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    Home»Negócios»Jovem da Geração Z transforma estratégia em negócio real com Dark kitchen
    Negócios

    Jovem da Geração Z transforma estratégia em negócio real com Dark kitchen

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio4 de agosto de 2025Nenhum comentário3 Mins Read
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    Aos 28 anos, João Vitor Ramos se torna um franqueado da Tastefy e mostra como a nova geração está redesenhando o futuro do food service no Brasil

    A Geração Z, nascida entre o fim dos anos 1990 e início dos anos 2010, tem sido apontada como uma das mais empreendedoras e digitais da história. Segundo dados da Edelman (2024), 62% dos jovens da Geração Z no Brasil desejam abrir o próprio negócio nos próximos anos — índice que reforça o apetite por autonomia, inovação e impacto. O publicitário João Vitor Ramos de Jesus, 28 anos, é um exemplo claro desse movimento. Após anos atuando nos bastidores da Tastefy, rede especializada em soluções para food service, ele decidiu, juntamente com mais alguns sócios, dar um passo à frente e assumir uma operação própria.

    “Eu já conhecia o modelo, o ecossistema e o suporte. Acreditava no potencial de crescimento do delivery e na mudança de comportamento do consumidor, cada vez mais digital. Quando vi a estrutura da Tastefy por dentro, tive certeza de que era o momento de investir”, conta João.

    Formado em Publicidade e Propaganda, ele já atuava na holding com gestão e desenvolvimento de marcas. Mas o que parecia estabilidade virou virada de chave: agora, além de pensar estratégias, ele vive o dia a dia da operação. “A maior transformação foi sair do plano das ideias e entender o peso da execução. Tudo importa no delivery — do tempo de entrega à embalagem.”

    Essa imersão completa trouxe uma visão ampliada, segundo ele. “Hoje, meu olhar é mais pragmático. Entendi que operação bem executada sustenta marca, e não o contrário.” Desde a abertura da unidade, a operação vem crescendo mês a mês, com aumento no número de pedidos, no ticket médio e, principalmente, na fidelização da base de clientes.

    João destaca ainda o ritmo acelerado das decisões, o papel dos dados e a lógica completamente diferente de uma operação tradicional. “Não temos salão. Isso muda tudo. Nosso foco é 100% em entrega. Isso exige treinamento, padrão e consistência.”

    Apesar dos desafios, ele acredita que esse modelo representa o futuro do food service no Brasil. “É mais enxuto, testável, escalável e conversa com o comportamento real do consumidor atual. A digitalização não é tendência, é estrutura.”

    O apoio da franqueadora foi determinante na trajetória. “Não operamos sozinhos. Temos suporte constante do cardápio à estratégia comercial. Isso faz muita diferença na estabilidade da operação e nas decisões para escalar.”

    A expectativa para este primeiro semestre de operação é promissora: a unidade deve alcançar R$ 450 mil em faturamento até o fim de 2025 — um resultado 87,5% acima da média da rede. Com maior estabilidade, processos cada vez mais eficientes e foco na fidelização dos clientes, a operação demonstra forte potencial de escala e consolidação no mercado de delivery.

    Para João, o mais relevante não são os números isolados, mas o processo. “A Tastefy me ensinou que empreender não é só sobre correr riscos, mas sobre construir com inteligência. Hoje, me vejo não só como gestor, mas como alguém que entendeu o valor de tirar ideias do papel com responsabilidade.”

    Num setor cada vez mais competitivo, a história de João Vitor mostra que não basta ter uma boa ideia: é preciso ter preparo, dados, e um ecossistema confiável ao redor. E a Geração Z, ao que tudo indica, está pronta para liderar essa nova era do empreendedorismo alimentar — sem balcão, sem salão, mas com muita estratégia.

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