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    Veterinário Empresário, do Grupo +Pet, leva debate sobre gestão à Pet South America

    Iniciativa coloca em discussão a transformação de profissionais da medicina veterinária em gestores de negócios em um mercado cada vez mais complexo e profissionalizado
    JoaoBy Joao12 de agosto de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    A transformação do veterinário em empresário será um dos temas levados pelo Grupo +Pet à Pet South America, uma das principais feiras do setor pet na América Latina. A discussão parte de uma mudança que já se impõe à profissão: além da formação clínica, quem decide empreender precisa lidar com finanças, pessoas, processos, indicadores e decisões de expansão.

    É nesse contexto que atua o Veterinário Empresário, iniciativa criada por João Marcos Rios e Alan Mora e hoje integrada ao ecossistema do Grupo +Pet. O projeto reúne cerca de 200 veterinários e empresários do setor e nasceu da experiência dos dois à frente de operações que passaram por diferentes estágios de crescimento e profissionalização.

    Ao longo desse percurso, clínicas menores deram lugar a estruturas mais robustas, exigindo mudanças que foram muito além do espaço físico. Gestão de equipes, padronização de processos, controle financeiro, experiência do cliente e planejamento passaram a ter peso tão relevante quanto a própria operação clínica.

    “Existe uma mudança importante acontecendo na profissão. O veterinário continua precisando ser tecnicamente excelente, mas, quando decide empreender, passa a administrar pessoas, fluxo de caixa, processos, experiência do cliente e decisões de crescimento. São competências para as quais a formação técnica, muitas vezes, não prepara”, afirma João Marcos Rios.

    A questão ganha força à medida que a medicina veterinária se torna mais sofisticada. O avanço das especialidades, dos exames de maior complexidade e das estruturas hospitalares ampliou também o nível de exigência sobre os negócios do setor.

    Crescer, nesse cenário, não significa necessariamente se tornar uma empresa mais saudável. Uma clínica pode aumentar faturamento e número de clientes e, ao mesmo tempo, perder eficiência se não tiver controle de custos, processos definidos, indicadores e uma equipe preparada para sustentar a operação.

    Essa é uma das discussões centrais do Veterinário Empresário. A proposta é aproximar ferramentas de gestão da realidade de profissionais que, muitas vezes, começaram a empreender a partir da prática clínica e só depois perceberam a dimensão empresarial da atividade.

    “Antes de falar em expansão, é preciso entender se a operação funciona, se os números estão organizados e se os processos podem ser replicados. Crescimento sem estrutura pode aumentar o problema em vez de resolver”, diz João.

    A presença na Pet South America reforça esse debate em um momento em que o próprio mercado veterinário passa por um processo de amadurecimento. Liderança, produtividade, planejamento, posicionamento e gestão financeira já fazem parte da rotina de quem administra clínicas e hospitais, independentemente do porte da operação.

    O tema também se conecta à experiência do Grupo +Pet, que vem expandindo nacionalmente um modelo verticalizado de saúde veterinária, reunindo planos de saúde, clínicas satélites, hospitais, tecnologia e telemedicina. A convivência com operações de diferentes portes e níveis de complexidade amplia o repertório de gestão levado para a iniciativa.

    Para João Marcos, o avanço técnico do setor precisa ser acompanhado por uma evolução equivalente na forma de administrar os negócios.

    “O mercado veterinário avançou muito tecnicamente nos últimos anos. Agora existe outro desafio: profissionalizar cada vez mais a gestão. Quanto mais preparados estiverem os empresários veterinários, mais sustentável será o crescimento de toda a cadeia”, afirma.

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