A Reescola, startup especializada na reindustrialização de mobiliário escolar, quintuplicou o faturamento no primeiro quadrimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Entre janeiro e abril deste ano, a empresa faturou R$ 927.562, antes R$ 147.134, no mesmo período do ano anterior, o que demonstra um faturamento 6,3 vezes superior. A expectativa da empresa é encerrar 2026 com faturamento de R$ 2,8 milhões a R$ 3,5 milhões.
A Reescola já atendeu mais de 250 escolas públicas e privadas, reindustrializou mais de 10.000 conjuntos escolares e beneficiou diretamente mais de 6 mil alunos. O método proprietário desenvolvido pela empresa, com patente depositada, recupera estruturas metálicas e reindustrializa móveis no padrão FNDE, garantindo qualidade equivalente ao novo e economia significativa para as escolas.
Laura Camargos, CEO e cofundadora da Reescola, acredita que há uma mudança estrutural no comportamento de compra das instituições de ensino. “A alta aceitação das escolas com conjuntos reindustrializados provém de uma mudança de hábitos de consumo, propulsionada pela conscientização da importância da economia circular e de práticas ESG. Acredito que o futuro da educação é verde”, afirma. A área produtiva da startup de apenas 20 m² no ano de 2024 está atualmente com 2.500 m² e uma equipe de 10 pessoas. O processo já evitou toneladas de emissões de CO₂. A padronização do modelo FNDE facilita a entrada da empresa em compras públicas.
Em um cenário de pressão orçamentária, a solução da startup permite economia de até 50% na aquisição de mobiliário escolar, tornando-se uma alternativa concreta para escolas públicas e privadas. “Encerramos 2025 com um faturamento de R$ 1,7 milhão e, agora, seguimos focados em consolidar a Reescola como referência em um modelo de negócio sustentável para o setor educacional. Nossa expectativa, a longo prazo, é tornar a reindustrialização uma prática cada vez mais presente nas escolas brasileiras”, conclui a CEO.

