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    Home»Notícias»Dormir pouco e mal pode causar impactos significativos na saúde mental e física das pessoas
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    Dormir pouco e mal pode causar impactos significativos na saúde mental e física das pessoas

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio29 de maio de 2024Nenhum comentário3 Mins Read
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    Segundo a Associação Brasileira de Sono (ABS), baixa na imunidade, prejuízo na atenção, memória e até impotência sexual, são alguns efeitos de noites maldormidas, que atingem 80% dos brasileiros em algum momento da vida

    Estudo publicado na Sleep Epidemiology, em 2022, mostrou que 65% dos brasileiros não dormem bem. De acordo com a pesquisa, além da quantidade de horas, a qualidade de sono deve ser considerada, o que envolve ter um descanso reparador, não demorar muito para adormecer e não despertar durante a madrugada. Conforme a Associação Brasileira do Sono (ABS), a população do país tem, em média, 6,4 horas de sono por noite.

    A médica Ana Gabriela de Magalhães afirma que o sono é importante para o bem-estar geral das pessoas, pois afeta diversas funções corporais, incluindo o sistema imunológico, metabolismo, memória, aprendizagem e humor. “A falta de sono de qualidade pode levar a problemas de saúde como obesidade, diabetes, doenças cardíacas, hipertensão e depressão. O recomendado são entre sete a oito horas de sono por noite”, aponta.

    Ana Gabriela diz que dormir após o almoço tem benefícios, podendo melhorar o humor, estado de alerta e desempenho cognitivo. No entanto, a médica orienta que o tempo não ultrapasse 30 minutos. Ela fala que cochilos maiores não são interessantes, pois podem prejudicar o sono da noite.

    Queixas comuns

    Insônia: Dificuldade para adormecer ou manter o sono durante a noite.

    Apneia do sono: São pausas na respiração durante o sono e, às vezes, com roncos.

    Narcolepsia: Sonolência excessiva durante o dia e episódios súbitos de sono.

    Qualidade do sono

    Ana Gabriela faz orientações essenciais para os pacientes, como manter um horário regular de sono, indo para a cama e levantando-se no mesmo horário todos os dias; criar ambiente propício para dormir, com um quarto escuro, silencioso e confortável; evitar cafeína e bebidas alcoólicas perto da hora de dormir; limitar dispositivos eletrônicos antes de dormir, devido à luz azul que pode interferir na produção de melatonina (o ideal é parar o uso de telas azul 90 minutos antes de deitar); praticar atividades relaxantes antes de dormir, como leitura ou meditação.

    Mexer muito as pernas durante a noite

    Ana Gabriela comenta que pode ser sinal da Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) ou também chamado de movimentos periódicos dos membros durante o sono (MPMS). “É uma condição neurológica em que há a necessidade incontrolável de se movimentar para aliviar a sensação de desconforto. Pode vir acompanhado de formigamento, fisgadas ou queimação. Pode atrapalhar a qualidade do sono, provocando dificuldade de adormecer, além de despertar mais vezes ao longo da noite, dormir menos horas e apresentar sonolência excessiva durante o dia. É importante procurar orientação médica para um diagnóstico adequado e tratamento”, explica.

    Dra. Ana Gabriela – Foto divulgação

    Privação do sono

    Em longo prazo, conforme a médica, a privação do sono pode acarretar o aumento do risco de doenças crônicas como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e obesidade; comprometimento do sistema imunológico, tornando a pessoa mais suscetível a infecções; problemas de saúde mental, incluindo depressão e ansiedade; diminuição da capacidade cognitiva, afetando a memória, atenção e capacidade de tomada de decisões; maior risco de acidentes devido à sonolência e falta de concentração.

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