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    Home»Notícias Corporativas»Mulheres e jovens lideram transformação na logística
    Notícias Corporativas

    Mulheres e jovens lideram transformação na logística

    DinoBy Dino23 de junho de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    O mercado de logística no Brasil consolida-se como um dos principais geradores de empregos. Segundo dados do Banco Nacional de Emprego (BNE), no primeiro quadrimestre deste ano, o segmento abriu 173 mil postos de trabalho e a projeção do Mapa do Trabalho Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) é que o setor demande 8 milhões de profissionais até 2027. O estudo aponta ainda que Logística será a área com maior necessidade de treinamento e desenvolvimento.

    Segundo o especialista em logística Marcelo Zeferino, com o avanço da digitalização das cadeias de suprimentos, da automação e do uso crescente de tecnologias de análise de dados, a tendência é de contratações mais seletivas, "principalmente no segmento ultraexpresso, que vem deixando de ser apenas operacional e se tornando mais tecnológico, analítico e com a gestão de operações orientada por dados", destaca.

    O dinamismo do setor coincide com as celebrações de junho, com a Copa do Mundo, as festas juninas; mês também em que se comemora o Profissional de Logística. Marcelo Zeferino frisa que tudo passa pela logística, desde o abastecimento de itens como camisetas e bandeiras do Brasil, bebidas e alimentos sazonais até o transporte de insumos industriais para evitar paradas em uma linha de produção. "Tudo o que é produzido ou consumido tem um profissional do setor atuando", ressalta.

    O fator humano na engrenagem do ultraexpresso

    O especialista informa que, na logística ultraexpressa, segmento especializado em altíssima urgência, a eficiência operacional depende diretamente da capacidade de resposta das equipes.

    A supervisora operacional Amanda Abreu Rios, de 39 anos, vivencia esse ritmo frenético do transporte. Há 14 anos na área, ela conheceu a logística ao entrar na Prestex, empresa especializada no ultraexpresso B2B. "É prazeroso ver as coisas acontecerem por conta do nosso trabalho".

    Com aeronaves regulares e até o fretamento de cargueiros como o Boeing 777, que é a maior aeronave bimotora do mundo, Amanda lembra de alguns itens curiosos enviados pelo ultraexpresso: "Já transportamos uma maquete de fliperama de papelão; sacos de farinha para fabricação de pães; amostras de tecidos para uma feira; e até 10 toneladas de peças para uma indústria automobilística. Enfim, é um atendimento totalmente personalizado".

    Amanda lidera em um setor que foi predominantemente masculino. Mãe da pequena Milena, de 3 anos, ela destaca a cultura de equidade que encontrou na companhia. "O principal desafio da mulher neste segmento costuma ser o reconhecimento, mas sempre deixei claro que o meu lugar é onde eu quero estar e estou hoje. Quero que minha filha cresça vendo essa força", orgulha-se.

    Governança e atendimento nacional

    Para sustentar um fluxo de atendimento nacional que muitas vezes exige a entrega de materiais em 3 a 12 horas, o gerenciamento de parceiros tornou-se estratégico, com foco em governança corporativa e compliance.

    À frente de 220 pontos de parcerias por todo o Brasil, a supervisora Janaína Mello, de 38 anos e há 16 no segmento, explica que o maior desafio não é só sobre cobrar resultados dos parceiros, mas construir uma relação baseada em valores compartilhados. "Todo parceiro passa por uma diligência criteriosa conduzida pelo time de Compliance. Além da capacidade operacional, são avaliados critérios como segurança, qualidade e alinhamento aos valores da empresa, garantindo que a parceria seja construída com responsabilidade, confiança e o mesmo padrão de atuação exigido pela companhia".

    O fortalecimento do setor de logística também passa pela transformação demográfica de suas lideranças. Na logística ultraexpressa da Prestex, por exemplo, as mulheres já ocupam 53,8% dos cargos de liderança; além disso, elas são a maioria, 51%, no quadro geral de colaboradores, reflexo de uma cultura baseada em flexibilidade e acolhimento à maternidade.

    Liderança estratégica e visão de mercado

    Outro exemplo dessa liderança feminina com olhar estratégico é Claudia Sá, 42 anos, gerente de Marketing em Logística Ultraexpressa. Mãe de duas meninas, Claudia construiu sua carreira em diferentes segmentos e viveu no exterior por mais de uma década.

    Ao retornar ao Brasil, escolheu mergulhar na logística. Há quatro anos na área, atua na construção de estratégias de marketing B2B, inteligência de mercado, experiência do cliente, posicionamento de marca e crescimento de negócios.

    "A logística é um elo fundamental para a continuidade operacional das indústrias, garantindo que insumos, peças e produtos cheguem ao lugar certo, no momento certo, para que as empresas mantenham suas operações com eficiência, segurança e competitividade", afirma Claudia.

    Novas gerações com diversidade

    Além do protagonismo feminino, o setor quebra paradigmas ao acelerar a atração de novos talentos. Dados do censo interno da Prestex revelam rejuvenescimento no quadro de colaboradores: em apenas dois anos, a representatividade da Geração Z (14 a 29 anos) deu um salto de 38%, passando de 29% do total da empresa em 2024 para 40% em 2026. O avanço preenche o espaço deixado pelos veteranos Millennials (30 a 45 anos), que recuou de 63% para 51%. A Geração X (46 a 61 anos) manteve-se estável, subindo de 8% para 10% nos últimos dois anos.

    Para atrair e reter essa nova geração, as organizações têm investido no conceito de lifelong learning (aprendizado contínuo). Patrick Enjy, de 27 anos, graduado em Relações Internacionais e analista júnior de parcerias estratégicas, ilustra bem o conceito. "A habilidade mais importante que vejo para o profissional de logística é a aprendizagem contínua. Saber dimensionar o tempo e separar o que é prioridade, emergencial e crítico é crucial, especialmente no mercado ultraexpresso. É preciso estudar sempre", aponta. O analista também destaca a importância de uma governança inclusiva. "Quando o jovem profissional encontra um ambiente que respeita a diversidade, pratica a equidade e oferece caminhos claros para a evolução, o setor todo ganha em inovação", avalia Enjy.

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