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    Home»Notícias Corporativas»Confiança no consórcio atravessa conjunturas econômicas
    Notícias Corporativas

    Confiança no consórcio atravessa conjunturas econômicas

    DinoBy Dino11 de agosto de 2025Nenhum comentário3 Mins Read
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    Em um mercado, no qual o comportamento do consumidor tem se tornado cada vez mais exigente e cauteloso, o recente levantamento realizado pelo Instituto Ipsos mostrou que o índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou queda, ao anotar 48,6 pontos, o nível mais baixo desde 2022.

    Em uma escala de 0 a 100, na qual pontuações abaixo de 50 indicam pessimismo, o escore demonstra a insatisfação do brasileiro quanto à situação econômica do país.

    Para Luiz Antonio Barbagallo, economista da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), “as principais razões estão no aumento das taxas de juros e na alta nos preços, com a inflação ultrapassando a meta do Banco Central. Sem dúvida, contribuindo para esta conjuntura”.

    Ao considerar a atuação do Sistema de Consórcios frente a este cenário, as análises apresentam desempenhos gerais e setoriais bastante positivas, retratando a confiança e a credibilidade do segmento.

    “Durante os 63 anos de história, o mecanismo enfrentou, como outros setores, altos e baixos na economia brasileira”, lembra Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC. Ao complementar, Rossi destaca que, “por ser um mecanismo de planejamento e não de consumo imediato, frequentemente seu desempenho tem surpreendido, indo no sentido inverso das previsões e expectativas do mercado”.

    A constatação desta afirmativa está no futuro dos consumidores consorciados que ultrapassa a simples análise de indicadores conjunturais, e pode ser exemplificada por recente período da história econômica: o ápice da pandemia em 2020, quando, após queda expressiva nas vendas em maio daquele ano, o sistema apresentou crescimento significativo.

    Verificou-se que, após a queda abrupta em março e abril daquele ano, as vendas iniciaram crescimento em ritmo acelerado, revelando que, apesar das incertezas daquele momento, o consumidor continuava acreditando e aderindo ao sistema. “Principalmente, sem desistir de seus sonhos e objetivos”, enfatiza Barbagallo.

    “Mas, não é só isso. É possível ainda observar que as taxas de juros atingiram níveis muito baixos para os padrões brasileiros, com a Selic em 1,90%, de agosto a dezembro daquele ano. Paralelamente, as vendas atingiram patamares superiores e até maiores do que na pré-pandemia. Aliás, contrariando a velha tese de que com juros baixos as vendas de cotas caem”, especifica o economista.

    Ao traçar um paralelo com os resultados de 2020 e considerando as atuais taxas de juros, agora em alta, e a confiança em baixa, o consórcio continua avançando, batendo recordes, também em níveis bastante superiores.

    “O momento apenas comprova que o bom desempenho na venda de cotas independe das taxas de juros, porém uma pequena correlação de 26%, de acordo com nossos estudos com um período de 20 anos, mostra, ainda que pouca, alguma influência na comercialização de cotas. No gráfico, é verificável esse desempenho”, diz Barbagallo.

    Ao longo dos últimos anos, o Sistema de Consórcios vem alcançando resultados elevados, especialmente em número de participantes ativos. De acordo com a ABAC, mês a mês, desde janeiro de 2022, têm ocorrido quebras consecutivas de recordes, com exceção de abril de 2023.

    “O Índice de Confiança do Setor de Consórcios (ICSC), divulgado pela ABAC, que a exemplo do ICC também varia em uma escala de 0 a 100, nunca ficou abaixo dos 50 pontos. Aliás, nunca ficou abaixo dos 60 pontos, o que evidencia a total confiança dos empresários do setor”, aponta o economista.

    Apoiado nos princípios da educação financeira, Rossi lembra que “em períodos de taxas de juros baixas ou elevadas, ou de falta de confiança do consumidor, a resiliência do consórcio o coloca e o mantém em posições elevadas, contribuindo cada vez mais para a realização dos sonhos dos consorciados e participando do crescimento da economia brasileira”.

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