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    Governo de SP intensifica preparativos para onda de calor com ações integradas de prevenção a incêndios

    Uso de tecnologia, reforço de equipes e treinamentos coordenados entre órgãos estaduais e municipais compõem a estratégia da Semil para proteger parques e a população durante período de altas temperaturas e baixa umidade
    JoaoBy Joao17 de agosto de 2026Nenhum comentário6 Mins Read
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    Diante da previsão de uma nova onda de calor, que deve atingir o Estado de São Paulo na próxima semana, com temperaturas até 7°C acima da média em algumas regiões, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), estruturou um plano de ação que articula tecnologia de ponta, reforço de equipes em campo e treinamentos integrados para prevenir incêndios florestais e proteger a população. A estratégia coloca a prevenção no centro da atuação, mobilizando a Fundação Florestal, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e órgãos de outras secretarias, como a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar Ambiental, em um esforço coordenado para reduzir os riscos associados ao calor intenso, à baixa umidade do ar e à vegetação ressecada.

    A combinação entre calor, baixa umidade e vegetação ressecada aumenta a possibilidade de ocorrência e propagação de incêndios. Como parte da estratégia integrada de enfrentamento à onda de calor, a Defesa Civil do Estado de São Paulo desempenha um papel central tanto na prevenção quanto na resposta a emergências. O órgão emitiu um alerta para as altas temperaturas, que devem persistir até a próxima quarta-feira (19), com a previsão de que os termômetros fiquem até 7°C acima da média em diversas regiões do interior, podendo alcançar os 40°C em alguns municípios.

    “O cenário de calor intenso e baixa umidade exige atenção redobrada, principalmente porque essas condições aumentam o risco de incêndios e também podem trazer impactos à saúde da população. A Defesa Civil mantém o monitoramento permanente das condições meteorológicas e atua de forma integrada com os municípios e os demais órgãos do Estado para antecipar riscos e acelerar a resposta. Neste período, é fundamental que a população também faça a sua parte, evitando qualquer uso do fogo em áreas de vegetação, mantendo-se hidratada e acompanhando os alertas e as orientações dos canais oficiais”, afirma o Coordenador Estadual de Proteção e Defesa Civil, Coronel PM Rinaldo de Araujo Monteiro.

    Para acompanhar o cenário, o Governo do Estado anunciou a criação de um Gabinete de Crise no Palácio dos Bandeirantes. Essa estrutura visa concentrar e coordenar as ações de todos os órgãos estaduais envolvidos, garantindo uma resposta ágil e eficaz durante o período crítico.

    Ações preventivas – Nas Unidades de Conservação (UCs), a Fundação Florestal intensificou o uso do programa Geointeligência Integrada para Proteção Ambiental, iniciativa que integra os investimentos de R$ 19,3 milhões da Operação SP Sem Fogo. A ferramenta combina imagens de satélite, drones com sensores termais e sistemas de inteligência artificial que cruzam dados como temperatura, umidade, direção dos ventos e quantidade de vegetação seca. O objetivo é antecipar cenários de propagação do fogo, permitindo que as equipes de combate sejam posicionadas de forma estratégica.

    Nos parques urbanos sob gestão da Diretoria de Parques Urbanos (DPU), a estratégia preventiva inclui a manutenção permanente de aceiros – faixas de terreno livres de vegetação que funcionam como barreiras para conter a propagação de eventuais focos de incêndio. A medida é considerada essencial para proteger áreas verdes inseridas em regiões urbanizadas.

    As equipes que atuam nesses parques passam regularmente por treinamentos promovidos pelo Programa SP Sem Fogo. Em caso de identificação de qualquer foco de incêndio, o protocolo estabelece o acionamento imediato do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, além da orientação aos usuários, do isolamento da área e do apoio às equipes responsáveis pelo atendimento da ocorrência.

    Qualidade do ar – Paralelamente às ações de combate a incêndios, a Cetesb ampliou sua rede de monitoramento da qualidade do ar, que conta agora com 85 estações em todo o Estado. Uma nova estação automática entrou em operação em Sapopemba, na zona leste da capital. A companhia também ampliou o monitoramento do material particulado fino (MP2,5), com novos analisadores em Santo André-Capuava, Sorocaba e Campinas-Taquaral.

    A ampliação é particularmente relevante em períodos de tempo seco, quando a baixa umidade e a ocorrência de queimadas podem contribuir para a deterioração da qualidade do ar. Os dados são atualizados em tempo real e divulgados diariamente no Boletim de Qualidade do Ar.

    A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende, reforçou a importância da atuação conjunta entre os órgãos estaduais para enfrentar o período crítico de calor intenso e baixa umidade:

    “A integração entre a Fundação Florestal, a Cetesb, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros é essencial para que possamos atuar de forma preventiva e ágil, protegendo nossas áreas verdes e, principalmente, a população paulista. O investimento em tecnologia e o treinamento contínuo das equipes de campo refletem o compromisso do Governo do Estado com a segurança ambiental e a qualidade de vida da população paulista, em um esforço permanente de antecipação e redução de riscos.”

    Atenção voltada ao interior – As regiões de Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca e Ribeirão Preto estão entre as áreas com previsão de maior elevação das temperaturas, de até 7°C acima da média climatológica. Em outras regiões, como Marília, Bauru, Araraquara, Campinas e a Região Metropolitana de São Paulo, a elevação prevista varia de 3°C a 5°C.

    A orientação das autoridades é que a população evite o uso de fogo para limpeza de terrenos, não descarte bitucas de cigarro em áreas de vegetação seca e redobre os cuidados durante atividades rurais. Também é recomendada a hidratação constante, a redução da exposição ao sol nos horários de maior calor e a diminuição de atividades físicas ao ar livre durante os períodos de temperaturas mais elevadas.

    Com a articulação entre monitoramento meteorológico, tecnologia de prevenção, reforço de equipes e ampliação do acompanhamento da qualidade do ar, o Estado busca reduzir o tempo de resposta a ocorrências e atuar de forma preventiva durante o período de maior vulnerabilidade ambiental.

    SP Sem Fogo – A fase vermelha da Operação SP Sem Fogo 2026 vai até outubro e conta com investimentos da ordem de R$ 400 milhões. A iniciativa busca fortalecer a prevenção e o combate aos incêndios florestais durante o período de estiagem, que, neste ano, pode ser agravado pela atuação do fenômeno El Niño. A estratégia do governo combina tecnologia de ponta, capacitação de agentes, reforço operacional e ações integradas em todas as regiões do Estado.

    Entre as principais inovações estão o Painel de Inteligência SP Sem Fogo, com suporte de inteligência artificial; o sistema Muralha do Fogo; o monitoramento por satélite; e uma parceria inédita com o aplicativo Waze para a detecção colaborativa de focos de incêndio.

    Mais de 3 mil agentes multiplicadores foram capacitados, e 613 municípios aderiram ao Plano de Contingência para Estiagem. A Defesa Civil investiu R$ 90,4 milhões em equipamentos; a Fundação Florestal destinou R$ 19,3 milhões para ações de proteção das Unidades de Conservação; e o DER-SP aplica R$ 288,9 milhões em manutenção preventiva nas rodovias.

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