Campanha busca ampliar a conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais
São Paulo, 18 de maio de 2026 — Dor abdominal, diarreia, fadiga intensa e perda de peso sem explicação podem parecer sintomas comuns ou associados a fatores pontuais, como estresse ou alimentação. No entanto, quando persistem ou se repetem, podem estar relacionados a uma condição mais complexa: as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) – grupo de condições crônicas que inclui principalmente a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa [1].
Os sinais de alerta ganham espaço no debate público ao longo do Maio Roxo, mês dedicado à conscientização sobre essas doenças, à importância de reconhecer os sintomas e conversar com um especialista para um diagnóstico mais precoce e assertivo.
No Brasil, as Doenças Inflamatórias Intestinais têm apresentado crescimento nos últimos anos. Um estudo nacional publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Américas, com base em dados de mais de 200 mil pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mostrou que a prevalência dessas doenças aumentou de 30 para 100 casos por 100 mil habitantes entre 2012 e 2020, um crescimento de aproximadamente 233% no período [2].
O aumento dos diagnósticos pode estar associado a diferentes fatores, como mudanças no estilo de vida, aumento no consumo de alimentos ultraprocessados e a avanços na capacidade de identificação da doença pelos sistemas de saúde. No entanto, esse cenário não elimina um desafio central: o atraso no diagnóstico precoce, frequentemente relacionado ao desconhecimento sobre as DIIs e à tendência de minimizar os sintomas recorrentes. Como resultado, muitos pacientes demoram a buscar ajuda médica especializada, o que pode comprometer o manejo da doença desde os estágios iniciais [3].
“Sintomas como dor abdominal recorrente, diarreia persistente, fadiga constante ou presença de sangue nas fezes ainda são frequentemente minimizados ou tratados como algo passageiro, o que pode atrasar a busca por avaliação médica. Quando esses sinais deixam de ser reconhecidos como um possível alerta de saúde, o paciente tende a adiar a investigação adequada. Ampliar o acesso à informação é fundamental para favorecer o diagnóstico no momento oportuno e aumentar as chances de controle das DIIs” afirma Vivian Lee, diretora executiva de Medical Affairs da Takeda no Brasil.
Identificar os sinais é fundamental
Além dos sinais de alerta mais comuns, as Doenças Inflamatórias Intestinais impactam diferentes dimensões da vida do paciente. Pessoas que vivem com essas condições apresentam maior prevalência de sintomas de ansiedade e depressão entre pessoas que vivem com essas doenças, além de efeitos sobre a vida social, a sexualidade e aspectos relacionados à nutrição, o que reforça a importância de uma abordagem integral no cuidado [3].
A orientação de especialistas é buscar avaliação médica sempre que esses sintomas sejam persistentes ou progressivos. O gastroenterologista e o coloproctologista são os profissionais indicados para conduzirem a investigação, que pode incluir exames laboratoriais, endoscópicos e de imagem, como colonoscopia, além de testes inflamatórios específicos [1,3].
O diagnóstico precoce é fundamental para reduzir complicações, controlar a inflamação e contribuir para a melhora na qualidade de vida do paciente.
Embora possam surgir em qualquer idade, as DIIs frequentemente se manifestam na vida adulta [3], período em que os sintomas podem ser confundidos com alterações gastrointestinais comuns do cotidiano ou até mesmo ao stress. Dados da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn indicam que muitos pacientes vivem por meses — ou até anos — com os sintomas antes de chegar ao diagnóstico correto, o que pode levar à progressão da doença e a impactos significativos na rotina, no trabalho e na saúde emocional [3].
“As Doenças Inflamatórias Intestinais trazem um impacto muito grande para os pacientes e para todos que estão ao seu redor — familiares, amigos, companheiros e cuidadores. Como associação de pacientes, a ABCD trabalha há 27 anos com esse tema para contribuir com a redução desse impacto, especialmente porque ainda há muito constrangimento em falar sobre sintomas como diarreia, perda de peso e urgências. Iniciativas como o maio Roxo são fundamentais para ampliar a comunicação sobre o tema e estimular a busca por ajuda mais precocemente, favorecendo o diagnóstico e o cuidado com as DIIs. Afinal, a conscientização sobre o impacto dessas doenças é uma responsabilidade de todos nós”, explica Marta Machado, presidente da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn.
As Doenças Inflamatórias Intestinais trazem um impacto muito grande para os pacientes e para todos que estão ao seu redor — familiares, amigos, companheiros e cuidadores. É pela diminuição deste impacto que trabalhamos, uma vez que falar de diarreias, perda de peso, urgências de todas as naturezas, é muito complicado e até mesmo constrangedor. Como associação de pacientes a ABCD trabalha 27 anos diária com este tema, mas são estes marcos como o maio Roxo que nos ajudam a exercitar a comunicação ampla e livre sobre o assunto, porque é este o caminho que leva os pacientes a pedir ajuda mais precocemente. Sinalizam um momento de reflexão, porque a conscientização do impacto das DIIs, é uma responsabilidade de todos nós.
Como parte das ações do Maio Roxo, a Takeda realiza uma campanha de conscientização para ampliar o conhecimento sobre as DIIs e incentivar o reconhecimento de sintomas intestinais recorrentes, reforçando a importância da avaliação médica adequada. Dentre as iniciativas, estão vídeo educativo desenvolvido em parceria com a ilustradora e criadora de conteúdo Rafaela Tuma, uma cartilha informativa voltada a pacientes e cuidadores e materiais publicados no portal Futuro da Saúde.
Para além da campanha do Maio Roxo, a Takeda mantém um compromisso contínuo de atenção às Doenças Inflamatórias Intestinais no Brasil, por meio do apoio à educação médica continuada, da promoção de fóruns de diálogo entre especialistas e da colaboração com sociedades médicas e associações de pacientes. Essas iniciativas buscam contribuir para o aprimoramento do cuidado e para avanços concretos na jornada das pessoas que vivem com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa no país.
Referências
- Crohn’s & Colitis Foundation. Inflammatory Bowel Disease (IBD): Symptoms. Disponível em: https://www.crohnscolitisfoundation.org/patientsandcaregivers/what-is-crohns-disease/symptoms . Acessado em: março de 2026.
- Quaresma AB, Damiao AOMC, Coy CSR, et al. Temporal trends in the epidemiology of inflammatory bowel diseases in the public healthcare system in Brazil. Lancet Regional Health – Americas. 2022;13:100298. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36777324/ . Acessado em: março de 2026.
- ABDC – Associação Brasileira de Doença de Crohn e Colite. Jornada do Paciente com Doença Inflamatória Intestinal. São Paulo; 2017. Disponível em: https://abcd.org.br/wp-content/uploads/2017/12/JORNADA_DO_PACIENTE_PRINCIPAIS_RESULTADOS.pdf. Acessado em: março de 2026.
Sobre a Takeda
A Takeda trabalha para melhorar a saúde das pessoas e criar um futuro melhor para o mundo. Nosso objetivo é descobrir e oferecer tratamentos que transformem vidas em nossas principais áreas terapêuticas e de negócios, incluindo gastrointestinal, doenças raras, terapias derivadas de plasma, neurociência, oncologia e vacinas.
Junto com nossos parceiros, buscamos melhorar a experiência do paciente e ampliar as possibilidades de tratamento por meio de um pipeline dinâmico e diverso.
Com sede no Japão, a Takeda é uma empresa biofarmacêutica global orientada por Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), guiada pelo compromisso com pacientes, pessoas e planeta.
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