O Relatório Global de Bancos Corporativos e de Investimento (CIB na sigla em inglês) da Capgemini aponta que o setor entrou em um ponto de grandes oportunidades, no qual os líderes tratarão a inovação como uma transformação crítica para redesenhar modelos operacionais e integrar IA em cada decisão. Esse movimento estratégico ganha relevância à medida que as expectativas para a experiência do cliente corporativo continuam evoluindo em busca de um engajamento mais contextual e transparente. Nas Américas, a agilidade do ecossistema é evidenciada por 74% das instituições financeiras não bancárias (NBFIs) que apontam o crédito privado como principal impulsionador de receita, sinalizando um mercado dinâmico e pronto para a inovação em escala.
Jamile Leão, Head de Consultoria em Serviços Financeiros da Capgemini Brasil, explica: “O banco deixa de ser um mero fornecedor que executa uma transação isolada para assumir um relacionamento estratégico, focado em resolver as dores reais da operação dessas empresas. O mercado tradicional precisa assumir a posição de orquestrador de capacidades centrado no cliente. O futuro do setor financeiro corporativo pertence às instituições que escolherem inovar com propósito e que transformarem cada interação em um compromisso genuíno com o sucesso do seu cliente”.
Segundo o estudo, 52% dos bancos nas Américas já priorizam o fornecimento de produtos e soluções inovadoras para seus clientes. Essa evolução é uma resposta estratégica ao mercado, visto que 64% dos clientes na região esperam interações digitais, de autoatendimento e sem atritos, enquanto 51% esperam plataformas perfeitamente integradas aos seus sistemas e fluxos de trabalho. O estudo indica que os primeiros a adotarem essas mudanças já estão começando a obter benefícios reais, como maior engajamento dos clientes, novas fontes de receitas e redução de custos de atendimento.
