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    Home»Notícias Corporativas»Endolaser avança na cirurgia plástica reparadora
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    Endolaser avança na cirurgia plástica reparadora

    DinoBy Dino7 de julho de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    O uso do endolaser tem despertado interesse crescente na cirurgia plástica devido ao potencial de aplicação em procedimentos minimamente invasivos. De acordo com o estudo The Endo-lift Laser (Intralesional 1470 nm Diode Laser) for Dermatological Aesthetic Conditions: A Systematic Review, publicado em 2024, a tecnologia apresentou resultados promissores em diferentes indicações estéticas, incluindo retração da pele, remodelação corporal e redução de tecido adiposo, além de demonstrar perfil de segurança favorável nos estudos avaliados.

    Segundo a revisão sistemática, que analisou 23 pesquisas sobre o tema, o endolaser de diodo 1470 nm mostrou potencial para aplicações em regiões como papada, abdômen, braços e coxas, além de procedimentos faciais e tratamento de algumas condições dermatológicas. Os autores ressaltam, entretanto, que ainda são necessários estudos clínicos com grupos de controle e amostras maiores para fortalecer o nível de evidência científica. Nesse cenário, profissionais da cirurgia plástica vêm estudando novas possibilidades de aplicação da tecnologia em diferentes contextos clínicos, incluindo procedimentos de retirada de metacril e outros materiais permanentes.

    Entre esses profissionais está o cirurgião plástico e especialista em remoção de PMMA, Dr. Fernando Zeraik, que relata ter desenvolvido uma abordagem voltada à remoção de PMMA, Metacril e outros materiais previamente implantados na região glútea. Segundo o especialista, a proposta surgiu a partir da observação de um número crescente de pacientes que necessitavam realizar a retirada desses materiais, mas demonstravam receio das cicatrizes normalmente associadas aos procedimentos convencionais.

    Para o Dr. Fernando Zeraik, muitas pacientes deixam de buscar tratamento justamente pela preocupação com o aspecto estético das incisões. Segundo ele, ao longo da prática em cirurgia plástica reparadora foi possível identificar que o receio das cicatrizes representa uma das principais barreiras para quem necessita remover PMMA, Metacril ou outros materiais da região glútea. Diante desse cenário, o médico afirma ter desenvolvido uma técnica que associa endolaser e aspiração com o objetivo de auxiliar o tratamento desses casos, buscando reduzir o impacto estético das incisões e oferecer uma alternativa alinhada às expectativas das pacientes.

    De acordo com o especialista, a técnica foi inspirada em conceitos já descritos para a retirada de materiais aloplásticos em outras regiões do corpo, especialmente na face, sendo posteriormente adaptada às características anatômicas da região glútea. Segundo o médico, em casos selecionados, essa abordagem pode ser associada às técnicas tradicionais de retirada em bloco, permitindo modificações estratégicas no posicionamento das incisões para áreas menos aparentes, localizadas abaixo e internamente no glúteo.

    Embora a revisão sistemática publicada em 2024 não tenha avaliado especificamente procedimentos para remoção de PMMA na região glútea, o estudo reforça o potencial terapêutico e estético do endolaser em diferentes aplicações médicas. Especialistas apontam que a incorporação de tecnologias já estudadas em novas abordagens cirúrgicas tende a impulsionar o desenvolvimento de técnicas voltadas a desafios específicos da cirurgia plástica reparadora, desde que respeitados critérios de segurança, indicação clínica e individualização do tratamento.

    Segundo o Dr. Fernando Zeraik, a proposta da técnica não é substituir as abordagens cirúrgicas já consolidadas, mas ampliar as possibilidades de planejamento para pacientes criteriosamente selecionados. "Nosso objetivo foi desenvolver uma alternativa baseada em conceitos científicos já existentes, associando tecnologia, planejamento cirúrgico e experiência prática para oferecer uma abordagem que considere não apenas a remoção do PMMA ou de outros materiais, mas também a qualidade do resultado estético final e a individualidade de cada paciente", conclui.

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