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    Eleições 2026: aumento em deepfakes sofisticados acendem alerta sobre desinformação

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio16 de abril de 2026Updated:16 de abril de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Manipulações de imagens e áudios mais do que dobraram em 2025, gerando preocupações e motivando ações governamentais em ano de eleições presidenciais e estaduais

     

    O Brasil está diante de um aumento contínuo na taxa de deepfakes, que cresceram 126% no ano passado. Os dados do Identity Fraud Report 2025/2026, da verificadora Sumsub, apontam um movimento que vai além apenas do cibercrime, com as manipulações digitais representando um sério risco também à integridade democrática em um país que tem eleições presidenciais e estaduais marcadas para outubro.

    Esta é uma tendência que vem sendo observada pela Sumsub há alguns anos. Em 2024, houve um aumento global de 245% na taxa de deepfakes, com as eleições presidenciais nos Estados Unidos, México e Índia, entre outras, servindo como motor central de manipulações voltadas à desinformação de eleitores e polarização da população.

    No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral tenta se antecipar ao risco. O uso de manipulações digitais com finalidade eleitoral já é proibido pelo órgão desde 2024, com a proposição de multas de até R$ 30 mil para quem utilizar deepfakes em propagandas eleitorais deste ano. Além disso, o ministro Gilmar Mendes propõe ações como forças-tarefas para agilizar a identificação de casos e parcerias com empresas do setor para impedir a proliferação de imagens e áudios falsos.

    As medidas seguem exemplos internacionais. A Índia criou centros de resposta rápida para identificação de deepfakes, aplicando sanções aos partidos que os utilizam, enquanto o Ato de Serviços Digitais da União Europeia exige que as plataformas de redes sociais identifiquem e removam conteúdos manipulados proativamente. Nos EUA, ligações telefônicas automáticas foram proibidas em 2024 depois que eleitores receberam chamadas falsas em que a voz manipulada do candidato democrata Joe Biden pedia que não fossem votar.

    “A luta contra os deepfakes não pode ser vencida apenas pelos reguladores, mas sim, pelos esforços coordenados entre autoridades e empresas de inteligência artificial, combinando legislação e tecnologia para antecipar tentativas de manipulação e resguardar o processo democrático”, afirma Natália Fritzen, head de compliance em IA da Sumsub. “Em ano eleitoral, o compromisso com a transparência, colaboração e ação é um desafio que envolve responsabilização coletiva.”

    Manipulação por deepfake já é realidade

    Dados da Sumsub mostram que, entre 2024 e 2025, a proporção de esquemas de

    fraudes complexas, com múltiplas camadas, cresceu de 10% para 28% de todos os incidentes detectados. Esse aumento de 180% é chamado pela Sumsub de “Mudança na Sofisticação”, motivada pelo desenvolvimento da IA e das tecnologias usadas em deepfakes, entre outros fatores.

    O risco só aumenta na medida em que plataformas de inteligência artificial se tornam mais acessíveis e fáceis de usar. Em janeiro, o head de machine learning da Sumsub, Nikita Marshalkin, realizou um teste prático para provar isso. Aproveitando o lançamento da temporada final de Stranger Things, ele utilizou a plataforma Kling AI para criar um deepfake do ator Steve Harrington a partir de imagens e movimentos próprios. O resultado foi submetido aos sistemas de verificação de identidade da empresa.

    As imagens altamente convincentes aos olhos humanos, felizmente, não foram capazes de ultrapassar as defesas digitais, que confiam em inteligência artificial e dados de telemetria para reconhecer até mesmo as manipulações mais sofisticadas. Traços de compressão de vídeo, artefatos gerados pela IA ou tentativas de inserção de vídeos a partir de softwares estão entre os dados usados para identificar tentativas fraudulentas desse tipo.

    “Os sistemas da Sumsub impedem 690 mil tentativas de fraudes todos os meses, o que nos permite observar como as táticas dos fraudadores estão evoluindo”, aponta Javier Herrera Zumztein, Especialista em Proteção de Ativos e Inovação em Cibersegurança da Sumsub América Latina. “A combinação de telemetria avançada, monitoramento constante, verificação baseada em IA e colaboração com os reguladores permite a criação de defesas fortes que dificultam cada vez mais o sucesso das manipulações. Esse esforço coletivo é a chave para a proteção dos negócios e cidadãos contra novas ondas de deepfakes.”

    Sobre a Sumsub

    A Sumsub é uma plataforma líder em verificação de ciclo completo que possibilita compliance escalável e livre de fraudes. Sua solução adaptável e no-code cobre desde verificação de identidade ou corporativa até monitoramento contínuo, ajustando-se rapidamente aos riscos, regulamentações e demandas do mercado em constante evolução.

    Reconhecida como Líder pela Gartner, Liminal e KuppingerCole, a Sumsub combina integração perfeita com prevenção avançada de fraudes para oferecer desempenho líder no setor. A empresa também investe em inovação responsável por meio de seu Programa Acadêmico de IA, formando alianças com a academia e instituições de renome para ampliar a resiliência global contra a fraude potencializada pela inteligência artificial.

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