O Estadão realizou, na quinta-feira (27), o último encontro do ciclo de debates do Brasil Adiante, iniciativa voltada à discussão dos principais desafios estruturais do País e à construção de uma agenda de propostas para os primeiros 24 meses do próximo governo. Realizado no Museu A Casa do Objeto Brasileiro, em São Paulo, o evento contou com cerca de 50 convidados, entre CEOs, presidentes de grandes corporações, economistas, lideranças empresariais e sociais e acadêmicos.
Durante o evento, foi apresentado o Relatório Final Brasil Adiante 2026, documento que consolida os principais pontos discutidos ao longo dos cinco encontros realizados entre maio e agosto. A publicação organiza uma agenda de prioridades em torno de temas estratégicos para o desenvolvimento brasileiro e também identifica obstáculos institucionais, regulatórios, políticos e administrativos que podem dificultar a implementação das propostas.
O encerramento contou ainda com o painel especial “Propostas para o Brasil Seguir Adiante”, com participação de Fábio Barbosa, curador-geral do projeto, e Erick Bretas, CEO do Estadão. A conversa retomou os principais aprendizados dos debates e abordou os desafios para transformar as propostas reunidas no relatório em uma agenda efetiva para o próximo ciclo de governo.
Ao final do encontro, os participantes assinaram a Carta Brasil Adiante 2026, documento que abre oficialmente o relatório e simboliza o compromisso dos envolvidos com a construção de uma agenda baseada em propostas concretas para o desenvolvimento brasileiro.
“Mais do que debater, o Estadão quer estruturar caminhos. O Brasil Adiante reúne a inteligência do país em uma proposta homogênea logicamente articulada, oferecendo ao novo governo uma referência sólida e indispensável para enfrentar os desafios prioritários desde o primeiro dia do novo governo”, ressalta Eurípedes Alcântara, Diretor de Jornalismo do Estadão.
Próxima etapa é levar a agenda aos candidatos
Com a apresentação do Relatório Final Brasil Adiante 2026, o Estadão dá início à próxima etapa da iniciativa: a entrega formal da agenda aos candidatos à Presidência da República e, posteriormente, ao presidente eleito. O projeto também prevê um mecanismo de monitoramento contínuo para acompanhar a evolução das propostas e a adoção de medidas relacionadas aos temas discutidos ao longo dos encontros.
O relatório consolida os principais consensos e propostas construídos durante os debates e organiza uma agenda integrada para os primeiros 24 meses da próxima gestão. O documento também identifica fatores institucionais, regulatórios, políticos e administrativos que podem influenciar a implementação das medidas.
A iniciativa, que marcou o início da cobertura eleitoral do Estadão para 2026, foi estruturada a partir de cinco encontros realizados entre maio e agosto, com a participação de especialistas, representantes do setor produtivo e da sociedade civil. As discussões tiveram como foco desafios estruturais do País e resultaram na construção da agenda apresentada no relatório final.
Cinco encontros para construir uma agenda para o País
O Brasil Adiante foi estruturado em cinco encontros, organizados em três grandes eixos temáticos: Estabilidade Institucional e Fundamentos do Crescimento; Capital Humano e Coesão Social; e Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade. Sob curadoria de Fábio Barbosa, a iniciativa buscou reunir diferentes perspectivas para discutir não apenas os desafios brasileiros, mas também os obstáculos para a implementação de possíveis soluções.
O primeiro evento, Eixo I: Estabilidade Institucional e Fundamentos do Crescimento. que aconteceu em 27 de maio, abordou o tamanho e a eficiência do Estado, os gargalos da economia e a necessidade de mudanças no Poder Judiciário para ampliar a confiança, a previsibilidade e as condições para investimentos e crescimento.
Em 11 de junho, o segundo encontro inaugurou o Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Educação e Saúde) com discussões sobre caminhos para preparar os brasileiros para as transformações do mercado de trabalho, desde a educação básica, e para garantir a sustentabilidade do SUS e da saúde suplementar diante do envelhecimento da população.
Como enfrentar o crime organizado e reduzir a violência no Brasil. Esses foram alguns pontos que especialistas em segurança pública discutiram no terceiro encontro do Eixo II: Capital Humano e Social (Segurança Pública e Crime Organizado), realizado em 23 de julho.
No quarto e último encontro, Eixo III: Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade, em dois painéis, realizado em 19 de agosto, especialistas discutiram caminhos para destravar a infraestrutura, garantir segurança energética e hídrica e conciliar desenvolvimento econômico com sustentabilidade e proteção da Amazônia.
O documento completo pode ser encontrado neste link: https://brasiladiante.com.br/
