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    Dra. Renata Michel une ciência, inovação e gestão para transformar a assistência no autismo

    CEO do Grupo Conduzir e presidente do Instituto Spectra, executiva brasileira combina evidências científicas, inovação e inteligência de mercado para construir um modelo de assistência sustentável, inclusivo e orientado à autonomia das pessoas autistas.
    JoaoBy Joao29 de setembro de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    Renata Michel: CEO do Grupo Conduzir e presidente do Instituto Spectra reúne rigor científico, gestão profissional e impacto social.
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    Transformar um atendimento especializado em uma operação capaz de crescer sem perder consistência é um dos principais desafios dos negócios de saúde. No segmento de autismo, em que o cuidado depende de planos individualizados e equipes interdisciplinares, a equação é ainda mais sensível. É sobre ela que a Dra. Renata Michel tem se debruçado à frente do Grupo Conduzir e do Instituto Spectra.

    Fundado em 2012, um dos primeiros centros de atendimento de ABA do Brasil, o Grupo Conduzir já impactou mais de 1.000 famílias, hoje em quatro polos: três no estado de São Paulo: na capital, em Campinas e em Bragança Paulista, e um em Niterói, no Rio de Janeiro. A organização reúne mais de 300 profissionais atuando direta ou indiretamente nos atendimentos.

    “Antes de avançar com novas unidades, queremos aumentar a utilização da capacidade instalada, fortalecer as unidades existentes e preparar a organização para crescer de forma sustentável”, afirma Dra. Renata Michel.

    O ponto central, segundo Renata, é fazer com que a qualidade não dependa apenas da experiência de cada profissional. Evidências científicas precisam chegar à rotina na forma de protocolos, critérios clínicos, supervisão, formação e auditoria.

    “A escala só é sustentável quando a qualidade deixa de depender exclusivamente de indivíduos e passa a estar incorporada ao sistema”, afirma.

    Essa visão também orienta a busca contínua por novas tecnologias e soluções capazes de apoiar o tratamento, o desenvolvimento e, principalmente, a autonomia das pessoas autistas. À frente da operação do Grupo Conduzir, Dra. Renata acompanha estudos, evidências e inovações que possam contribuir para evoluir a forma de atender. Outro princípio é pensar a inclusão de maneira efetiva e ao longo da vida: a atuação do Grupo Conduzir não se restringe à primeira infância ou aos primeiros anos após o diagnóstico, mas contempla pacientes de diferentes idades e necessidades.

    Crescimento com disciplina

    A trajetória da executiva também reflete esse movimento. PhD em Psicologia Experimental e certificada BCBA-D, Dra. Renata Michel começou no atendimento e na supervisão de equipes. À medida que a organização cresceu, passou a concentrar-se em decisões sobre capital, riscos, eficiência e governança. A formação executiva na London School of Economics (LSE) e o atual programa para atuação em conselhos, na Saint Paul Escola de Negócios, ampliaram seu repertório em estratégia e governança.

    A expansão está condicionada à preservação do equilíbrio financeiro. Antes de decidir onde investir, o grupo analisa indicadores clínicos, operacionais e financeiros. Esse processo também envolve compreender de forma estruturada as necessidades de pacientes, famílias, parceiros, prestadores e operadoras de saúde. Para isso, o Grupo Conduzir investe em pesquisas de mercado que analisam, entre outros aspectos, a evolução dos diagnósticos de autismo, a prevalência por região, a oferta de atendimento especializado e os principais desafios enfrentados pelo sistema de saúde suplementar. Esses dados ajudam a orientar o posicionamento estratégico da organização e subsidiam as decisões da CEO sobre prioridades, investimentos e novos modelos de atendimento.

    “Impacto sem sustentabilidade dificilmente escala. Sustentabilidade sem impacto perde a razão de existir”, diz Dra. Renata.

    A busca por eficiência também passa pelo uso de tecnologia. A organização está em processo de desenvolvimento de ferramentas digitais e inteligência artificial para aplicação em gestão de agendas, ao planejamento da capacidade, documentação clínica e automação de tarefas administrativas. A expectativa é reduzir o trabalho operacional e liberar os profissionais para atividades que exigem julgamento especializado, além de tornar todo o processo auditável e confiável, assegurando o melhor atendimento e tratamento.

    A dimensão social da operação

    A atuação social ganha uma frente própria com o Instituto Spectra. Criado em 2018, o instituto funciona como uma organização sem fins lucrativos voltada ao atendimento gratuito ou subsidiado, à orientação de famílias e à capacitação profissional. Mais de 200 famílias já foram atendidas. Com unidades em São Paulo e Campinas, o Instituto prevê ampliar parcerias e fontes de financiamento para expandir o acesso ao cuidado especializado.

    As duas organizações têm atuações complementares. O Grupo Conduzir concentra a assistência e a expansão dos serviços, enquanto o Instituto Spectra amplia o alcance desse conhecimento por meio de projetos sociais, formação profissional e articulação sobre políticas públicas.

    “São organizações diferentes, mas que compartilham uma mesma visão de impacto”, afirma.

    O Instituto Spectra também vem ampliando sua atuação em pesquisa e desenvolvimento. Entre as iniciativas estão estudos e benchmarkings internacionais voltados à identificação de práticas, tecnologias e modelos de cuidado capazes de contribuir para a evolução da assistência às pessoas autistas no Brasil. Esse trabalho está na base da construção de um novo protocolo desenvolvido a partir da colaboração entre o Grupo Conduzir e o Instituto Spectra, reunindo evidências científicas, experiência clínica e inovação com foco no desenvolvimento e na autonomia dos pacientes. A iniciativa está em fase de desenvolvimento e deverá ser lançada em breve.

    Liderança feminina além dos números

    A trajetória de Renata também ajuda a colocar a liderança feminina em termos menos abstratos. Grande parte dos cargos de comando nas organizações é ocupada por mulheres. Para ela, contudo, presença numérica não resolve a questão se não vier acompanhada de autonomia, responsabilidade por resultados e participação nas decisões estratégicas.

    “Não acredito que seja apenas uma questão de preparar mulheres. Existem muitas mulheres preparadas. Precisamos discutir quem recebe oportunidades, quem é patrocinado internamente, quem ganha exposição a decisões estratégicas e quem é considerado para posições de poder. Também precisamos ampliar a presença feminina nas redes onde essas posições são definidas”, afirma. É também por isso que Dra. Renata passou a tratar governança como uma nova etapa da carreira, com interesse em contribuir para outras organizações de saúde e impacto social.

    A prioridade agora é consolidar processos, ampliar o uso da estrutura existente e acompanhar resultados antes de acelerar a expansão. “Nosso foco hoje não é simplesmente crescer. É crescer com disciplina, governança, transparência e capacidade de execução”, explica Dra. Renata. E conclui: “Quero ajudar a demonstrar que é possível construir organizações brasileiras de saúde que sejam, ao mesmo tempo, cientificamente rigorosas, profissionalmente geridas, financeiramente sustentáveis e socialmente relevantes.”

    LinkedIn Dra. Renata Michel: https://www.linkedin.com/in/renatamichel/

    autismo Dra. Renata Michel Gestão e Governança Grupo Conduzir Instituto Spectra notícias saude
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