Close Menu
Meio e Negócio
    Facebook X (Twitter) Instagram
    .
    • Blockforce e Cardano Foundation firmam parceria para ampliar rastreabilidade de cadeias brasileiras de exportação com blockchain
    • Sem Parar: 88% dos motoristas conhecem o free flow
    • PEB e Login House eXP promovem watch party da final do VCT Americas Stage 2 em São Paulo
    • Rondônia oferece crédito de até 85% do ICMS na importação
    • Flacidez e pele em excesso surgem após emagrecimento rápido
    • KnowBe4 promove ação de cibersegurança a mais de 70 crianças e adolescentes de ONGs em SP e no RJ
    • Grupo NTSec abre 20 vagas no Brasil e em Portugal em meio a plano de expansão internacional
    • Encontro do IDV debate futuro do varejo em sua quinta edição
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Negócio
    • Publicidade
    • Personalidades
    • Produtos
    • Negócios
    • Engenharia
    • Notícias Corporativas
    • Outros
    • Últimas
    Meio e Negócio
    Home»Notícias Corporativas»Dr. Heber Videira conecta ciência e políticas públicas
    Notícias Corporativas

    Dr. Heber Videira conecta ciência e políticas públicas

    DinoBy Dino1 de setembro de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp
    Enviar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email Telegram WhatsApp

    Uma bolsa de estudos em escola pública abriu o caminho do físico médico Heber Simões Videira. Em 19 anos de Medicina Nuclear, ele atuou em produção de radioisótopos, radiofarmácia, logística e regulação, e hoje leva essa experiência ao debate de políticas públicas, como o PL 2167/2025. Nesta entrevista, ele conta esse percurso.

    1 – Sua trajetória começou muito distante dos espaços que ocupa hoje. Como a Física mudou esse caminho?

    "Venho de uma família humilde e, desde jovem, vi na educação e na ciência uma possibilidade de futuro. Estudei em escola pública e no SENAI e, sem condições de custear a faculdade, consegui uma bolsa pelo Programa Escola da Família do governo de SP. Fui professor de Física em escola pública por cinco anos. Pela Física, cheguei à Física Médica e, depois, à Medicina Nuclear. Ali encontrei uma profissão em que uni a ciência, tecnologia e impacto na vida das pessoas. Uma política pública abriu uma porta para mim. Anos depois, entendi que eu deveria levar de volta conhecimento e oportunidade às pessoas".

    2 – E como essa formação se transformou em uma atuação tão ampla?

    "Em 19 anos, vivi toda a cadeia da Medicina Nuclear: atuei em produção de radioisótopos, radiofarmácia, assistência hospitalar, pesquisa, logística, proteção radiológica e regulação. No doutorado, contribuí no desenvolvimento da produção de radiofármacos destinados ao diagnóstico e estadiamento do câncer de próstata em um hospital público. Como fundador da MEDICAL ALD, empresa de distribuição e logística de radiofármacos, conheci 151 das 453 unidades de Medicina Nuclear do país e, na prática, diferentes realidades e o caminho da produção ao paciente. Com a médica nuclear, Dra. Mayara Torres, fundamos o MEDICAL ISOTALKS, podcast brasileiro dedicado à área, que já alcançou 17 países".

    3 – Em que momento percebeu que poderia fazer diferença também além da área técnica?

    "Quanto mais eu conhecia serviços, profissionais e diferentes realidades, mais percebia que alguns problemas não seriam resolvidos apenas no laboratório, hospital ou empresa. Os encontros e conselhos de Alexandre Alcantara, deputado federal suplente e vice-presidente da ABDIMA, foram importantes. Passei a compreender a articulação institucional e percebi que minha experiência técnica poderia contribuir nas decisões sobre ciência, inovação e acesso à saúde. Ampliei minha atuação; não mudei de carreira. Não deixei a ciência para entrar na política. Continuo sendo físico médico, mas percebi que eu tinha que levar o conhecimento que construí para outros espaços. Hoje, levo a ciência para onde as decisões que determinam seu futuro são tomadas".

    4 – Sua experiência chegou também ao debate internacional. O que trouxe dessa vivência para o Brasil?

    "Aprendi que não basta produzir inovação: ela precisa chegar ao paciente. Com radiofármacos, isso é ainda mais crítico, porque lutamos contra o tempo. Levei à Agência Internacional de Energia Atômica a experiência que desenvolvi na MEDICAL ALD com a mitigação de denial and delay — recusas e atrasos no transporte de radiofármacos — e trouxe conhecimento e experiências para aproximar operadores, instituições e profissionais brasileiros. Deixei de enxergar apenas os elos e passei a enxergar a cadeia inteira e como ciência, tecnologia, inovação e políticas públicas precisam estar conectadas".

    5 – Após construir sua trajetória na Medicina Nuclear, o que o levou a ampliar esse horizonte para a medicina avançada?

    "Foi na Medicina Nuclear que entrei em contato com imagem molecular, teranóstico, radiofármacos, dosimetria e medicina de precisão. Nessa trajetória, enxerguei conexões com inteligência artificial, genômica, terapias gênicas e celulares, patologia digital, biologia molecular e outras tecnologias. Percebi que o futuro da saúde não seria construído em uma única especialidade. Para mim, medicina avançada é a convergência entre ciência e tecnologia para tornar diagnóstico e tratamento mais precisos, personalizados e acessíveis. Dessa visão nasceu a ABDIMA — Associação Brasileira de Desenvolvimento e Integração da Medicina Avançada, que fundei e hoje presido".

    6 – E como o senhor está transformando essa visão em ações concretas?

    "Hoje atuo na interseção desses campos. Na USP, mantenho minha ligação com pesquisa; na MEDICAL ALD, atuo com inovação, novos negócios, distribuição e logística de radiofármacos; na ABDIMA, trabalho para aproximar os atores da medicina avançada. Tenho levado essa experiência ao debate de políticas públicas. Mantenho interlocução com o Congresso Nacional e acompanho discussões como o PL 2167/2025. Defendo profundamente um Plano Nacional de Desenvolvimento da Medicina Nuclear, conectando produção de radioisótopos, regionalização, descentralização da produção de radiofármacos, tipos de radiofarmácias, radiofármacos in house, logística, formação, regulação e financiamento. Não quero apenas apontar problemas. Quero aproximar pessoas, construir propostas e criar mecanismos para tirar boas ideias do papel".

    7 – Depois de tudo o que construiu, que legado o Dr. Heber Videira gostaria de deixar?

    "Espero que, daqui a dez ou vinte anos, eu veja a Medicina Nuclear distribuída aos confins do país e que o acesso não dependa mais do CEP do paciente. Quero ver os avanços da medicina mais acessíveis, inclusive integrados ao SUS, e continuar sendo físico médico, pesquisador e empreendedor, mas também alguém capaz de conectar ciência, inovação e políticas públicas. Sou esposo e pai de dois filhos e penso em legado. Para mim, sucesso não é apenas construir uma carreira, participar de projetos ou publicar trabalhos. É fazer o conhecimento gerar transformação e abrir caminhos, como um dia abriram para mim. Quando você acredita e ama o que faz, o impossível começa a se tornar possível. Quero que outras pessoas também acreditem nelas mesmas, como eu aprendi a acreditar em mim. Quero olhar para trás e perceber que não apenas acompanhei a transformação da medicina brasileira, mas fui um dos responsáveis por essa transformação".

    Para conhecer mais, basta acessar: instagram.com/dr_heber_videira

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp

    Relacionados

    Sem Parar: 88% dos motoristas conhecem o free flow

    1 de setembro de 2026

    Rondônia oferece crédito de até 85% do ICMS na importação

    1 de setembro de 2026

    Flacidez e pele em excesso surgem após emagrecimento rápido

    1 de setembro de 2026

    Encontro do IDV debate futuro do varejo em sua quinta edição

    1 de setembro de 2026

    Comments are closed.

    Pesquisar
    © 2026 Meio e Negócio
    • Home
    • Sports
    • Health
    • Buy Now

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.