As viagens corporativas voltaram ao centro da estratégia das empresas brasileiras e devem seguir impulsionando o mercado de turismo em 2026. Mais do que deslocamentos para reuniões, o turismo de trabalho tem acompanhado a retomada dos eventos presenciais, a expansão das empresas para novos mercados e a necessidade de fortalecer relacionamentos comerciais, capacitar equipes e prospectar clientes.
Esse cenário também se reflete na operação da Clube Turismo, uma das maiores redes de franquias de agências de viagens do Brasil, que registra crescimento na procura por soluções voltadas ao público corporativo. Segundo a rede, empresas de todos os portes têm buscado cada vez mais apoio especializado para organizar viagens com foco em produtividade, economia e segurança.
Dados do setor corroboram essa tendência. Somente em abril de 2025, as empresas brasileiras movimentaram cerca de R$ 12,5 bilhões em serviços ligados às viagens corporativas, um crescimento de 9,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e novembro, os gastos ultrapassaram R$ 135 bilhões, consolidando um dos melhores resultados já registrados pelo segmento. No cenário internacional, a Global Business Travel Association (GBTA) projeta crescimento de 8,1% nos gastos globais com viagens de negócios em 2026.
Para Ana Virgínia Falcão, CEO e cofundadora da Clube Turismo, a retomada confirma uma mudança na forma como as empresas enxergam as viagens corporativas.
“A viagem corporativa deixou de ser vista apenas como uma despesa operacional e passou a ser entendida como um investimento estratégico. Ela gera oportunidades de negócios, fortalece relacionamentos, integra equipes e contribui diretamente para os resultados das empresas.”
Segundo a executiva, a consolidação do trabalho híbrido não reduziu a importância dos encontros presenciais.
“Negociações mais complexas, participação em feiras, treinamentos, integração entre equipes e prospecção de clientes continuam exigindo deslocamentos. A tecnologia facilita a rotina, mas não substitui completamente a interação presencial.”
Novos polos de negócios ampliam mapa das viagens
Embora São Paulo permaneça como principal destino corporativo do país, a Clube Turismo observa crescimento da demanda por cidades ligadas ao agronegócio, tecnologia, indústria e energia, como Goiânia, Cuiabá, Ribeirão Preto, Joinville e São José dos Campos. No exterior, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Alemanha, França, China, México, Argentina, Chile e Colômbia lideram a procura para participação em feiras, congressos e missões comerciais.
A escolha do destino, segundo a rede, está cada vez mais relacionada à infraestrutura, conectividade aérea, mobilidade e flexibilidade operacional, fatores considerados decisivos para o sucesso das viagens de negócios.
Produtividade pesa mais do que preço
O comportamento do viajante corporativo também mudou. Hoje, empresas priorizam soluções que reduzam perdas de tempo e aumentem a eficiência da operação.
“Nem sempre a passagem mais barata representa a melhor escolha. Um voo com muitas conexões ou um hotel distante do compromisso pode gerar perda de produtividade e custos adicionais. O planejamento precisa considerar o custo total da viagem e seus impactos para o negócio”, afirma Ana Virgínia.
Outra tendência que ganha espaço é o bleisure, modalidade que combina compromissos profissionais com alguns dias de lazer no destino, ampliando as oportunidades para hotéis, passeios, locadoras de veículos e demais serviços turísticos.
Pequenas empresas impulsionam expansão
A Clube Turismo também observa que o crescimento das viagens corporativas deixou de ser exclusividade das grandes companhias. Pequenas e médias empresas passaram a investir mais em deslocamentos para prospectar clientes, participar de eventos, visitar fornecedores e expandir mercados.
Com mais de 580 unidades distribuídas pelo país, a rede oferece atendimento consultivo para empresas que buscam organizar passagens, hospedagem, locação de veículos, seguros e toda a logística da viagem.
“Nosso principal valor está na economia de tempo que proporcionamos às empresas. Enquanto nossa equipe cuida do planejamento, das reservas e do suporte durante toda a viagem, os profissionais podem concentrar seus esforços naquilo que realmente gera resultados para o negócio.”
Inteligência artificial acelera processos, mas atendimento humano continua decisivo
Ferramentas de inteligência artificial já fazem parte da rotina das viagens corporativas, auxiliando na comparação de tarifas, gestão de despesas, personalização de roteiros e reorganização de itinerários.
Para Ana Virgínia, porém, o diferencial competitivo continuará sendo o atendimento especializado.
“A tecnologia torna os processos mais rápidos, mas é o atendimento consultivo que resolve situações complexas, orienta decisões e oferece segurança ao viajante. O futuro das viagens corporativas será construído pela combinação entre inovação tecnológica e relacionamento humano.”
