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    Negócios

    IA redefine fornecedores B2B como agentes da transformação digital

    Por Roberto Gero, diretor de Produto da Unidade de Soluções Avançadas da Ingram Micro Brasil
    JoaoBy Joao19 de junho de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    A inteligência artificial deixou de ser uma tendência de mercado e consolidou-se como um alicerce indispensável no ecossistema B2B. No modelo de canais, distribuidores, revendas, integradores e fabricantes já não conseguem prosperar sem a IA, que garante escala, eficiência e especialização. A tecnologia redefine a forma como os negócios vendem, entregam serviços e atendem clientes, e quem insiste em ignorar essa realidade se coloca em desvantagem clara diante da concorrência.

    Empresas que adotam a inteligência artificial de forma estruturada não apenas registram ganhos, mas conquistam um salto evidente em produtividade. Em áreas críticas como vendas, atendimento e operações, a diferença é marcante. No universo B2B, essa mudança assume proporções ainda maiores, já que ciclos de venda longos, contratos complexos e múltiplos pontos de contato exigem precisão e consistência. Ignorar a IA nesse cenário equivale a comprometer competitividade e abrir espaço para concorrentes mais preparados.

    Nos últimos anos, a ascensão da IA generativa e dos modelos de linguagem avançados popularizou o uso da inteligência artificial no B2B e estabeleceu uma nova dinâmica competitiva. O relatório State of AI 2025, da McKinsey, revela que quase 90% das empresas globais já utilizam IA em alguma função de negócios, e 62% experimentam agentes de IA. Apesar disso, dois terços ainda não conseguem escalar suas iniciativas de forma consistente, o que evidencia uma lacuna entre entusiasmo e impacto real. No ecossistema de canais, distribuidores e parceiros deixaram de atuar como meros intermediários de tecnologia e passaram a oferecer inteligência aplicada aos negócios dos clientes finais, alterando profundamente a proposta de valor do canal.

    O processo de vendas B2B, antes sustentado por relacionamentos e negociações, passa agora a se orientar por dados e previsibilidade. Equipes comerciais que incorporam IA têm até 30% a mais de chances para fechar negócios. A inteligência artificial atua em todas as etapas do funil, da qualificação de leads à previsão de receita, o que leva os canais a concentrarem esforços em atividades essenciais para o posicionamento competitivo e reduzirem o tempo gasto em tarefas operacionais. Ignorar essa transformação significa aceitar uma desvantagem clara em um mercado cada vez mais exigente.

    A automação, reconhecida como um dos pilares centrais no ecossistema de canais, ganha nova dimensão com a integração da inteligência artificial. Empresas que unem automação de processos à IA reduzem custos operacionais e ampliam a capacidade de entrega sem a necessidade de aumentar proporcionalmente suas equipes. O resultado é uma operação escalável, capaz de atender a um número maior de clientes e diversificar o portfólio de serviços. Essa combinação deixa claro que a automação inteligente não é mais um diferencial, mas um requisito para quem deseja consolidar relevância e competitividade no mercado B2B.

    Apesar dos benefícios evidentes, a adoção da inteligência artificial no ambiente de canais B2B ainda enfrenta desafios consideráveis. A governança do uso da IA, a proteção de dados sensíveis e a integração com sistemas legados continuam a limitar resultados concretos. Um estudo publicado pelo MIT Sloan mostra que apenas uma minoria das empresas consegue extrair valor mensurável de projetos de IA sem alinhamento adequado entre tecnologia, processos e pessoas. Esse dado demonstra que a IA não é apenas uma solução técnica, mas um impasse na gestão corporativa. Quem não tratar essa integração com seriedade corre o risco de transformar investimentos em iniciativas estéreis.

    Empresas que conseguem adotar a IA de forma consistente otimizam processos, criam modelos de negócios orientados a valor e recorrência. Nesse novo cenário, distribuidores e parceiros deixam de ser apenas fornecedores de tecnologia para atuar como habilitadores da transformação digital.

    Essa transição exige curadoria de soluções de IA, apoio técnico e consultivo, além de capacitação contínua dos canais. Empresas, que cultivam um ecossistema robusto para acelerar a adoção da IA, conseguem reduzir riscos e ampliar a geração de valor e consolidam uma posição de liderança em um mercado cada vez mais competitivo.

    Roberto Gero é diretor de Produto da Unidade de Soluções Avançadas da Ingram Micro Brasil. Engenheiro formado pela Universidade Santa Cecília, possui MBA pela Universidade de São Paulo. Atua há mais de duas décadas no setor de tecnologia da informação. Tem experiência em gestão de equipes, desenvolvimento de projetos complexos e relacionamento com fabricantes e canais. Sua trajetória é marcada pelo foco em inovação, eficiência e transformação digital.

    Automação inteligente Ecossistema de canais Gestão de dados Inovação tecnológica Inteligência Artificial McKinsey Mercado B2B MIT Sloan Produtividade corporativa Transformação digital
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