Em encontro promovido pela agência EAÍ?! Content Experience, executivos da Heineken e a futurista Mônica Magalhães decodificaram as principais tendências da exposição mundial para o mercado brasileiro
Em um mundo saturado pela busca incessante por inovação tecnológica, o futuro das experiências de marca reside na profundidade, na sensorialidade e na transformação do storytelling em “storyliving”, em que o público se torna coautor da narrativa. Essa foi uma das principais conclusões do evento Download Expo 2025: Futuros Vivos, realizado essa semana, no Museu da Imagem e do Som (MIS), pela EAÍ?! Content Experience.
O encontro conectou profissionais brasileiros do marketing com os especialistas que estiveram na comitiva da agência de live marketing para visitar a Expo Mundial em Osaka, no Japão, para traduzir os principais insights do evento que, a cada cinco anos, aponta os caminhos da sociedade. O debate girou em torno das inspirações e tendências percebidas para a comunicação e os negócios nos próximos anos.
Com o tema “Designing Future Society For Our Lives”, essa edição recente provocou os países a apresentarem soluções para os desafios do planeta. Mônica Magalhães, Tech Futurist e pesquisadora de rotas tecnológicas de inovação, que esteve na viagem ao Japão, decodificou a experiência em cinco pilares principais que devem moldar o futuro. Segundo ela, as discussões evoluíram da sustentabilidade para regeneração, focada em criar ciclos positivos; da interação para a coexistência harmônica entre humanos, natureza e máquinas; e da saúde para o bem-estar ampliado, com tecnologia aplicada em novos formatos.
Além disso, ela também destacou a tendência da “Tech For Human”, onde a tecnologia se torna invisível para facilitar a vida sem ser a protagonista, e o conceito de “ciclos”, que provoca uma reflexão sobre o consumo e o ritmo da natureza, para além dos KPIs imediatos.
O grupo de debate, que também contou com Guilherme Bailão, diretor de Brand Experience & Sponsorship da Heineken, e Paulo Farnese, CEO da EAÍ?!, destacou ainda o uso da sensorialidade, o futuro biofílico, o monitoramento dos visitantes com ajuda da inteligência artificial para mensurar e compreender as sensações (ponto bastante sensível na mensuração das ativações de marca) e, sobretudo, a força do storyliving.
“Muito mais do que contar uma história, agora é preciso que o participante faça parte da narrativa e ajude a construí-la na jornada”, explicou Farnese, citando como exemplo o Pavilhão da Polônia, onde os visitantes desenhavam suas próprias plantas, que os guiavam de forma interativa. “O principal ativo de uma marca é o seu poder narrativo”.
Encontrar tantos insights e inspirações em um evento que ainda não entrou no calendário oficial das marcas não foi uma surpresa para a EAÍ?! Content Experience, que vem investindo para aproximar os profissionais brasileiros de tudo o que essa experiência pode proporcionar. Na edição de Dubai, em 2022, foi ela a responsável pela ativação da Usina de Itaipu no Pavilhão Brasil, que alcançou um público de mais de 2 milhões de pessoas e registrou os dias de maior visitação do espaço. “Além da Expo, viajamos por muitas experiências imersivas no Japão que nos fizeram mergulhar no que já fazemos. Voltamos muito animados com tudo o que vimos e com muita oportunidade que temos como marca”, comentou o CEO.
As Expos Mundiais, que existem há mais de 150 anos e já foram palco para a apresentação da Torre Eiffel e do telefone, continuam a ser uma bússola para o futuro. Se em Dubai (realizada em 2022 por conta da pandemia de Covid-19), a IA foi apresentada como gestora de dados, em Osaka (2025), na visão do grupo visitante, ela já se tornou física, com agentes e sensores cada vez mais próximos do público.
A próxima edição, em 2030, já tem destino definido: Riyadh, na Árabia Saudita, com o tema “Foresight For Tomorrow” e com a expectativa de uma IA “sensitiva”, capaz de entender os problemas antes de serem explicados. Em contraponto, espera-se uma forte busca por detox digital e reconexão com o humano e a natureza.
“A Expo Osaka foi uma grande intersecção entre o presente e o futuro, olhando para os principais desafios e trazendo à tona o papel individual de cada um na história do mundo.
Em meio ao imediatismo e à ânsia de inovar, também precisamos pensar no planejamento a longo prazo, no fim das coisas e no impacto real das nossas ações, como indivíduos e marcas”, concluiu Guilherme Bailão.
