De 3 a 10 de outubro de 2026, a Imersão Encantar percorrerá São Francisco e outras cidades da Califórnia com uma agenda dedicada à inteligência artificial, robótica, logística e novos modelos de gestão. A jornada inclui visitas a empresas, universidades e centros de pesquisa para mostrar como essas tecnologias estão sendo incorporadas às operações.
Entre os mentores da Imersão Encantar Vale do Silício está Bethel Lombardi, bacharel em Ciências Contábeis e fundador da Encantar Mentory, empresa que orienta empresários na construção de estratégias de fidelização, jornada do consumidor e crescimento de receita. Especialista em experiência do cliente e empresário com mais de 24 anos de atuação, ele participará das discussões sobre como práticas observadas em organizações globais podem ser adaptadas aos negócios brasileiros.
A iniciativa ocorre quando a adoção da inteligência artificial avança mais rapidamente do que sua capacidade de gerar retorno financeiro. Pesquisa global da McKinsey, divulgada em agosto de 2026, mostra que quase nove em cada dez entrevistados relatam o uso regular da tecnologia em pelo menos uma função. Embora 44% afirmem que ela já ganhou escala em toda a organização, apenas 37% identificam impacto positivo sobre o lucro operacional.
Para o especialista, a diferença entre uso e resultado mostra que a discussão ultrapassou a escolha de ferramentas.
“Muitas lideranças ainda tentam estabelecer uma conexão entre a inteligência artificial, os processos, os clientes e a geração de receita. A imersão permitirá observar como grandes organizações estruturam essa execução e quais princípios podem ser levados à realidade brasileira”, afirma.
Por que o Vale continua no topo
A região manteve em 2026 a primeira posição no ranking mundial de ecossistemas de startups elaborado pela Startup Genome. O Ecosystem Value, indicador calculado a partir do valor das empresas e das operações de saída registradas entre o segundo semestre de 2023 e o fim de 2025, chegou a US$3 trilhões.
O AI Index Report 2026, produzido pelo Stanford HAI, aponta que os investimentos privados em inteligência artificial nos Estados Unidos alcançaram US$285,9 bilhões em 2025. O país também registrou 1.953 negócios do setor financiados pela primeira vez no período, mais de dez vezes o total da nação seguinte no levantamento.
Na avaliação do empresário, a concentração de recursos e talentos explica parte da velocidade observada no polo, mas não deve ser analisada isoladamente.
“O mais importante é entender as decisões, a cultura e os processos que sustentam essa capacidade de testar e executar. Sem essa leitura, a inovação corre o risco de permanecer como uma referência distante”, ressalta.
De Stanford à Amazon
As atividades começam em 3 de outubro, com a chegada dos participantes e um encontro de abertura. No dia seguinte, haverá uma conversa com executivos do setor de tecnologia sobre o futuro do trabalho e as mudanças provocadas pela inteligência artificial.
Em 5 de outubro, o roteiro passa pelo HP Garage, pelo local ligado ao início da Apple, pelo Apple Park Visitor Center, pela Universidade Stanford e pela d.school. As atividades abordarão a formação do polo tecnológico, a cultura de inovação e o desenvolvimento de soluções.
No dia 6, os participantes entrarão na operação da Salesforce, em São Francisco, e visitarão a Plug and Play, plataforma que conecta startups, investidores e grandes corporações. Também estão previstos encontros com profissionais ligados à Disney e à Globo International, além de uma experiência com o Foldscope, microscópio portátil desenvolvido a partir de pesquisas realizadas em Stanford.
A agenda de 7 de outubro inclui acessos internos à Tesla, ao Googleplex, em Mountain View, e ao campus da Microsoft. Veículos autônomos, educação e aplicações tecnológicas em diferentes setores estarão entre os temas discutidos.
No dia seguinte, os empresários visitarão a Universidade da Califórnia em Berkeley e a Circuit Launch, centro dedicado à robótica, realidade virtual e desenvolvimento de equipamentos. Alex Dantas, CEO da organização, conduzirá uma conversa sobre a evolução tecnológica e seus efeitos sobre os negócios e a sociedade.
O último dia de conteúdo, em 9 de outubro, reunirá profissionais com atuação em Netflix, Apple e Zoox. A programação terminará dentro de um centro de distribuição da Amazon, onde serão apresentadas aplicações de robótica, logística inteligente e gestão operacional. O encerramento ocorrerá em 10 de outubro.
O teste começa na volta ao Brasil
Segundo a McKinsey, apenas 6% dos entrevistados pertencem a organizações classificadas como de alto desempenho no uso de inteligência artificial. Esse grupo atribui impacto de pelo menos 5% sobre o lucro operacional à tecnologia e considera significativo o valor gerado por ela.
Os ganhos de receita aparecem com maior frequência em marketing e vendas, seguidos pelo desenvolvimento de produtos e serviços e pela engenharia de software. Inovação, diferenciação competitiva e satisfação do cliente também estão entre os benefícios citados pelos participantes da pesquisa.
Para o fundador da Encantar Mentory, a utilidade do conteúdo dependerá das decisões tomadas após a viagem.
“A experiência do cliente não melhora apenas porque uma nova ferramenta foi contratada. O resultado depende da integração entre dados, processos, liderança e autonomia da equipe. O conhecimento adquirido precisa chegar às escolhas feitas depois da volta ao Brasil”, aponta.
Evento
Imersão Encantar Vale do Silício
Data: 3 a 10 de outubro de 2026
Local: São Francisco e região do Vale do Silício, Califórnia, Estados Unidos
