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    Home»Notícias Corporativas»Avanço da IA amplia desafios para a liderança
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    Avanço da IA amplia desafios para a liderança

    DinoBy Dino23 de julho de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    A adoção da inteligência artificial no trabalho avança em ritmo superior ao alinhamento interno das organizações. OWork Trend Index 2026, da Microsoft, ouviu 20 mil usuários de IA em dez países, incluindo o Brasil, e constatou que apenas 26% consideram que suas lideranças estão clara e consistentemente alinhadas sobre o uso da tecnologia. O mesmo levantamento indica que 65% temem ficar para trás caso não se adaptem rapidamente, enquanto 45% avaliam que concentrar esforços nas metas atuais parece mais seguro do que redesenhar o trabalho com IA.

    Os dados colocam a liderança no centro de uma transformação que envolve decisões, responsabilidades e formas de organizar o trabalho. À medida que sistemas passam a produzir análises, textos, recomendações e executar etapas de processos, cresce a necessidade de estabelecer critérios para supervisão, qualidade e prestação de contas. No levantamento da Microsoft, controle de qualidade dos resultados gerados por IA e pensamento crítico aparecem como as habilidades humanas que mais ganham importância, citadas por 50% e 46% dos participantes, respectivamente.

    A distância entre adoção e transformação também aparece em pesquisa daMcKinsey. Em 2025, 71% dos entrevistados informaram que suas organizações utilizavam IA generativa regularmente em ao menos uma função. Apesar disso, somente 21% disseram que suas empresas haviam redesenhado de forma significativa pelo menos parte dos fluxos de trabalho. O estudo identificou o redesenho de processos como o fator com maior relação estatística com impacto no resultado financeiro decorrente da tecnologia.

    Nesse contexto, liderar passa a incluir a definição de limites para automação, a revisão de indicadores e incentivos, a preparação das equipes e a análise dos efeitos da tecnologia sobre funções e competências. A responsabilidade pelas decisões permanece com as pessoas que definem objetivos, validam resultados e respondem pelas consequências da aplicação dos sistemas.

    O tema também passou a integrar programas de formação profissional. O cursoLiderar na Era da IA, daHyper Island, foi organizado em quatro frentes: mentalidade para conduzir a transformação, pensamento crítico e tomada de decisão, redesenho do trabalho e condução da mudança com o ser humano no centro. Os materiais do programa abordam análise de riscos, redução de vieses, avaliação crítica de respostas geradas por sistemas e mapeamento de tarefas para definir o que pode ser automatizado, ampliado com IA ou mantido sob execução humana.

    Entre os instrumentos apresentados estão práticas de red teaming, utilizadas para testar falhas e fragilidades em respostas produzidas por IA, e uma matriz de reconfiguração do trabalho, voltada à divisão de atividades entre pessoas e sistemas. O conteúdo também trata de segurança psicológica, autonomia, pertencimento e comunicação durante processos de mudança, fatores associados à capacidade das equipes de experimentar novas formas de trabalho sem perder critérios de responsabilidade.

    A necessidade de combinar competências técnicas e humanas aparece ainda noFuture of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial. O estudo estima que quase 40% das competências exigidas no trabalho deverão mudar até 2030 e aponta pensamento analítico, resiliência, liderança e colaboração entre as capacidades que continuarão relevantes. Para as organizações, o desafio passa por transformar o uso individual de ferramentas em processos compartilhados, avaliáveis e coerentes com a estratégia institucional.

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