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    Home»Notícias Corporativas»Insegurança leva brasileiros a proteger imóveis
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    Insegurança leva brasileiros a proteger imóveis

    DinoBy Dino24 de abril de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    A crescente percepção de insegurança no Brasil tem influenciado diretamente a forma como famílias e empresas protegem seus imóveis. O tema ganhou relevância no cotidiano e passou a impactar decisões relacionadas à proteção patrimonial, levando à revisão de estratégias e à adoção de novas tecnologias. Esse movimento também se reflete no desempenho do setor: dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE) indicam que o mercado cresceu 16,1% em 2024, alcançando R$ 14 bilhões em faturamento.

    Para Augusto Conde, diretor de marketing e produto da Emive & Co, o cenário evidencia uma limitação estrutural ainda presente no mercado: a predominância de soluções fragmentadas, com baixa integração e capacidade limitada de resposta.

    "Muitos sistemas ainda operam como pontos isolados. Eles identificam um evento, mas não estão inseridos em uma estrutura que garanta análise, resposta e continuidade da operação. Segurança precisa ser pensada como um sistema integrado, não como equipamentos desconectados", afirma.

    Segundo o executivo, um dos principais diferenciais das soluções mais avançadas está na combinação entre dispositivos, central de monitoramento e conectividade contínua. "Quando o ambiente está conectado a uma central dedicada, a ocorrência deixa de ser apenas um alerta local e passa a ser tratada de forma estruturada. Isso eleva significativamente o nível de proteção".

    Outro ponto crítico é a confiabilidade da operação. "Soluções que dependem de um único meio de comunicação ou que podem ser neutralizadas com a interrupção de energia criam fragilidades relevantes. Hoje, a segurança exige redundância — múltiplos canais ativos que garantam o funcionamento contínuo mesmo diante de falhas pontuais", explica. Nesse contexto, a conectividade por diferentes meios passa a ser um elemento determinante para assegurar a disponibilidade do sistema.

    O especialista também destaca a evolução tecnológica na forma de detectar riscos. "O setor começa a avançar para modelos que identificam sinais prévios de violação, como impacto ou tentativa de arrombamento, antes mesmo da abertura efetiva. Essa antecipação amplia o tempo de resposta e muda o padrão de proteção".

    Além da resposta, ele ressalta o papel da prevenção como eixo central. "A segurança mais eficiente é aquela que reduz a probabilidade de o crime acontecer. A combinação entre monitoramento, alerta sonoro, sinalização do ambiente e resposta estruturada tem efeito dissuasório e altera o comportamento de quem tenta invadir", define.

    Outro fator relevante é a redução do atrito na implementação. "Soluções que dispensam obra, não exigem infraestrutura complexa e podem ser instaladas com rapidez tornam a segurança mais acessível e escalável. Isso é decisivo para ampliar a adoção, tanto em residências quanto em pequenos e médios negócios", avalia.

    De acordo com o executivo, há ainda uma transformação importante no papel da segurança no dia a dia. "O cliente não busca apenas proteção, mas também controle e visibilidade. A possibilidade de acompanhar eventos em tempo real, acessar imagens, gerenciar acessos e operar múltiplos ambientes pelo celular transforma a segurança em uma ferramenta de gestão", salienta Conde.

    Esse movimento, segundo ele, aponta para uma mudança estrutural no setor. "A tendência é a consolidação de plataformas integradas de proteção patrimonial, que combinam monitoramento contínuo, dispositivos conectados e gestão digital. A segurança deixa de ser reativa e passa a operar de forma preventiva, contínua e orientada por informação", conclui o especialista da Emive & Co.

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