Êxito do PNI ajudou na erradicação de doenças
Hoje, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) completa 50 anos. A linha do tempo mostra vários desafios enfrentados para conter e reduzir a transmissão de doenças, as ocorrências de casos graves e óbitos, com fortalecimento de ações integradas de vigilância em saúde para promoção, proteção e prevenção em saúde para a nossa população. O saldo é vitorioso quando olhamos os resultados ao longo desses anos.
Em matéria publicada pela Agência Brasil, pertencente à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o historiador Carlos Fidelis conta que o PNI foi criado em 1973 após a experiência bem-sucedida do Brasil em eliminar a varíola, primeira doença extinta do planeta graças às vacinas, e que antes disso matou mais de 300 milhões de pessoas apenas durante o século XX.
De acordo com o Ministério da Saúde, o PNI é patrimônio dos brasileiros e referência internacional. Ele elabora a política de vacinação do Brasil desde a compra das vacinas de rotina até a definição do público que será imunizado. O programa de imunizações brasileiro oferece, de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 32 imunizantes para diversas doenças, sendo 17 vacinas para crianças, sete para adolescentes, cinco para adultos e idosos e três para gestantes. Todas fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação, um documento que estabelece a aplicação das vacinas de rotina para cada fase da vida.

Segundo o infectologista Munir Akar, as vacinas estão entre os fatores de maior impacto na saúde humana nos últimos anos. “Com certeza o uso da água potável e o surgimento das vacinas foram as duas principais conquistas que possibilitaram a diminuição da mortalidade infantil e o aumento da expectativa de vida. O PNI é um sucesso. O maior programa de vacinação universal gratuita do mundo, responsável pela eliminação da varíola, da poliomielite, do sarampo e tornando raras doenças graves como a difteria, tétano, rubéola, caxumba, varicela”, comenta.
