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    BRASIL E FINLÂNDIA DESTACAM IMPORTÂNCIA DA ECONOMIA CIRCULAR NO ENFRENTAMENTO A CRISES GLOBAIS

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio15 de maio de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    Antti Kaski, Lucas Ramalho, Iara Cristina Alves e Beatriz Luz (foto Sérgio Mouraj).
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    Realizado pela Finlândia em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia Circular (Ibec) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), encontro em Brasília destacou oportunidades de cooperação para fortalecer a transição circular.

     

    Brasília, 14 de maio de 2025 – A fim de estreitar os laços entre o Brasil e a Finlândia no incentivo à economia circular, o Ministério das Relações Exteriores da Finlândia, o Instituto Brasileiro de Economia Circular (Ibec) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) realizaram, nesta quarta (13), em Brasília (DF), o evento Finlândia Circular. O encontro, que contou com o apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil (MDIC), faz parte de uma agenda internacional da Finlândia para desenvolver novas oportunidades de cooperação e acesso a mercados. Os especialistas destacaram a transição circular como meio de enfrentamento às grandes crises climáticas e de perda de biodiversidade, para garantir competitividade aos negócios, o sucesso de políticas públicas e o bem-estar da sociedade.

     

    O evento aconteceu na sede da Enap e reuniu autoridades públicas, líderes de empresas e a comunidade acadêmica. Uma comitiva da Finlândia participou do encontro para apresentar casos de sucesso de empresas na construção de soluções circulares, sendo o país pioneiro no tema. A Finlândia foi o primeiro país a criar um programa nacional de economia circular, com a meta de atingir a neutralidade de carbono até 2035.

     

    O Embaixador da Finlândia no Brasil, Antti Kaski, destacou que o multilateralismo e as parcerias internacionais são essenciais para evoluir ainda mais nesse objetivo:

    — A economia circular não é apenas uma agenda ambiental. É uma estratégia de desenvolvimento capaz de reduzir a pressão sobre recursos naturais, gerar inovação, fortalecer a competitividade e criar empregos. A implementação da economia circular em escala na Finlândia foi apoiada por um conjunto de políticas públicas, e isso exige visão de longo prazo, coordenação entre governo e setor privado e instrumentos capazes de transformar diretrizes em ação. A cooperação com o Brasil pode e deve abrir novas oportunidades para inovação, negócios e soluções de impacto nos dois países.

    O Finlândia Circular em Brasília também integrou uma iniciativa liderada pelo Ibec e pelo Hub de Economia Circular Brasil, que propõe um roadshow que está passando pelas cinco regiões do país este ano. O objetivo é engajar sociedade civil e atores públicos e privados em uma nova visão de progresso, a fim de transformar conhecimento em oportunidades reais.

    — A Finlândia foi o primeiro país a ter um roadmap de economia circular e nos mostrar que esse caminho tem que ser desenhado junto com vários setores num ambiente perene. O Brasil está firme nessa jornada agora. Nossa missão é construir uma consciência coletiva para uma transformação sistêmica, que seja capaz de responder a múltiplas crises globais. Aqui em Brasília, queremos inspirar gestores públicos para caminharmos com novas bases, pensando em um futuro que seja próspero, sustentável e circular — disse a presidente do Ibec, Beatriz Luz.

     

    Os painéis focaram em governança, meios de estimular negócios mais circulares, cidades resilientes, educação e habilidades necessárias à transição econômica.

     

    A mesa de abertura contou com a participação de Lucas Ramalho, Secretário Adjunto do MDIC, que é o ministério responsável pela condução da Estratégia Nacional de Economia Circular. Ele enfatizou que este é um eixo central no posicionamento do Brasil como pivô no combate às mudanças climáticas:

    — Se as mudanças climáticas são umas das questões mais prementes da humanidade, a maior parte dos desafios vão se dar por meio da transição energética. E, com certeza, os investimentos estão sendo feitos nessa área. Mas, mesmo depois de uma transição energética, ainda assim continuaremos vivendo com o problema das emissões de gases do efeito estufa e do aquecimento global. A transição energética por si só não é suficiente para lidarmos com o tamanho do desafio que está colocado. E nós vamos endereçar a outra parte do desafio, necessariamente, pela economia circular, com mudanças nos padrões produtivos e de consumo.

    Além de ser o primeiro evento sobre economia circular promovido pela Finlândia no Brasil após o Fórum Mundial de Economia Circular, que aconteceu em São Paulo em maio de 2025, o Finlândia Circular Brasília foi classificado como um evento paralelo do fórum deste ano, que será sediado na Índia. Além dos painéis, a programação incluiu momentos de networking e um workshop interativo, por meio do qual os participantes utilizaram ferramentas finlandesas para pensar em modelos de negócios circulares.

    — É um debate sobre a construção de capacidades estatais, institucionais, econômicas e sociais para enfrentar a crise climática, promover inovação e sustentar um novo modelo de desenvolvimento. Para dar conta desse desafio de realizar a transição para uma economia mais circular, os governos precisam construir capacidades de coordenação, com empresas, academias, sociedade civil e organismos internacionais — disse a diretora de Educação Executiva da Enap, Iara Cristina Alves.

     

    Entre os participantes, estiveram nomes como: Heidi Virta (Diretora de Negócios do Ministério das Relações Exteriores da Finlândia); Petri Wanner (Especialista Sênior do Ministério das Relações Exteriores da Finlândia); Ayuni Sena (Coordenadora Geral de Finanças Sustentáveis do Ministério da Fazenda); Carlos Padilla (Coordenador de Investimentos na ApexBrasil); Fernando de Nielander (Analista da Diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep); Marcela Ferreira Paes (SETEC/Ministério da Educação do Brasil); Larissa Malta (Coordenadora de Economia Circular da CNI); e João Zeni (Diretor de Sustentabilidade e ESG da Electrolux).

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