São Paulo registrou 1.511 eventos B2B de grande porte em 2025, alta de 22% sobre o ano anterior, segundo o Barômetro Eventos B2B da UBRAFE e da São Paulo Turismo. Foram aproximadamente 8 milhões de participantes e impacto econômico estimado em R$14 bilhões. Com o setor aquecido, a tecnologia em eventos corporativos passou a ganhar mais peso na escolha dos espaços e na experiência do público.
Para João Paulo Ugioni, administrador de empresas, fundador e CEO da Altus Eventos, empresa especializada em locação e gestão de espaços e produção de eventos corporativos em São Paulo, recursos tecnológicos deixaram de ser itens adicionais.
“Internet, audiovisual, energia e suporte técnico precisam ser considerados desde a escolha do local. Hoje, fazem parte da estrutura básica de um evento corporativo”, afirma.
Tecnologia em eventos corporativos entra na escolha do espaço
O Cvent Planner Sourcing Report 2026, realizado com mais de 1.650 profissionais de eventos, aponta que 75% já utilizam inteligência artificial na busca e seleção de locais. Outros 84% acreditam que a ferramenta terá impacto de moderado a elevado sobre o setor neste ano.
Além da IA, a internet de alta capacidade, painéis de LED, transmissão ao vivo, credenciamento digital e sistemas integrados de som e iluminação passaram a influenciar o planejamento de convenções, congressos, imersões, treinamentos e encontros executivos.
“Um evento pode ter ótimo conteúdo, mas, se a conexão não suportar o público ou o audiovisual falhar, a experiência é prejudicada. Por isso, avaliar a capacidade técnica do espaço antes da contratação se tornou uma etapa importante”, explica o CEO da Altus Eventos.
Experiência do participante ganha peso
A tecnologia também mudou a forma de medir o resultado dos encontros. Segundo a Cvent, 63% dos profissionais entrevistados consideram o engajamento dos participantes seu principal indicador de sucesso.
O levantamento mostra ainda que 48% procuram espaços fora da hotelaria tradicional, principalmente em busca de flexibilidade, melhor experiência para o público e adequação de custos.
Esse movimento coloca conectividade, acústica, iluminação, telas e possibilidades de transmissão entre os critérios avaliados antes da contratação. O espaço deixa de funcionar apenas como endereço e passa a fazer parte da concepção do evento. “O participante não separa o conteúdo da qualidade do som, da imagem ou da internet. Quando a estrutura falha, isso pode comprometer a percepção sobre todo o encontro”, ressalta Ugioni.
Infraestrutura passa a fazer parte da estratégia
Para o CEO, a tendência é que as empresas observem com mais atenção o que cada espaço consegue entregar antes de definir o projeto técnico. “Não se trata de colocar tecnologia em tudo. O importante é identificar quais recursos ajudam o evento a cumprir seu objetivo é garantir que exista estrutura para isso. A tecnologia em eventos corporativos funciona melhor quando está integrada ao planejamento”, conclui.
