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    Home»Arte»Diretor de arte gay revela que perdeu trabalhos por preconceito e hoje fatura R$8 milhões ao ano com ensaios fotográficos
    Arte

    Diretor de arte gay revela que perdeu trabalhos por preconceito e hoje fatura R$8 milhões ao ano com ensaios fotográficos

    Meio & NegócioBy Meio & Negócio20 de abril de 2023Nenhum comentário3 Mins Read
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    Ale Monteiro já trabalhou com nomes como Zac Efron, Aline Wirley e Gaby Spanic

    Fundamental em diversos setores, o mercado audiovisual movimenta cifras milionárias e, em alguns casos, é primordial para obter bons resultados. Bastante atrativo para diferentes profissionais, é necessário talento e inovação para se destacar. Isso não foi problema para o diretor de arte e imagem Ale Monteiro, porém, no começo da carreira, ele conta que perdeu diversos trabalhos por preconceito com sua orientação sexual. Ale começou a trabalhar nesse ramo aos 18 anos e hoje, aos 32 anos, faz mais de 80 ensaios por ano e fatura cerca de R$ 8 milhões.

    “Sempre me interessei por moda, comecei, inclusive, a carreira nesse segmento, trabalhando com a Mônica Monteiro, agente da Gisele Bundchen na época”, conta o diretor, que nem sempre prosperou com os investimentos. Antes de começar a fotografar grandes nomes, como Zac Efron, Lindsay Lohan, Aline Wirley, Paul Wesley, Melanie C, Vera Fischer, Denise Fraga e outros, Ale encontrou algumas dificuldades no caminho.

    Ele tinha uma revista local que cresceu muito, porém com esse crescimento, o Diretor de arte encontrou dificuldade justamente na criação de conteúdo da revista e acabou fechando ela, mas levou como aprendizado. Além dessas questões, ele destaca a autocrítica como um desafio. “Acho que a insegurança que todo empreendedor tem. Mas sempre fui corajoso e tive bom êxito”, completa.

    Em relação ao preconceito sofrido por ser gay ou gordo, Ale acredita que isso hoje já não é mais um problema. “Atualmente tenho um milhão de seguidores nas minhas redes sociais e isso é porque tenho autoridade no mercado com o qual trabalho, e procuro sempre ser o melhor”, diz o CEO da Ale Monteiro Comunicação, que aproveita para acrescentar que somente em 2022 trabalhou em 88 ensaios fotográficos e, em 2023, sua agenda já está cheia até o final do ano.

    Ele atribui isso ao conteúdo de valor que entrega aos clientes: “Existem equipes de trabalho e de alta performance. Uma entrega o esperado e a outra entrega além da expectativa do cliente. Considero que eu e minha equipe somos parte do segundo grupo, com toda certeza”, analisa. Além disso, ele diz que em tempos de redes sociais, há um abismo sobre como duas pessoas enxergam a mesma coisa: “Chamo isso de dissociação cognitiva. Gosto de mostrar que nosso trabalho vai muito além de apenas fotos”.

    Ale diz que diariamente cria conteúdos para pessoas que estão cada vez mais exigentes, por isso, precisa extrair sempre o melhor: “Qualidade, hoje em dia, é algo democrático e acessível. Precisamos ter uma visão macro e olhar apurado. Trabalho para reposicionar pessoas e fazer com que a imagem delas seja ainda mais atrativa ao mercado”, conta ele, que tem muitos planos para o futuro. “Vou voltar a trazer artistas internacionais pro Brasil, tenho dois artistas gigantes pra trazer esse ano”, finaliza o diretor, que traz os artistas de fora pra fazer conexões com marcas brasileiras desde 2012.

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