A Alelo, empresa líder em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas, em parceria com a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), divulga a nova edição do Panorama Benefícios Brasil, levantamento que reúne indicadores inéditos sobre os benefícios Alelo Alimentação e Alelo Refeição. Os dados mostram que, apesar das mudanças no comportamento de consumo e da pressão sobre o custo da alimentação, os benefícios seguem desempenhando papel relevante no orçamento dos trabalhadores brasileiros.
Em junho de 2026, o valor médio do benefício alimentação foi de R$ 478,8, registrando crescimento real de 0,7% em relação ao mesmo mês de 2025. Já o benefício refeição apresentou valor médio de R$ 576,8, com retração real de 1,9% no mesmo período.
Os dados também mostram mudanças na forma de utilização dos benefícios. O gasto médio por transação com o benefício alimentação foi de R$ 98,1, queda real de 6,3% na comparação anual. No benefício refeição, o valor médio por utilização ficou em R$ 51,2, recuo real de 4,0% frente a junho de 2025.
Em relação à duração dos saldos, o benefício alimentação permaneceu disponível, em média, por 14,4 dias, aumento de 1,1% em relação ao ano anterior. Já o benefício refeição apresentou duração média de 21,4 dias, queda de 4,5% no mesmo intervalo. O intervalo entre as utilizações também apresentou comportamentos distintos: enquanto o benefício alimentação passou a ser utilizado com maior frequência, com intervalo médio de 6,1 dias entre as transações, o benefício refeição registrou espaçamento médio de 4,5 dias, superior ao observado no mesmo período de 2025.
Na avaliação da Alelo, os indicadores refletem uma adaptação dos consumidores ao cenário econômico atual.
“Os indicadores mostram que os benefícios alimentação e refeição continuam exercendo papel relevante na sustentação do orçamento alimentar dos trabalhadores, mesmo em um contexto em que a inflação ainda pressiona o custo da alimentação. Embora o benefício alimentação tenha preservado um pequeno ganho real em relação ao ano anterior, as duas modalidades registraram perda de poder de compra frente às despesas de referência, refletindo uma dinâmica em que os preços da alimentação avançaram em ritmo superior ao dos benefícios”, analisa Denis Vieira, diretor de Tecnologia, Produtos e CX da Alelo.
O levantamento também analisou o poder de compra dos benefícios. Em junho de 2026, o benefício alimentação era suficiente para custear 53,9% do valor médio de uma cesta básica de referência, redução de 1,9 ponto percentual em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já o benefício refeição correspondia a 44,3% do custo estimado de 22 refeições, percentual 0,7 ponto percentual inferior ao registrado em junho de 2025, permitindo custear aproximadamente dez refeições no mês.
Na composição da renda dos trabalhadores formais, o benefício alimentação representou, em média, 14,1% do rendimento mensal dos empregados com carteira assinada no setor privado, enquanto o benefício refeição respondeu por 17,0%. Somados, os dois benefícios corresponderam a até 31,2% da remuneração média mensal dos trabalhadores, reforçando sua importância para o custeio da alimentação dentro e fora do domicílio.
Entre os setores da economia, os maiores valores médios do benefício alimentação foram registrados na construção (R$ 590,7), serviços (R$ 501,3) e indústria (R$ 459,4). No benefício refeição, destacaram-se indústria (R$ 615,8), construção (R$ 611,8) e agropecuária (R$ 599,4). Regionalmente, o Distrito Federal apresentou o maior valor médio do benefício alimentação (R$ 631,2), enquanto Alagoas registrou o maior valor médio do benefício refeição (R$ 773,8).
O estudo mostra ainda que São Paulo permaneceu com a cesta básica mais cara do país em junho de 2026, com custo médio de R$ 965,5, seguida por Cuiabá (R$ 937,9), Rio de Janeiro (R$ 920,9) e Florianópolis (R$ 918,4). Já entre as refeições completas, Florianópolis e João Pessoa apresentaram os maiores valores médios, de R$ 66,7, enquanto Goiânia registrou o menor custo, de R$ 49,7.
Elaborado pela Fipe a partir de dados da Alelo, Ministério do Trabalho e Emprego, IBGE, Dieese, Conab e ABBT, o Panorama Benefícios Brasil reúne indicadores sobre valores médios dos benefícios, comportamento de uso, poder de compra, contribuição para a renda dos trabalhadores e custos da alimentação no país, oferecendo um retrato da evolução dos benefícios destinados à alimentação dos trabalhadores brasileiros.

