O mercado imobiliário brasileiro continua movimentando volumes relevantes, mas o ambiente de negócios exige decisões cada vez mais sofisticadas. A combinação entre juros elevados, necessidade de eficiência na alocação de capital, gestão de terrenos, governança e transformação do ambiente jurídico está aproximando temas que tradicionalmente eram tratados de forma separada dentro das empresas.
No primeiro semestre de 2026, foram comercializadas 226.536 unidades residenciais novas no país, alta de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Em São Paulo, foram comercializadas 118,1 mil unidades residenciais novas entre agosto de 2025 e julho de 2026, de acordo com o Secovi-SP.
O volume mostra que o mercado segue ativo, mas também evidencia um cenário em que crescer não significa apenas encontrar oportunidades: significa saber onde alocar capital, quais riscos assumir e como estruturar decisões de longo prazo.
Se o mercado está ficando mais complexo, também muda o tipo de conversa que suas lideranças precisam ter. É justamente essa discussão que estará no centro do Amazonita Summit 2026, que acontece em 22 de outubro, em São Paulo.
A primeira edição aberta ao mercado do Clube Amazonita, think tank do Instituto Mulheres do Imobiliário (IMI) formado por lideranças C-level do setor, reunirá profissionais de incorporação, construção, direito, mercado financeiro, proptechs e investimentos para discutir temas que passaram a ocupar um espaço cada vez mais estratégico nas decisões do setor: aquisição e gestão de terrenos, governança, risco, mercado de capitais e as transformações jurídicas relacionadas à propriedade.
O encontro é aberto a profissionais de todos os gêneros e busca reunir diferentes perspectivas e experiências em torno dos desafios e transformações do mercado imobiliário.
Quando o terreno deixa de ser apenas estoque
Um dos debates do encontro será dedicado ao land bank, colocando em discussão a gestão de terrenos como decisão estratégica de longo prazo. Em um ambiente de capital mais caro, manter terrenos no portfólio envolve mais do que identificar boas localizações. A decisão passa por custo de capital, prazo, potencial de desenvolvimento, risco e capacidade de transformar aquele ativo em resultado.
Essa mudança desloca o land bank de uma discussão predominantemente imobiliária para uma discussão também financeira e estratégica. O painel “Land Bank estratégico – terra como ativo de longo prazo” abordará justamente essa relação entre aquisição, gestão e estratégia empresarial.
Governança deixa de ser suporte e passa a fazer parte da estratégia
A mesma lógica aparece na discussão jurídica. Em um mercado em que decisões de investimento envolvem volumes elevados de capital e diferentes estruturas de operação, questões jurídicas e de governança podem influenciar diretamente risco, velocidade de decisão e capacidade de execução.
O painel “Jurídico e governança: o risco como vantagem competitiva” discutirá como empresas podem incorporar essas dimensões à própria tomada de decisão. A programação também aborda as transformações no ambiente jurídico da propriedade no painel “Notariado e o futuro jurídico da propriedade”, aproximando profissionais do direito, mercado imobiliário e instituições ligadas ao notariado.
Entre os participantes estão Flávia Ribeiro, presidente da Comissão de Direito Imobiliário do IASP; Fernanda de Freitas Leitão, tabeliã do 15º Ofício de Notas do Rio de Janeiro; Ana Paula Frontini, presidente do Colégio Notarial de São Paulo; Martina Zajakoff, sócia da área imobiliária do Machado Meyer; Gabriela Aidar, sócia do Duarte Garcia, Serra Neto e Terra Advogados; Andréa Hitelman, sócia-fundadora do Ferreira e Hitelman Advogados; Vitória Herendi, head de produto imobiliário do Banco PINE; e Carla Freitas, da área de gestão e comercialização de ativos imobiliários do Grupo Santander.
Quem participa das decisões também está mudando
Além da transformação das decisões, o Summit coloca em pauta quem ocupa os espaços onde essas decisões são tomadas. A programação inclui Elisa Rosenthal, presidente do Instituto Mulheres do Imobiliário, e Ana Beatriz Barbosa Ponte, diretora do núcleo Amazonitas.
Para Rosenthal, ampliar a diversidade de perfis nas posições de decisão acompanha uma transformação mais ampla do setor.
“O mercado imobiliário está passando por um momento em que decisões sobre capital, terrenos, tecnologia, governança e novos modelos de negócio precisam ser discutidas de forma cada vez mais integrada. O Amazonita Summit vem para colocar diferentes especialidades e, principalmente, diferentes lideranças em diálogo, ampliando a participação das mulheres nesses espaços de decisão.”
À frente do Clube Amazonita, Ana Beatriz Barbosa Ponte destaca justamente a conexão entre diferentes especialidades.
“O Amazonita foi criado para conectar profissionais da alta liderança que estão tomando decisões relevantes no mercado imobiliário e criar um espaço em que diferentes perspectivas possam se encontrar. Ao abrir essa conversa para um público mais amplo, o Summit amplia a rede e coloca na mesma mesa profissionais de diferentes áreas, com experiências e desafios complementares.”
Mais do que reunir especialistas, a proposta do encontro é colocar em diálogo áreas que participam de uma mesma decisão, mas que nem sempre estão na mesma mesa. A discussão sobre terrenos passa a conversar com capital; governança, com estratégia; e direito, com novos modelos de negócio.
É essa intersecção que ajuda a explicar o momento atual do setor: em um mercado mais complexo, a capacidade de conectar diferentes perspectivas pode se tornar tão importante quanto a própria oportunidade identificada.
Amazonita Summit 2026
Data: 22 de outubro de 2026
Horário: das 17h30 às 21h
Local: Comark Audi Faria Lima – Av. Brig. Faria Lima, 3244 – Itaim Bibi – SP/SP
Ingressos disponíveis no site do evento: https://instituto.mulheresdoimobiliario.com.br/amazonita-summit-2026
