Close Menu
Meio e Negócio
    Facebook X (Twitter) Instagram
    .
    • Construção civil adota soluções mais sustentáveis em 2026
    • Brasil envelhece e demanda por tratamentos de retina dispara
    • Empresa brasileira conquista designação AWS MSP Partner
    • IMOBMEET CRM automatiza recebíveis e reduz inadimplência
    • Clínica Alma inaugura nova sede no ABC Paulista
    • Empresas ampliam uso de seguro contra riscos gerais
    • Mercado imobiliário cresce com estratégia e rentabilidade
    • Locação de máquinas movimenta R$ 49 bilhões no Brasil
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Negócio
    • Publicidade
    • Personalidades
    • Produtos
    • Negócios
    • Engenharia
    • Notícias Corporativas
    • Outros
    • Últimas
    Meio e Negócio
    Home»Notícias Corporativas»Brasil envelhece e demanda por tratamentos de retina dispara
    Notícias Corporativas

    Brasil envelhece e demanda por tratamentos de retina dispara

    DinoBy Dino5 de maio de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp
    Enviar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email Telegram WhatsApp

    O Brasil ganhou 11,5 milhões de idosos em pouco mais de uma década. Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população com 60 anos ou mais saltou de 20,5 milhões para 32,1 milhões de pessoas — um aumento de 56%. Com a longevidade, cresce também a incidência de doenças que ameaçam um dos sentidos mais ligados à autonomia dessa população: a visão.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 80% dos casos de deficiência visual poderiam ser prevenidos ou tratados. Mesmo assim, condições silenciosas continuam avançando sobre a retina de milhões de brasileiros.

    A degeneração macular relacionada à idade (DMRI), principal causa de cegueira irreversível em pessoas acima de 50 anos segundo o Ministério da Saúde, e a retinopatia diabética — que atinge cerca de 35% dos portadores de diabetes — estão entre as doenças que mais comprometem a visão de quem envelhece. Dados do Vigitel 2023, do Ministério da Saúde, apontam que 30,4% das pessoas acima de 65 anos já convivem com o diabetes, o que amplia o risco de danos à retina.

    O problema é que essas doenças são silenciosas. A visão, muitas vezes, vai sendo comprometida sem dor e sem sintomas aparentes, até que a perda se torna difícil de reverter.

    "O paciente às vezes demora anos para perceber que algo mudou, porque um olho compensa o outro. Quando finalmente procura ajuda, a retina já sofreu um dano que poderia ter sido evitado com um exame simples", explica a médica oftalmologista Doutora Mariana Batista Gonçalves, especialista em Retina e Vítreo com doutorado na área de Implantes Intravítreos pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

    A médica, que foi selecionada para o programa de bolsas Lemann Fellowship e passou um ano no Moorfields Eye Hospital, em Londres — uma das instituições mais respeitadas do mundo em doenças da retina —, acompanha de perto o impacto do envelhecimento na saúde ocular dos brasileiros.

    Quando essas condições são identificadas a tempo, existe um tratamento capaz de frear a progressão e, em muitos casos, preservar a visão. Um dos principais recursos é a injeção intravítrea: uma aplicação de medicamento diretamente no interior do olho, feita com anestesia local, em ambiente controlado e seguro e com duração de poucos segundos. O procedimento se tornou a intervenção oftalmológica mais realizada no mundo. O medicamento age impedindo o crescimento de vasos anormais e o acúmulo de líquido na região central da retina — a parte do olho responsável por enxergar rostos, ler e identificar detalhes.

    "As pessoas se assustam quando ouvem falar em injeção no olho, e eu entendo. Mas é um procedimento sem dor, que dura menos de um minuto. O que eu gostaria que mais gente soubesse é que, quando a gente trata no momento certo, é possível estabilizar a visão e, em muitos casos, recuperar o que parecia perdido", afirma a doutora Mariana Batista.

    A especialista reforça que cada caso exige acompanhamento individualizado. "Não existe uma receita igual para todos. A retina de cada paciente responde em um ritmo, e é o acompanhamento com exames de alta resolução que nos permite tomar as melhores decisões. Manter os retornos em dia é tão importante quanto o tratamento em si", pontua.

    Pesquisa da ONG Retina Brasil revelou que 81% dos pacientes com DMRI encontraram barreiras para chegar ao diagnóstico — entre elas, a demora em procurar um médico por achar que os sintomas faziam parte do envelhecimento natural. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) projeta que até 2030 o país terá quase 900 mil pessoas com degeneração macular, acompanhando a curva de envelhecimento da população.

    "Para quem passou dos 50, o exame de fundo de olho deveria ser tão rotineiro quanto medir a pressão arterial. Detectar uma alteração na retina de forma precoce pode significar a diferença entre enxergar com independência ou depender de alguém para as coisas mais simples do dia a dia", destaca a médica Mariana Batista.

    A doutora Mariana Batista atende em São Paulo e em Floriano, no Piauí, e compartilha orientações sobre saúde ocular e cuidados com a retina em seu site e em seu perfil no Instagram.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email Telegram WhatsApp

    Relacionados

    Construção civil adota soluções mais sustentáveis em 2026

    5 de maio de 2026

    Empresa brasileira conquista designação AWS MSP Partner

    5 de maio de 2026

    IMOBMEET CRM automatiza recebíveis e reduz inadimplência

    5 de maio de 2026

    Clínica Alma inaugura nova sede no ABC Paulista

    5 de maio de 2026

    Comments are closed.

    Pesquisar
    © 2026 Meio e Negócio
    • Home
    • Sports
    • Health
    • Buy Now

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.