Segundo a nutricionista Camila Simões, emagrecer é mais difícil pelo fato de ser multifatorial, pois depende de diversos fatores, como, por exemplo, a alimentação, atividade física, saúde mental, nível de ansiedade, compulsão alimentar, preferências alimentares, paladar e fome emocional. O emagrecimento se torna mais fácil quando o paciente entende a importância e começa a enxergar mais os benefícios do que a “parte ruim’’. “Encarar de forma positiva, com paciência e a certeza de que as novas escolhas são determinantes para um resultado duradouro e transformador”, comenta.
Quando abordamos o por que as dietas não devem ser tão restritivas, Camila diz, primeiramente, que elas não funcionam para a maioria das pessoas. “A dieta para emagrecimento é muito mais que uma modificação pontual com tempo determinado. A dieta para emagrecer deve ser integrada na completa mudança do estilo de vida, sem prazo de validade. Mudar a alimentação para emagrecer e os hábitos para não engordar novamente são fundamentais”, destaca.
Jejum intermitente: aliado ou vilão do emagrecimento?
A nutricionista lembra que se ele for feito da forma correta, intermitente e como estratégia, pode ser um ótimo aliado. No entanto, a especialista ressalta que o problema é que as pessoas fazem do jejum um método compensatório para extravagâncias. “Tive uma festa, comi além da conta, vou fazer um jejum para compensar. Ou então, pulo refeições achando que isso trará um emagrecimento mais rápido”, exemplifica. Se feito da forma errada, Camila diz que o jejum pode prejudicar o metabolismo e emagrecimento, privando o corpo de consumir nutrientes importantes para manutenção da saúde, nutrição e emagrecimento.
Dieta boa para emagrecer
Camila conta que é composta por uma qualidade nutricional alta, com alimentos nutritivos e naturais, boa hidratação e sair do sedentarismo. Além do mais, uma boa dieta precisa casar com a rotina do paciente para que ele tenha adesão, pois sem isso não há resultados. A dieta precisa ser gostosa, e a parte comportamental estar de acordo para que o paciente não se desmotive e abandone o tratamento.
Entretanto, se a pessoa fala que ‘’passa fome’’ durante a dieta, a nutricionista acredita que o indivíduo pode estar comendo menos do que o necessário, fazendo restrições por conta própria. Camila, porém, reforça que é preciso entender se a fome é física ou emocional, pois nem sempre a fome durante uma dieta bem feita é física, e sim, uma fome emocional em que o paciente, devido às alterações emocionais (estresse, tristeza, ansiedade), come para compensar esses sentimentos. “Nestes casos, denominamos de fome emocional e uma abordagem comportamental se faz mais necessária que alterações dietéticas e calóricas, por exemplo. No caso da fome física, ajustar a alimentação com a quantidade de proteínas e fibras corretas é uma boa estratégia para saciar o paciente por mais tempo”, orienta.
Alimentação light e diet
Para Camila, depende muito do produto e do tipo de paciente. Ela explica que produtos light nem sempre são tão reduzidos assim em calorias, e o alto consumo pode também atrapalhar o emagrecimento. Já o diet, normalmente é sem açúcares ou baixo em calorias. “Em alguns casos pode ser uma estratégia, mas o ideal é optar por alimentos naturalmente baixos em calorias e mais nutritivos, fugir dos industrializados, mesmo que lights ou diets, sempre será a melhor opção dentro de um contexto mais saudável”, esclarece.

Atividade física
De acordo com a nutricionista, além de fazer bem para o corpo e aumentar o gasto de calorias facilitando o déficit calórico, é uma excelente estratégia para cuidados com a saúde mental, como, por exemplo, em casos de ansiedade e também para favorecer o funcionamento intestinal. Mobilização da gordura, aumento da massa muscular, manutenção do metabolismo são pontos importantíssimos do papel que a atividade física tem dentro do emagrecimento.
