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    Home»Últimas»Nível do Cantareira fica acima do esperado e gestão da demanda noturna será reduzida de 10 para 8 horas
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    Nível do Cantareira fica acima do esperado e gestão da demanda noturna será reduzida de 10 para 8 horas

    Chuvas e afluências acima do previsto, somadas aos resultados de uma gestão hídrica eficiente, impactaram positivamente gerando mudança da faixa 3 para a faixa 2. Volume ficou 2,69% acima do projetado
    JoaoBy Joao3 de agosto de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    A partir de agosto a redução da pressão da água no período noturno pela Sabesp, a chamada Gestão de Demanda Noturna (GDN), será reduzida de 10 para 8 horas, seguindo metodologia de gestão hídrica adotada pelo Governo. A medida foi deliberada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) nesta sexta-feira (31), seguindo recomendação do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica, composto pela Arsesp e pela SP Águas. Pela deliberação, o novo horário passa a ser de 22h às 6h.

    A redução se dá por causa da mudança da faixa 3 para a 2 na curva de contingência do Cantareira que integra a metodologia de gestão hídrica do Estado de São Paulo. A melhora nas condições é resultado de chuvas e afluências acima do previsto na região do sistema no mês de junho e na semana de 20 a 26 de julho, quando foi registrado volume de 31,6 milímetros de chuva, 177% acima do previsto nos modelos meteorológicos.

    O município de Extrema (MG), localizado na bacia do rio Jaguari, uma das principais áreas de contribuição hídrica para o Sistema Cantareira, registrou precipitação de 61,2 mm na penúltima semana de julho, equivalente a 144,3% da média climatológica do mês para o sistema.

    Em junho o acumulado de chuvas foi de 103,2 mm, quase o dobro do registrado em maio (53,5 mm), resultando em volume útil observado de 39,9%, superior ao esperado de 37,8%, um ganho de 2,1%.

    Também contribuíram para a melhora nas condições a eficiência do trabalho de gestão hídrica feito pelo Governo. A Gestão de Demanda Noturna, iniciada em agosto de 2025, já proporcionou economia de 183 bilhões de litros de água. Esse volume acumulado até o momento equivale a uma represa Guarapiranga cheia, suficiente para abastecer 32 milhões de pessoas por 30 dias.

    “Choveu mais que o esperado, e isso apareceu principalmente nas afluências — na água que chega aos reservatórios. Mas é importante dizer: continuamos com acumulados baixos na série histórica. O volume útil de hoje não está acima da média histórica; ele está 2,67% acima do que projetávamos para julho. Ou seja, a reservação respondeu positivamente e estamos rodando acima da curva projetada para o período”, explica a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

    Ela enfatiza que a redução não representa situação confortável e que a população precisa seguir com o consumo consciente de água.

    “Estamos cumprindo o previsto na metodologia, buscando sempre o melhor equilíbrio entre a preservação dos reservatórios e a garantia do menor impacto possível para a população. Mas é fundamental que todos compreendam que São Paulo vive uma situação crônica de escassez e que o uso consciente precisa fazer parte da rotina diária em todos os períodos, seja no chuvoso ou no seco”, afirma.

    Operação do Sistema Cantareira

    A mudança de faixa prevista no contexto da metodologia de gestão hídrica do Estado de São Paulo é diferente da aplicada pela Agência Nacional de Águas (ANA) e SP Águas no que diz respeito à operação do Sistema Cantareira. Nesta, o sistema permanece na Faixa 3 – Alerta, que estabelece que a Sabesp poderá retirar até 27 metros cúbicos por segundo do Cantareira.

    Mais resiliência

    Além de acompanhar diariamente a situação dos reservatórios, o Governo também monitora o avanço de obras essenciais para a ampliação da resiliência da Região Metropolitana de São Paulo.

    Entre as entregas já realizadas pela Sabesp estão a Transferência Itapanhaú, com acréscimo de 2 mil litros por

    segundo de água bruta e investimento de R$ 161 milhões, e a Transferência Guaratuba, com aumento de 200 litros por segundo e aporte de R$ 10 milhões. Também estão sendo investidos R$ 525 milhões na implantação de 31 reservatórios em 24 centros de reservação da Região Metropolitana de São Paulo, aumentando em 202.500 metros cúbicos essa capacidade. Essas obras se somam a outras iniciativas já em operação que contribuem para ampliar a oferta hídrica, como as interligações entre sistemas produtores da Região Metropolitana de São Paulo, as ampliações realizadas nos sistemas Cantareira e Alto Tietê, além do Aquapolo, referência em reuso de água para fins industriais.

    Até dezembro de 2026, estão previstos o tratamento por membrana na ETA Rio Grande, com ganho de 500 litros por segundo e investimento de R$ 95 milhões e o retrofit da ETA Baixo Cotia, com ampliação de mil litros por segundo e aporte de R$ 357 milhões. Para 2027 está programada a conclusão da Transposição Billings-Taiaçupeba, que adicionará 4 mil litros por segundo de água bruta, com investimento de R$ 1,4 bilhão.

    Água Arsesp extrema Governo de São Paulo Infraestrutura Natália Resende notícias Sabesp Sistema Cantareira SP Águas
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