A partir de fevereiro, o Ministério da Saúde incorpora ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) e oferece ao público, gratuitamente, a vacina contra a dengue — a Qdenga, fabricada pelo laboratório japonês Takeda Pharma. Podem ser vacinados aqueles que já tiveram dengue ou que nunca foram infectados. De acordo com o infectologista Munir Akar, o imunizante é indicado para pessoas com idades entre 4 e 60 anos. “Como é de vírus vivo, é contraindicada para imunossuprimidos e gestantes”, alerta.
O médico lembra que a vacina deve ser administrada em duas doses, com intervalo de 3 meses. O infectologista comenta também ser difícil a vacina erradicar a dengue. No entanto, ele acredita que pode ocorrer uma diminuição nos casos de áreas de risco, sendo um importante meio de controlar a doença. Além disso, conforme o Ministério da Saúde, o início da vacinação será focado nos públicos e regiões prioritárias em que a escala é baseada na incidência de casos de dengue.

A segurança e a eficácia da vacina foram comprovadas por meio de dados técnicos e científicos, segundo o Ministério da Saúde. O ciclo completo de imunização é atingido com as duas doses. Nos ensaios clínicos, a Qdenga apresentou eficácia geral de 80,2% contra a dengue causada por qualquer sorotipo após 12 meses da segunda dose. A vacina também reduziu as hospitalizações em 90%. Para avaliação de eficácia, imunogenicidade e segurança da vacina Qdenga, ao todo, 18 estudos clínicos — sete estudos de fase 3, seis estudos de fase 2 e cinco estudos de fase 1 com cerca de 27.000 participantes de regiões endêmicas e não endêmicas de dengue, cobrindo uma faixa etária de 1,5 a 60 anos, foram conduzidos.
