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    Home»Notícias»Fim da escala 6×1: ranking revela estados que mais buscam pela proposta
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    Fim da escala 6×1: ranking revela estados que mais buscam pela proposta

    Levantamento inédito do Bocchi Advogados analisa o volume de pesquisas sobre a mudança na jornada de trabalho e acende o debate sobre o impacto da rotina laboral na saúde e na aposentadoria do trabalhador; entenda os reflexos no direito previdenciário
    JoaoBy Joao2 de julho de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    A discussão sobre o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1 ultrapassou as redes sociais e os debates legislativos, convertendo-se em uma preocupação real e diária do trabalhador brasileiro.

    Esse fenômeno reflete não apenas o anseio por maior qualidade de vida e tempo livre, mas traz à tona um alerta crucial sobre a saúde ocupacional. Ambientes exaustivos de trabalho impulsionam diretamente o adoecimento físico e mental, gerando reflexos imediatos no balanço de concessões de benefícios por incapacidade e aposentadorias especiais, sobrecarregando os canais de busca por direitos e o próprio sistema de previdência.

    A proposta de alteração da jornada se espalhou e gerou grande interesse popular, acumulando 2,8 milhões de buscas no Brasil em 12 meses, com uma expressiva média mensal de 241,4 mil pesquisas.

    O levantamento foi realizado por Bocchi Advogados, especialista em direito previdenciário,  com base em buscas no Google Brasil pelos termos ”escala 6×1” e ”fim da escala 6×1” proporcional a 100 mil habitantes durante o período entre maio/2025 e abril/2026, revelou quais são os estados brasileiros que mais realizam pesquisas pela proposta e o crescimento de 647% no termo ‘escala 6×1’ também no mesmo período. Os dados tratam-se apenas de buscas online e não refletem, necessariamente, quaisquer comportamentos adjacentes.

    Entre os estados que mais buscam pelos termos, o Distrito Federal (DF) lidera, seguido por São Paulo (SP) e Paraná (PR).

    O impacto da jornada de trabalho na saúde

    A jornada de seis dias trabalhados para um descanso é muito presente no mercado de trabalho brasileiro. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2023, analisados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que cerca de 31,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada atuam no regime de 44 horas semanais, geralmente associado à escala 6×1.

    Isso equivale a 74% dos vínculos formais do país, sendo que os trabalhadores passaram a pesquisar mais sobre o tema também pelo esgotamento físico e mental causado pela escala.

    Pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) aponta que mais de 70% dos entrevistados que trabalham na escala 6×1 relataram prejuízos à saúde física e mental associados ao modelo de jornada. Entre eles, 79% apontaram efeitos negativos sobre a saúde mental, enquanto 66% afirmaram que a escala interfere na vida pessoal e familiar.

    Além disso, dados do Ministério da Previdência Social mostram que o Brasil registrou quase 500 mil afastamentos por doenças psicossociais relacionadas ao trabalho em 2024.

    Debate sobre escala 6×1 no direito previdenciário

    O debate sobre a jornada de trabalho passou a ser uma discussão de saúde e bem-estar, não apenas sobre produtividade. Burnout, ansiedade, depressão e transtornos do sono passaram a ser comuns no cotidiano dos funcionários.

    Diante do contexto de aproximadamente 500 mil afastamentos por problemas de saúde mental relacionados ao trabalho, especialistas analisam que jornadas exaustivas de trabalho, como a 6×1, podem ser prejudiciais para a previdência social.

    Isso porque os afastamentos por incapacidade temporária, aposentadorias precoces e pensões decorrentes de doenças e acidentes relacionados ao trabalho aumentam os custos para o Estado e as empresas.

    Estima-se que o custo dos primeiros 15 dias de afastamento seja de R$ 1 bilhão por ano em salários pagos, sendo que não há contrapartida da produção do funcionário afastado. Além disso, benefícios acidentários pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ultrapassaram R$ 150 bilhões na década passada.

    Inclusive, a proposta de mudança na escala, a princípio, não altera diretamente as regras da aposentadoria, como idade mínima, tempo de contribuição ou cálculo dos benefícios do INSS.

    Fim da escala 6×1: impactos positivos e negativos

    Entre os pontos positivos e negativos analisados por especialistas sobre o fim da escala 6×1, destacam-se, pelo lado favorável, a melhora na qualidade de vida dos trabalhadores, o aumento da dedicação ao emprego com consequente ganho de produtividade e a maior circulação na economia proporcionada por mais tempo de lazer.

    Já entre os aspectos negativos, os principais riscos apontados são a necessidade de reorganizações profundas nas escalas de trabalho, possíveis substituições de mão de obra e avanço da informalidade, além do risco de aumento de preços como forma de compensação pelos empregadores.

     

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