A sensação de que o conteúdo ficou mais óbvio é consequência de um cenário em que o público está cada vez menos presente mentalmente. A atenção virou ativo escasso. Quando a atenção diminui, o desafio passa a ser como despertar interesse e criar um relacionamento. Atualmente competimos com notificações, múltiplas telas, ansiedade e excesso de informação. A pesquisa ‘Consumer Pulse’ aponta que os brasileiros passam, em média, mais de 9 horas por dia navegando na internet, e mais de 3 horas desse tempo são passadas somente nas redes sociais. Quando a rotina já vem carregada desse nível de estímulo, é natural que o público chegue ao evento com menos “espaço mental” para absorver profundidade. Nesse contexto, marcas e eventos passaram a criar experiência para que o público se conecte e fique engajado na mensagem que a marca quer distribuir.
A edição brasileira do Edelman Trust Barometer 2026 – Relatório Especial: Crescimento de Marcas em Meio à Insularidade, aponta que a relação do público com a marca está cada vez mais ligada à identificação, confiança e pertencimento. Segundo o relatório, uma experiência direta do consumidor com a marca é o principal fator considerado por eles para avaliar se um produto atende às suas necessidades, fazendo com que a experiência seja o principal caminho para construir relevância.
O comportamento mudou, e as pessoas chegam aos eventos querendo experiências que as conectam à marca, em que o conteúdo seja interessante para ser vivido e compartilhado. Uma pesquisa da Pew Research Center, de janeiro deste ano, mostra que 41% das pessoas já declararam estar online “quase constantemente”. Para quem constrói negócios no dia a dia, essa mudança exige adaptação constante, teste, ajuste e equipe alinhada. Com a atenção dividida entre o que está acontecendo no real e o que está acontecendo na tela, as marcas buscam maneiras de sair no digital e estarem presentes por meio do brand experience em eventos, para construírem emoções e sensações para serem lembradas e não apenas esquecidas em segundos como conteúdos vistos nas redes.
O que percebemos na prática é que as marcas têm que se destacar em meio a anúncios e informações diante das telas, e elas recorrem ao real, onde o consumidor se sente parte da marca. Assim, eventos e experiências continuam sendo territórios potentes de conexão e precisam ser desenhados considerando o novo nível de exigência do consumidor.
A relevância é construída no dia a dia, em uma sequência de entregas consistentes, coerentes e bem executadas. Ao longo da minha trajetória, percebi que as melhores estratégias surgem quando levamos a experiência ao público, quando diferentes especialidades se complementam e cada profissional contribui com aquilo que faz melhor. É desse encontro de visões, alinhadas por um mesmo objetivo, que surgem experiências mais relevantes, sólidas e sustentáveis no longo prazo.
Outro aprendizado importante é entender que consistência gera confiança. As marcas que conseguem construir relações duradouras com seus consumidores são aquelas que mantêm uma linha clara de atuação, construindo memórias com o público e entregando experiências bem pensadas. E isso se conquista com clareza, constância e trabalho bem feito ao longo do tempo. Porque conteúdo relevante depende, acima de tudo, de compreender de forma genuína quem está do outro lado.

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Nesse cenário, o Méqui pode ser considerado um exemplo de marca que construiu uma presença consistente e sabe transformar grandes eventos em oportunidades para se aproximar do público. Ao participar de diferentes momentos culturais, como Copa, ativações com filmes, e novos lançamentos, a marca busca criar experiências que conversem com os interesses de seus consumidores. Essa constância faz com que o público reconheça a presença do Méqui e associe a momentos de diversão, conexão e entretenimento. Então compreender como participar de eventos de forma relevante, aproximando as pessoas da experiência e fortalecendo uma relação a cada ação, é a parte fundamental para criar essa confiança.
