experiência do casal na construção e operação de mesas de câmbio de alto volume em bancos brasileiros, com a chegada de um novo sócio, Henrique Saavedra, criaram a Aurex, empresa que tem como objetivo modernizar e digitalizar a infraestrutura de câmbio tradicional, ainda dependente de redes como SWIFT e de processos manuais fragmentados e burocráticos.
De maneira prática, a Aurex atua por meio de uma plataforma que utiliza IA para melhorar a experiência do usuário e funciona como a “Wise do PJ”. “O que fazemos na prática é realizar transações via stablecoins como mecanismo para tornar as transações mais rápidas e seguras. Funciona de uma forma muito parecida com o PIX. Vale explicar que a transação é feita via moeda local; por exemplo, o depósito é feito em real, a transferência é convertida e realizada via stablecoins, mas a liquidação chega na moeda de destino final. Estamos conectados a 91 países, via parceiros. Até então, isso só acontecia via swift, com taxas maiores e demora de 1 a 2 dias”, explica Lisandra.

A plataforma da Aurex surge como uma alternativa digital para a estrutura tradicional de câmbio, que ainda atua com grandes equipes de back office, middle office, compliance, comercial e marketing, podendo ser radicalmente simplificada por agentes de inteligência artificial.
“Isso não significa abrir mão das pessoas. Significa liberá-las do trabalho braçal e repetitivo para que foquem em desenvolvimento de soluções que agreguem valor ao cliente”, explica a executiva.
Entre as soluções integradas pela empresa, estão o Agentic FX, que aplica inteligência artificial à tesouraria corporativa para estruturar e automatizar estratégias de câmbio e hedge alinhadas à política financeira de cada organização; e o Agentic Backoffice, que permite o upload de invoices para receber aprovação da operação e enquadramento regulatório correto para cada região, reduzindo tempo e custos operacionais de compliance.
Além disso, toda a infraestrutura da empresa é compliance-first, garantindo segurança, rastreabilidade e eficiência em mercados complexos, com foco exclusivo em clientes B2B. Em menos de um ano de operação, a Aurex movimentou centenas de milhões e, de quebra, alcançou o breakeven. Só em 2025, a empresa transacionou mais de R$ 100 milhões, atendendo clientes ativos no Brasil, México, Europa e Estados Unidos.
Ainda este ano, a Aurex projeta expandir sua base de clientes corporativos, atingir R$ 500 milhões em volume total de transações processadas e ampliar operações em novos corredores internacionais com acesso a mais de noventa países, consolidando a posição como referência em câmbio corporativo AI-first na América Latina. Sustentado por crescimento orgânico, eficiência operacional e governança estruturada, o modelo de negócios apresenta capacidade de escala sem aumento proporcional da estrutura administrativa, mantendo padrões consistentes de execução, segurança e conformidade regulatória.
“Estamos construindo a próxima geração de infraestrutura de câmbio para empresas que operam na América Latina — e ela é mais rápida, mais barata e nativa em ativos digitais. Nosso modelo permite entregar soluções eficientes sem abrir mão da segurança, compliance e profundidade regulatória, resolvendo desafios reais de tesouraria para multinacionais que atuam em mercados complexos”, finaliza Sabino, cofundador e diretor executivo da Aurex.
